<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278</id><updated>2012-01-16T22:57:45.925-03:00</updated><category term='jacob boehme sephariel'/><title type='text'>Antiga Sabedoria</title><subtitle type='html'>Escolas de Mistérios • Tradições Iniciáticas • Filosofias Espiritualistas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-4010342755163728285</id><published>2010-05-11T08:25:00.001-03:00</published><updated>2010-05-11T08:28:13.691-03:00</updated><title type='text'>Os Inimigos da Luz</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ir.·. Paulo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Tfs6Uummqkg/S-WbBQVprrI/AAAAAAAAAXE/AWow37JJZ1Q/s400/anjos+e+demonios.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 288px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Tfs6Uummqkg/S-WbBQVprrI/AAAAAAAAAXE/AWow37JJZ1Q/s400/anjos+e+demonios.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o poeta alemão J. W. von Goethe, no leito de morte, reuniu o  que lhe restavam de forças para pronunciar suas últimas palavras, que  ficariam para a posteridade: “Luz, quero luz!” Perdoem-me a imprecisão  histórica quando escrevo “dizem” mas de imprecisões a História está  repleta, malgrado o esforço de homens sérios e comprometidos com a  honestidade dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em Maçonaria as imprecisões  históricas avultam e não é tarefa fácil separar o joio do trigo.  Entretanto, cabe ao Maçom a compreensão e o entendimento da Ordem a qual  pertence, tornando-se um eterno buscador da Verdade. A Verdade é,  filosoficamente, contestável, mas nem por isso desprovida de existência  real. Buscar a Verdade é um impulso instintivo do Homem e mesmo que não a  busque conscientemente, será guiado por forças da sua mente  inconsciente – que Jung chamou de “tendências instintivas” – que se  manifestará nos sonhos como fantasias reveladas através de imagens  simbólicas. É imperioso sair do mundo das sombras - tão bem simbolizado  por Platão no “Mito da caverna” – e ir ao encontro da Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim  nos encontrávamos na Cam.˙. de Ref.˙. . Imersos na escuridão, batíamos  profanamente à porta do Templo consagrado ao G.˙.A.˙.D.˙.U.˙., na  esperança de sermos admitidos nos AAug.˙. MMist.˙. . Buscávamos a Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  primeiro ato da Criação Divina, o “Fiat Lux”, mostra-nos que a Luz  precede a existência do mundo das formas; é a origem comum a todas as  coisas. Não podemos deixar de fazer a relação entre o texto do Gênesis:  1, 1-3 com a revolucionária Teoria Geral da Relatividade, enunciada pelo  gênio Albert Einstein, em 1905: E=M.C² (energia é igual a massa vezes  velocidade da luz ao quadrado). Grosso modo, seria o mesmo que dizer que  matéria é energia coagulada. Afinal, tanto a Religião quanto a Ciência  chegaram à conclusão de que tudo é Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolicamente, a Luz  representa o conhecimento; a revelação dos mistérios das Leis Divinas; a  sabedoria imanente; a libertação das amarras da ignorância pela  compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  cerimônia de Iniciação, pede-se a Luz para o neófito e a Luz lhe é dada.  A partir de então, o neófito passa à condição de Iniciado e cabe-lhe  envidar todos os esforços para se melhorar. A jornada começa com o  desbaste das arestas morais, num esforço para vencer suas paixões  inferiores, lapidando-se paciente e diuturnamente com o concurso da  vontade firme e da inteligência, representados pelo cinzel e pelo maço.  Nesse esforço, cumpre-lhe trabalhar sem descanso para livrar-se das suas  imperfeições. É uma tarefa individual, porém, não prescinde da  colaboração dos IIr.˙. que o ajudam com lições, conselhos e orientações  lastreados em suas experiências e vivências maçônicas. Essa ajuda faz  parte do processo de aprendizagem, concretizando um dos nossos mais  sublimes preceitos: a Fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que devemos aprender, e  fazer, encontra-se no Ritual de Aprendiz, dizem-nos os Mestres mais  experientes. É verdade. Está tudo no Ritual e basta uma reflexão  profunda com o sincero interesse em adquirir instrução. Tomemos um  exemplo:&lt;br /&gt;O Ven.˙. M.˙. pergunta ao Ir.˙. 1° Vig.˙. , na abertura  ritualística:&lt;br /&gt;“— Para que nos reunimos aqui, Ir.˙. 1° Vig.˙.?&lt;br /&gt;—  Para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros.  Para glorificar a Verdade e a Justiça; para promover o bem-estar da  Pátria e da Humanidade, levantando templos à Virtude e cavando masmorras  ao vício”.&lt;br /&gt;Vamos refletir sobre cada frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ombater o despotismo&lt;/span&gt; – Pela definição  do Dicionário Houaiss, despotismo é “o poder isolado, arbitrário e  absoluto de um déspota.” O déspota, ainda na definição do Houaiss  significa “que ou quem age tiranicamente, embora não detenha o poder  absoluto”.  O despotismo deve ser combatido onde quer que este se  encontre: dentro ou fora do Templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A ignorância&lt;/span&gt; – é a causa de vários males que afligem a  Humanidade. Ignorância é viver imerso em sombras, desconhecendo as Leis  Morais que governam a todos, favorecendo a harmonia geral. O estudo  sério e metódico é uma das formas mais eficazes de combatê-la. Erra  demasiadamente o Maçom que não é dado ao estudo, à pesquisa e à  inquirição da Verdade. A Maçonaria não revela seus segredos àqueles que  cultivam, com zelo, a preguiça mental e abdicam do sagrado direito de  pensar por si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os  preconceitos e os erros&lt;/span&gt; – Imaginemos os preconceitos e os erros  como filhos diletos da Ignorância, donde retiram o seu alimento e o  sustento para crescerem fortes. Desde que se combata a Ignorância,  exterminando-a, condenam-se os preconceitos e os erros a morrerem de  inanição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glorificar a Verdade e  a Justiça&lt;/span&gt; – Ao compreender a Verdade e a Justiça como atributos  Divinos, torna-se dever do Maçom glorificá-las, nunca esquecendo de  aplicá-las no convívio com os seus semelhantes. Quem combate a  ignorância com as luzes da Sabedoria conhece a Verdade; quem conhece a  Verdade é Justo. Tal é a perfeição do ensinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Promover o bem-estar da Pátria e da  Humanidade&lt;/span&gt; – Todo conhecimento adquirido só tem sentido, se  compartilhado. Age maçonicamente quem é consciente de seu papel como  cidadão brasileiro e como cidadão do mundo, fazendo todo esforço para  melhorar a existência, contribuindo para a Obra da Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Levantando templos à Virtude&lt;/span&gt; – É  trabalho de construção. Nós, Maçons, somos construtores sociais e a  nossa obra maior consiste na edificação das virtudes em nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cavando masmorras ao vício&lt;/span&gt; – Ao mesmo  tempo que erigimos nosso Templo Interior, para a glória do  G.˙.A.˙.D.˙.U.˙., suplantamos os vícios de que somos portadores,  dominando-os e torturando-os até a extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o porque de nos  reunirmos em Loja aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem agir com despotismo querendo impor  a sua vontade, cerceando a liberdade e as iniciativas benfazejas dos  IIrm.˙....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem desejar manter-se e manter os IIrm.˙. na  ignorância, descuidando ou desmerecendo as iniciativas que promovam o  estudo e a prática da Sagrada Maçonaria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, por misoneísmo,  rechaçar as ações inovadoras e as ideias progressistas apenas para  manter uma tradição obsoleta ou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status  quo&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem esquecer que a Verdade e a Justiça são  atributos do G.˙.A.˙.D.˙.U.˙. e delas fizer pouco caso, disseminando a  mentira e promovendo injustiças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se comprometer com o  bem-estar de seus IIrm.˙., da sua família, da sua cidade, do seu país e  do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem persistir nos vícios e desregramentos morais e  tornar-se um estorvo no caminho dos IIrm.˙. que buscam melhorar-se,  envolvendo-o em intrigas, calúnias e difamações, atacando-os em suas  ausências e maquinando para vê-los cair...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem assim proceder, a  despeito de ser Iniciado, não é Maçom. É um simulacro de homem; é um  espectro danado que nos espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um inimigo da Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Or.˙.  Teresina, 10 de dezembro de 2009 E.˙.V.˙.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Fonte: http://abdiasneves.blogspot.com/2010/05/os-inimigos-da-luz.html&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-4010342755163728285?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/4010342755163728285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=4010342755163728285' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/4010342755163728285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/4010342755163728285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/05/os-inimigos-da-luz.html' title='Os Inimigos da Luz'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Tfs6Uummqkg/S-WbBQVprrI/AAAAAAAAAXE/AWow37JJZ1Q/s72-c/anjos+e+demonios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-1082688271981079164</id><published>2010-03-25T07:29:00.003-03:00</published><updated>2010-03-25T07:32:27.743-03:00</updated><title type='text'>O Grande Arquiteto do Universo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S6s7ffQrAwI/AAAAAAAAAVY/IePNb0E0Tks/s1600/all_seeing_eye.gif"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 197px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S6s7ffQrAwI/AAAAAAAAAVY/IePNb0E0Tks/s200/all_seeing_eye.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452517186015527682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Eduardo Neves, M.·.M.·.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que se fala em maçonaria, um termo é recorrente: O &lt;strong&gt;Grande  Arquiteto do Universo&lt;/strong&gt;, ou &lt;strong&gt;G.A.D.U.&lt;/strong&gt; (a forma  abreviada mais comum). Em quase todas as obras maçônicas e também na  maioria das citações ou reportagens, há referências a esta expressão.  Mas o que muitos leigos se perguntam sempre é: o que, ou quem é,  exatamente, este Grande Arquiteto? Qual o real significado desta  denominação? &lt;p&gt;Respondendo objetivamente, e de maneira simplificada, afirmamos: o  G.A.D.U. é a maneira pela qual os maçons se referem a &lt;strong&gt;Deus.&lt;/strong&gt;  E a razão é simples: sendo a maçonaria uma instituição que teve origem  histórica nas corporações de construtores medievais – que eram formadas  por arquitetos, engenheiros, artesãos, pedreiros e outros profissionais  ligados à área da construção civil e militar – e, ainda nos nossos dias,  valer-se de instrumentos daqueles ofícios como ícones simbólicos (o  compasso e o esquadro, por exemplo), nada mais natural que denomine o  projetista ou construtor de tudo o que existe como &lt;em&gt;O Grande  Arquiteto do Universo.&lt;/em&gt; Denominações adicionais para o Criador como &lt;em&gt;O  Grande Arquiteto dos Mundos&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;O Grande Geômetra&lt;/em&gt; são  encontradas em alguns livros maçônicos, todas com o mesmo significado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ampliando o escopo deste artigo, consideramos importante esclarecer  brevemente o conceito de Deus na maçonaria. A imagem eternizada por  Michelangelo na Capela Sistina – a de um ancião de cabelos brancos,  adotada como representação costumeira de Deus por grande parcela da  civilização ocidental – ainda que enquanto obra de arte seja belíssima,  não é suficiente para a compreensão da onipotência, onipresença e  onisciência divinas. Em verdade, ousaríamos dizer que é, de fato,  inapropriada. Ora, qualquer que seja o ser, se este for &lt;em&gt;limitado&lt;/em&gt;  por uma forma, não pode ter tais características. Portanto, seguindo  este raciocínio, concluímos que a imagem de Deus como um velho senhor  sentado em um trono de nuvens é apenas o retrato humanizado do  pensamento de uma época, não devendo ser levado em conta para uma  reflexão mais aprofundada. Deus é o amor infinito, a inteligência  suprema, causa primária de todas as coisas, é aquele que não tem começo  nem fim, e não pode ser conhecido através dos esforços intelectuais de  uma mente humana que, por mais avançada ou capaz que seja, está sujeita a  limitações. Deus, portanto, é uma força que não pode ser analisada ou  mensurada, só podendo ser sentida e contemplada através de suas  manifestações. Esta força é o que os maçons chamam de Grande Arquiteto,  gerador do universo, do homem e da vida em todas as suas formas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um movimento anti-maçônico, fundado nos Estados Unidos no século XX e  formado quase majoritariamente por fundamentalistas religiosos, tem  distorcido continuamente o conceito do Grande Arquiteto do Universo.  Este movimento, que já conta com ramificações no Brasil, afirma  erroneamente que o G.A.D.U. não passa de um ‘deus maçônico’, ou ainda  uma divindade que representaria uma suposta união sincrética de ídolos  antigos. Os mais radicais acreditam ainda que o G.A.D.U. seria uma  representação do diabo. Conforme já explicado, nada mais longe da  realidade. Aliás, para ser maçom, o postulante tem de, &lt;em&gt;necessariamente&lt;/em&gt;,  crer na existência de um ser supremo. Todos os trabalhos maçônicos são  dedicados à glória de Deus, e os templos maçônicos conservam abertos em  seus rituais o chamado Livro da Lei, que nada mais é que o livro sagrado  da religião dos países onde funcionam as lojas maçônicas. No Brasil é a  Bíblia que pode ser vista na quase totalidade dos templos, e ao redor  do planeta, o livro sagrado muda conforme o caso: para os hebreus, o  Talmude ou o Antigo Testamento; para os muçulmanos, o Alcorão; para os  adeptos do bramanismo, os Vedas; para os masdeístas ou seguidores de  Zaratustra, ou Zoroastro, o Zenda-Avesta etc. O Livro da Lei possui esse  nome por conter o código de moral e ética que devemos seguir em nossas  vidas. Este nome evita ainda qualquer tipo de sectarismo. A única  exigência que se faz é que o volume deve conter, de fato, as sagradas  escrituras de uma religião conhecida, e fazer referência ao Ser Supremo,  Deus.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É importante colocar que a crença no Grande Arquiteto do Universo é  encarada na maçonaria como uma &lt;em&gt;realidade filosófica&lt;/em&gt;, e não de  modo dogmático. A maçonaria, portanto, não é uma religião, mas abriga em  suas fileiras homens de todas as religiões – por reconhecer a  importância de cada uma delas, respeitando o conceito íntimo que cada um  tem de Deus. Mas a maneira pela qual cada maçom professa a sua crença  neste ser supremo é assunto de foro íntimo. Assim, em um templo maçônico  poderão ser vistos, lado a lado, católicos, budistas, espíritas e assim  por diante, pois a tolerância e o respeito mútuo fazem que praticantes  dos mais diferentes cultos estejam unidos em prol da lapidação  espiritual, da construção de um mundo justo e da busca pelo bem de toda a  humanidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Termino este artigo citando o escritor Dan Brown, em &lt;a href="http://www.freemasons-freemasonry.com/phpnews/show_news.php?uid=149" target="_blank"&gt;carta&lt;/a&gt; endereçada aos maçons americanos na época do  lançamento de seu livro &lt;em&gt;O Símbolo Perdido&lt;/em&gt;, cuja trama envolve a  maçonaria: &lt;em&gt;“Em um mundo onde os homens batalham a propósito de qual  definição de Deus é a mais acertada, não acho palavras para expressar  adequadamente o profundo respeito e admiração que sinto por uma  organização na qual homens de crenças diferentes são capazes de  ‘partilhar o pão juntos’ num laço de fraternidade, amizade e  camaradagem”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que o Grande Arquiteto nos ilumine e guarde.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://ogansoeagrelha.wordpress.com/2010/03/24/o-grande-arquiteto-do-universo/"&gt;http://ogansoeagrelha.wordpress.com/2010/03/24/o-grande-arquiteto-do-universo/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-1082688271981079164?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/1082688271981079164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=1082688271981079164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/1082688271981079164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/1082688271981079164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/03/o-grande-arquiteto-do-universo.html' title='O Grande Arquiteto do Universo'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S6s7ffQrAwI/AAAAAAAAAVY/IePNb0E0Tks/s72-c/all_seeing_eye.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-8190934172763888475</id><published>2010-02-12T17:33:00.002-03:00</published><updated>2010-02-12T17:36:39.375-03:00</updated><title type='text'>Que mistérios tem a maçonaria?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S3W7zkoA3bI/AAAAAAAAAVQ/-URERMCKR4k/s1600-h/compasso.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 199px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S3W7zkoA3bI/AAAAAAAAAVQ/-URERMCKR4k/s200/compasso.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437458619798969778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;por Eduardo Neves, M.·.M.·.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título deste artigo encerra em si uma dualidade proposital. Por um lado, pode ser tomado como irônico, pois faz uma alusão à forma sensacionalista como a maçonaria repetidamente é tratada por grande parte dos meios de comunicação de massa – como ‘misteriosa’, cheia de segredos e símbolos estranhos. Entretanto, a maçonaria de fato encerra em sua filosofia antigos mistérios, revelados apenas aos seus membros.&lt;div class="snap_preview"&gt; &lt;p&gt;Por incrível que pareça, em pleno ano de 2010 muita gente ainda não faz idéia do que é a maçonaria, a despeito das toneladas de informação sobre essa instituição que circulam nas livrarias e, em maior volume ainda, na internet. Muitos acham que ela é uma sociedade secreta, embora funcione em prédios nas principais avenidas das cidades e tenha personalidade jurídica constituída normalmente, como qualquer outra organização. Outros acreditam em toda aquela bobagem de satanismo, gerada por uma combinação perigosa de falta de informação e intolerância. A maçonaria segue então com seu estereótipo misterioso para a maioria da população, atmosfera reforçada notadamente pelo caráter privativo de suas reuniões, que acontecem literalmente à portas fechadas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas que mistérios serão esses que a maçonaria supostamente esconde das massas? Para entendermos melhor, faz-se mister uma compreensão mais profunda da palavra ‘mistérios’.  O dicionário Michaelis lista vários significados para este vocábulo. A maioria é relacionada com ’segredo’ ou ‘algo de difícil compreensão’. Outras conotações surgem dentro do escopo religioso, especialmente o cristão. Mas a mera significação não é suficiente para entender a magnitude do conceito maçônico deste termo. Para isto, vamos pedir ajuda à filosofia, em particular, à filosofia do mundo antigo, que é a origem de muitos dos conceitos usados e estudados na maçonaria até hoje.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No antigo Egito e Grécia, sábios criavam centros de instrução onde candidatos que quisessem participar deveriam provar seu merecimento antes de serem admitidos. Este processo para o acesso chamava-se &lt;em&gt;iniciação&lt;/em&gt;, e os centros chamavam-se &lt;em&gt;escolas de mistérios&lt;/em&gt;. O faraó Akhenaton, que iniciou seu reinado no Egito por volta do ano 1.364 a.C., e Pitágoras, filósofo e matemático grego nascido em 570 a.C., foram exemplos de pensadores que fundaram tais escolas. Os ensinamentos eram repassados em um ambiente privativo, longe dos olhos e ouvidos das massas, e versavam sobre ciências (matemática, astronomia, etc), artes, música e ainda religião e espiritualidade. O próprio Cristo mantinha um círculo interno de discípulos – os doze apóstolos – a quem ensinava sua doutrina com maior profundidade. Quando falava para as massas, Jesus usava uma linguagem mais simples, em forma de parábolas, para facilitar o entendimento. Disse Ele: &lt;em&gt;“Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas”&lt;/em&gt; (Mateus 7:6), em uma clara referência de que nem tudo é para todos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje em dia, muitos dos conhecimentos destes antigos grupos continuam sendo ensinados, mas os locais não são mais ocultos. A antiga sabedoria dos iniciados deu origem a muitas das disciplinas comumente ministradas nos colégios e universidades. Graças às escolas de mistérios, a ciência se desenvolveu, mesmo nos períodos mais negros da história, e chegou em um nível de complexidade que, certamente, para os antigos seria visto como, no mínimo, surpreendente – talvez até inimaginável.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portanto, concluímos que os mistérios mencionados no simbolismo maçônico são um corpo de ensinamentos, repassados aos seus membros de forma tradicionalmente inspirada nos antigos métodos das escolas de mistérios. É certo que há uma corrente dentro da maçonaria que defende que essas escolas eram, na verdade, &lt;em&gt;a própria&lt;/em&gt; maçonaria em sua forma primitiva; entretanto, estas suposições carecem de comprovações históricas e a maioria dos autores modernos tende a concordar que a maçonaria, na verdade, &lt;em&gt;herdou&lt;/em&gt; o método antigo, tornando-se depositária de sua sabedoria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas se a explicação da origem desses mistérios é simples assim, por que a maçonaria não permite então que qualquer pessoa adentre seus templos e compartilhe desse conhecimento? Qual o sentido das portas fechadas, dos rituais e dos símbolos desenhados nas fachadas de seus prédios e vestes de seus membros? A resposta é, novamente, a tradição. Os maçons formam um grupo muito antigo, cuja origem histórica deu-se em uma época tumultuada e confusa da humanidade – a idade média. Nessa época, as monarquias, geralmente aliadas ao clero, não estavam dispostas a dividir seu poder de influência com mais ninguém. Assim, a perseguição a grupos considerados subversivos tornou-se uma obssessão, resultando no assassinato de centenas de milhares de pessoas. A chamada ‘caça às bruxas’ era um mecanismo de controle pelo medo, e a religião, através da manipulação dos conceitos das Sagradas Escrituras, exercia um domínio da sociedade extremamente eficaz. Some-se isso ao fato de a maioria do povo não saber ler nem escrever, e pronto: estava formado o panorama perfeito para a instalação de uma tirania. Os maçons e outros grupos de pensadores, como os rosacruzes, tiveram que ocultar seus conhecimentos e manter suas opiniões em segredo – nessa época, as ordens iniciáticas eram mesmo sociedades &lt;em&gt;secretas&lt;/em&gt;, cuja sobrevivência dependia do grau de invisibilidade que eram capazes de manter na sociedade dominada pelo poder virtualmente ilimitado dos déspotas políticos e religiosos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje a maçonaria não tem mais a necessidade de ocultar suas atividades. Aliás, na grande maioria dos países que substituíram os regimes absolutistas pela democracia, os maçons estavam entre as fileiras dos responsáveis por tais mudanças. Acontece que, sendo a ordem maçônica uma instituição que preza muito por sua própria história, mantém ainda sua tradição herdada das escolas de mistérios, onde o candidato a tornar-se maçom e ser recebido em uma loja deve provar ser merecedor de tal aceitação. Mas iniciação hoje adquiriu um caráter simbólico, e já não repete os penosos sacrifícios da antiguidade. Para se ter uma idéia, na já mencionada Escola Pitagórica, o recém-admitido não poderia proferir uma só palavra por cinco anos. Cinco anos no mais absoluto silêncio! Práticas como essa ficaram para trás, e a ordem nunca esteve tão aberta como atualmente. Praticamente toda loja maçônica conta com uma página na internet, onde divulga textos e fotos de suas atividades. Muitos maçons fazem questão de salientar sua condição, ostentando anéis, pingentes ou broches com emblemas. E aquele que demonstrar interesse em entrar, tem toda a liberdade de conversar com um maçom conhecido e declarar seu propósito de fazer parte da ordem. É válido ressaltar que, apesar de práticas mais radicais terem sido deixadas de lado, o processo de admissão ainda é bastante rigoroso, pelo simples fato de que, para a maçonaria, o importante não é a quantidade de membros e sim a qualidade destes. Depois de uma conversa explicativa inicial, sindicâncias e entrevistas são conduzidas por maçons experientes, no intuito de avaliar o grau de interesse verdadeiro, bem como as qualidades de um ‘homem livre e de bons costumes’, além da crença em um Ser Supremo – prerrogativa obrigatória para a concretização da afiliação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tendo desenvolvido uma filosofia e  método próprios de instrução ao longo dos anos, a maçonaria tem mantido seu caráter simbólico e iniciático através dos séculos. A beleza de ensinar e aprender através de alegorias é algo que, atualmente, só pode ser vivenciado no interior de uma loja maçônica. A história da ordem e sua sabedoria está encerrada em seus rituais e suas lendas, que são passadas de maçom para maçom, da maneira antiga – por via oral. No interior de templos ornados com símbolos arcanos, homens que se tratam uns aos outros como irmãos buscam lapidar seus espíritos. Os pedreiros de hoje erguem edifícios simbólicos, cujos tijolos são as virtudes humanas, solidificadas em nossas atitudes diárias com a argamassa do estudo diligente e da perseverança no trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Muita coisa já foi desvelada, em livros e revistas abertos ao público, até mesmo propositalmente, para permitir que o preconceito dê lugar à compreensão nas mentes das pessoas. Mesmo o interior dos templos pode ser visitado com certa frequencia por não-membros nas sessões públicas. Mas ainda há verdades ocultas para serem vislumbradas. Porém, ao contrário do que o senso comum imagina, elas não estão escondidas por códigos, escritas em livros ou desenhadas em símbolos; a descoberta do verdadeiro segredo da maçonaria acontece mesmo é no silêncio do coração de cada maçom, de acordo com sua própria evolução mental e espiritual, com desdobramentos que influenciam sua vida e as vidas das pessoas que o cercam – e isso é, verdadeiramente, o grande mistério da ordem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://ogansoeagrelha.wordpress.com/2010/02/09/os-misterios-da-maconaria/"&gt;http://ogansoeagrelha.wordpress.com/2010/02/09/os-misterios-da-maconaria/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-8190934172763888475?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/8190934172763888475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=8190934172763888475' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8190934172763888475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8190934172763888475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/02/que-misterios-tem-maconaria.html' title='Que mistérios tem a maçonaria?'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S3W7zkoA3bI/AAAAAAAAAVQ/-URERMCKR4k/s72-c/compasso.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-8666704870803510779</id><published>2010-02-08T09:04:00.002-03:00</published><updated>2010-02-08T09:14:23.765-03:00</updated><title type='text'>Francis Bacon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2___rNVt4I/AAAAAAAAAVI/rDA3uBlIDHA/s1600-h/francis_bacon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 169px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2___rNVt4I/AAAAAAAAAVI/rDA3uBlIDHA/s200/francis_bacon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435844744654993282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Francis         Bacon&lt;/span&gt; nasceu no dia 22 de janeiro de 1561 na York House,         Londres, residência de seu pai &lt;em&gt;sir&lt;/em&gt; Nicholas         Bacon, que nos primeiros vinte anos do reinado de         Elizabeth tinha sido o Guardião do Sinete. "A fama         do pai", diz Maucaulay, "foi ofuscada pela do         filh". Mas &lt;em&gt;sir&lt;/em&gt; Nicholas não era um homem         comum." A mãe de Bacon foi &lt;em&gt;lady&lt;/em&gt; Anne         Cooke, cunhada de &lt;em&gt;sir&lt;/em&gt; William Cecil, lorde         Burghley, que foi tesoureiro-mor de Elizabeth e um dos         homens mais poderosos da Inglaterra. O pai dela tinha         sido o tutor-chefe do rei Eduardo VI; ela mesma era         lingüista e teóloga, e não tinha dificuldade em se         corresponder em grego com bispos. Tornou-se instrutora do         filho e não poupou esforços para que ele tivesse         instrução. Bacon freqüentou a Universidade de         Cambridge, e viveu também em Paris. Começou a sua         carreira de homem político e jurista, antes sob a rainha         Isabel, e, depois, sob Jaime I, subindo até aos mais         altos cargos: advogado geral em 1613, membro do Conselho         particular em 1616, chanceler do reino em 1618. Foi         agraciado por Jaime I com os títulos de Barão de         Verulamo e Visconde de S. Albano. Entretanto foi acusado         de concussão e condenado pelo Parlamento a uma multa         avultuada. Perdoado pelo rei, retirou-se para as suas         terras, dedicando-se inteiramente aos estudos. Faleceu em         1626. Teve uma inteligência muito esclarecida,         convencido da sua missão de cientista, segundo o         espírito positivo e prático da mentalidade         anglo-saxônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A         obra principal de Bacon é a &lt;em&gt;Instauratio magna scientiarum&lt;/em&gt;, vasta síntese que deveria ter         compreendido seis grandes partes. Mas terminou apenas         duas, deixando sobre o resto esboços e fragmentos. As         duas partes acabadas são precisamente: &lt;strong&gt;I -&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;De         dignitate et argumentis scientiarum&lt;/em&gt;; &lt;strong&gt;II         -&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;Novum         organum scientiarum&lt;/em&gt;. Como         se vê pelos títulos, e mais ainda pelo conteúdo,         trata-se de pesquisas gnosiológicas, críticas e         metodológicas, para lançar as bases lógicas da nova         ciência, da nova filosofia, que deveria dar ao homem o         domínio da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Ensaios         &lt;p&gt;Sua         ascensão parecia tornar realidade os sonhos de Platão de um         rei-filósofo. Porque, passo a passo com a sua subida         para o poder político, Bacon estivera escalando os         píncaros da filosofia. É quase inacreditável que o         imenso saber e as realizações literárias desse homem         fossem apenas os incidentes e as digressões de uma         turbulenta carreira política. Era seu lema que se vivia         melhor na vida oculta - &lt;em&gt;bene vixit qui bene latuit&lt;/em&gt;. Não conseguia chegar a uma conclusão         sobre se gostava mais da vida contemplativa ou da ativa.         Sua esperança era de ser filósofo e estadista, também,         como Sêneca; embora desconfiasse de que essa dupla         direção de sua vida fosse encurtar o seu alcance e         reduzir suas realizações. "É difícil         dizer", escreve ele, e "se a mistura de         contemplações com uma vida ativa ou o retiro         inteiramente dedicado a contemplações é o que mais         incapacita ou prejudica a ment." Achava que os         estudos não podiam ser um fim ou a sabedoria por si         sós, e que o conhecimento não aplicado em ação era         uma pálida vaidade acadêmica. &lt;em&gt;"Dedicar-se em         demasia aos estudos é indolência; usá-los em demasia         como ornamento é afetação; fazer julgamentos seguindo         inteiramente suas regras é o capricho de um scholar.         (...) Os homens astutos condenam os estudos, os homens         simples os admiram, e os homens sábios se utilizam         deles, obtida graças à observação."&lt;/em&gt; Eis uma nova nota que marca o fim da         escolástica - isto é, o divórcio entre o conhecimento         e o uso e a observação - e coloca aquela ênfase na         experiência e nos resultados que distingue a filosofia         inglesa, e culmina no pragmatismo. Não que Bacon         tivesse, por um instante, deixado de amar os livros e a         meditação; em palavras que lembram Sócrates, ele         escreve: &lt;em&gt;"sem         filosofia, não quero viver"&lt;/em&gt;, e descreve a si mesmo como, afinal de         contas, "um homem naturalmente mais propenso à         literatura do que a qualquer outra coisa, e levado por         algum destino, contra a inclinação de seu gênio"         (isto é caráter), "a vida ativa". Quase que a         sua primeira publicação recebeu o título de &lt;em&gt;O Elogio do Conhecimento&lt;/em&gt; (1592); o entusiasmo do trabalho pela         filosofia nos obriga a uma citação.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;"Meu elogio será dedicado à         própria mente. A mente é o homem, e o conhecimento é a         mente; um homem é apenas aquilo que ele sabe. (...) Não         são os prazeres das afeições maiores do que os         prazeres dos sentidos, e não são os prazeres do         intelecto maiores do que os prazeres das afeições? Não         se trata, apenas, de um verdadeiro e natural prazer do         qual não há saciedade? Não é só esse conhecimento         que livra a mente de todas as perturbações? Quantas         coisas existem que imaginamos não existirem? Quantas         coisas estimamos e valorizamos mais do que são? Essas         vãs imaginações, essas avaliações desproporcionadas,         são as nuvens do erro que se transformam nas tempestades         das perturbações. Existirá, então, felicidade igual         à possibilidade da mente do homem elevar-se acima da         confusão das coisas de onde ele possa ter uma atenção         especial para com a ordem da natureza e o erro dos         homens? De contentamento e não de benefício? Será que         não devemos perceber tanto a riqueza do armazém da         natureza quanto a beleza de sua loja? Será estéril a         verdade? Não poderemos, através dela, produzir efeitos         dignos e dotar a vida do homem com uma infinidade de         coisas úteis?"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Sua         mais bela produção literária, os &lt;em&gt;Ensaios&lt;/em&gt; (1597-1623), mostram-no ainda indeciso         entre dois amores, a política e a filosofia. No &lt;em&gt;Ensaio sobre a Honra e a         Reputação&lt;/em&gt;, ele dá todos         os graus de honra a realizações políticas e militares,         nenhum a literárias e filosóficas. Mas no ensaio &lt;em&gt;Da Verdade&lt;/em&gt;, ele escreve: "A indagação da         verdade, que é namorá-la ou cortejá-la; o conhecimento         da verdade, que é o elogio a ela; e a crença na         verdade, que é gozá-la, são o bem soberano das         naturezas humanas." Nos livros, &lt;em&gt;"conversamos com os sábios, como         na ação conversamos com tolos"&lt;/em&gt;. Isto é, se soubermos escolher os nossos         livros. &lt;em&gt;"Certos         livros são para serem provados", outros para serem         engolidos, e alguns poucos para serem mastigados e         digeridos"&lt;/em&gt;; todos         esses grupos formam, sem dúvida, uma porção         infinitesimal dos oceanos e cataratas de tinta nos quais         o mundo é diariamente banhado, envenenado e afogado.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Não         há dúvida de que os &lt;em&gt;Ensaios&lt;/em&gt;         devem ser incluídos entre os poucos livros que merecem         ser mastigados e digeridos. Raramente se encontrará uma         refeição tão substanciosa, tão admiravelmente         preparada e temperada, em um prato tão pequeno. Bacon         abomina os recheios e detesta desperdiçar uma palavra;         ele nos oferece uma infinita riqueza numa pequena frase;         cada um desses ensaios fornece, em uma ou duas páginas,         a destilada sutileza de uma mente de mestre sobre um         importante aspecto da vida. É difícil dizer o que é         mais excelente, se a matéria ou o estilo; porque ali se         acha uma linguagem de tão alta qualidade na prosa quanto         é a de Shakespeare em verso. É um estilo como o do         vigoroso Tácito, compacto mas refinado; e na verdade uma         parte de sua concisão se deve a uma habilidosa         adaptação do idioma e do frasear latinos. Mas a sua         riqueza no que se refere a metáforas é         caracteristicamente elizabetana e reflete a exuberância         da Renascença; nenhum homem, na literatura inglesa, é tão fértil em         comparações significativas e substanciosas. A excessiva         sucessão dessas comparações constitui o único defeito         do estilo de Bacon: as intermináveis metáforas,         alegorias e alusões caem como chicotes sobre os nossos         nervos e acabam por nos exaurir. Os &lt;em&gt;Ensaios&lt;/em&gt; são como um alimento rico e pesado, que         não pode ser digerido em grandes quantidades de uma só         vez; mas tomados quatro ou cinco de cada vez, constituem         o melhor alimento intelectual.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;No         ensaio&lt;em&gt;"Da Juventude e da         Idade"&lt;/em&gt;ele condensa um livro em um parágrafo. &lt;em&gt;"Os jovens         são mais aptos para inventar do que para julgar, mais         aptos para a execução do que para o assessoramento, e         mais aptos para novos projetos do que para atividades já         estabelecidas; porque a experiência da idade em coisas         que estejam ao alcance dessa idade os dirige; mas em         coisas novas, os maltrata. (...) Os jovens, na conduta e         na administração dos atos, abraçam mais do que podem         segurar, agitam mais do que podem acalmar; voam para o         fim sem consideração para com os meios e os graus;         perseguem absurdamente alguns princípios com que toparam         por acaso; não se importam em "(isto é, em         como)" inovar, o que provoca transtornos         desconhecidos. (...) Os homens maduros fazem objeções         demais, demoram-se demais em consultas, arriscam-se muito         pouco, arrependem-se cedo demais e raramente levam o         empreendimento até o fim, mas se contentam com uma         mediocridade de sucesso. Não há dúvida de que é bom         forçar o emprego de ambos (...), porque as virtudes de         qualquer um deles poderão corrigir os defeitos dos         dois."&lt;/em&gt; Bacon         acha, apesar de tudo, que a juventude e a infância podem         ter uma liberdade demasiada e, assim, crescer         desordenadas e relaxadas. "Que os pais escolhem cedo         as vocações e os cursos que pretendem que seus filhos         sigam, pois é nessa fase que eles são mais flexíveis;         e que não se concentrem demais no pensor dos filhos,         pensando que estes irão dedicar-se melhor àquilo para         que estejam mais inclinados. É verdade que se os         pendores ou a aptidão dos filhos forem extraordinários,         é bom não contrariá-los; mas em geral, é bom o         preceito" dos pitagóricos: &lt;em&gt;"Optimum lege,         suave et facile illud faciet consuetudo"&lt;/em&gt; - escolha o melhor; o hábito irá         torná-lo agradável e fácil. Porque &lt;em&gt;"o hábito         é o principal magistrado da vida do homem."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A         política dos Ensaios prega um conservantismo natural em         que aspira ao governo. Bacon quer um forte poder central.         A monarquia é a melhor forma de governo; e em geral, a         eficiência de um Estado varia com a concentração do         poder. "Deve haver três pontos essenciais nas         atividades" do governo: "a preparação; o         debate, ou exame; e a conclusão" (ou execução).         "Se quiserdes presteza, que só o do meio fique a         cargo de muitos, com o primeiro e o último ficando a         cargo de uns poucos." Ele é um militarista         confesso; deplora o crescimento da indústria por         considerar que isso deixa os homens despreparados para a         guerra, e lamenta uma paz prolongada, por aplacar o         guerreiro que existe no homem. Apesar disso, reconhece a         importância das matérias-primas: "Sólon disse a         Creso (quando, por ostentação, Creso lhe mostrou o seu         ouro): "Senhor, se chegar qualquer outro que tenha         melhor ferro do que vós, ele será dono de todo esse         ouro."&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Tal         como Aristóteles,        Bacon dá alguns conselhos para se evitarem revoluções.         "O meio mais seguro de evitar sedições (...) é         afastar a causa; porque se o combustível estiver         preparado, é difícil dizer de onde virá a fagulha que         irá atear-lhe fogo. (...) Tampouco se segue que a         supressão dos rumores" (isto é, da discussão)         "com demasiada severidade deva ser o remédio para         os problemas; porque muitas vezes o desprezo é a melhor         forma de contê-los, e as providências para reprimi-los         só fazem dar vida longa à especulação. (...) A         substância da sedição é de dois tipos: muita pobreza         e muito descontentamento. (...) As causas e motivos das         sedições são as inovações na religião; os impostos;         as modificações de leis e costumes; o cancelamento de         privilégios; a opressão generalizada; o progresso de         pessoas indignas, estranhas, as privações; soldados         desmobilizados; facções desesperadas; e tudo aquilo         que, ao ofender um povo, faz com que ele se una em uma         casa comum." A sugestão de todos os líderes,         claro, é dividir seus inimigos e unir os amigos.         "De modo geral, é dividir e enfraquecer todas as         facções (...) contrárias ao Estado, e colocá-las         longe uma das outras, ou pelo menos semear a         desconfiança entre elas, não é um dos piores         remédios; porque é desesperador o caso em que aqueles         que apóiam o governo estão cheios de discórdia e         cisões, e os que estão contra ele estão inteiros e         unidos." Uma receita melhor para evitar as         revoluções é uma distribuição eqüitativa da         riqueza: &lt;em&gt;"O         dinheiro é como o esterco, só é bom se for         espalhado."&lt;/em&gt;Mas isso não significa socialismo ou, mesmo,         democracia; Bacon não confia no povo, que na sua época         praticamente não tinha acesso à educação; &lt;em&gt;"a mais         baixa das lisonjas é a lisonja do homem do povo"&lt;/em&gt;, e "Fócion compreendeu bem quando, ao         ser aplaudido pela multidão, perguntou o que tinha feito         de errado." O que Bacon quer é, primeiro, uma         pequena burguesia de proprietários rurais; depois, uma         aristocracia para a administração; e acima de todos, um         rei-filósofo. "Quando não há exemplos de que um         governo não tenha prosperado com governos cultos."         Ele cita Sêneca, Antonio Pio e Aurélio; tinha a         esperança de que aos nomes deles a posteridade         acrescentasse o seu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Pensamento: A "Instauratio Magna"&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A &lt;em&gt;Instauratio magna         scientiarum&lt;/em&gt; deveria ter         precisamente representado a reforma do saber, deveria ter         constituído a &lt;em&gt;summa         philosophica&lt;/em&gt; dos tempos         novos, e lançado o fundamento do &lt;em&gt;regnum hominis&lt;/em&gt;, tão audazmente iniciado pela ciência e         pela política da Renascença. Essa obra deveria ter         abraçado a enciclopédia das ciências e compreendido         também as técnicas, segundo o novo ideal humano e         prático e imanentista. Começa-se, portanto, com a         classificação geral das disciplinas humanas, baseada no         respectivo predomínio das três faculdades que presidem         à organização do saber: memória, fantasia, razão.         Essa classificação é baseada não no objeto do         conhecimento, e sim no sujeito que conhece. &lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;História&lt;/em&gt; tanto civil quanto natural, que registra         (memória) os dados de fato; &lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;Poesia&lt;/em&gt;, elaboração imaginativa desses dados; &lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ciência&lt;/em&gt; ou filosofia, isto é, conhecimento         racional de Deus, do homem e da natureza.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A &lt;em&gt;teologia natural&lt;/em&gt; de Bacon não exclui, mas prescinde da         revelação cristã e da religião positiva. A &lt;em&gt;ciência do homem&lt;/em&gt; divide-se em ciência do homem individual &lt;em&gt;(philosophia         humanitatis)&lt;/em&gt;, e em         ciência da sociedade humana &lt;em&gt;(philosophia civilis)&lt;/em&gt;. A primeira diz respeito ao homem todo,         espírito e matéria. A segunda diz respeito à arte de         governar e às relações sociais e aos negócios. A &lt;em&gt;filosofia natural&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;física&lt;/em&gt;,         divide-se em &lt;em&gt;especulativa&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;operativa&lt;/em&gt;. A primeira, por sua vez, se divide em&lt;em&gt;física especial &lt;/em&gt;("que procura a causa eficiente e         material"), e em &lt;em&gt;metafísica&lt;/em&gt; ("que procura a causa final e a         forma"). Pertencem pois à&lt;em&gt; física operativa &lt;/em&gt;as artes mecânicas. Acima das ciências         filosóficas particulares, Bacon põe uma ciência         filosófica comum, denominando-a &lt;em&gt;philosophia prima&lt;/em&gt;. Esta não é a ontologia tradicional, a         ciência do ser em geral, mas a ciência dos princípios         comuns às várias ciências.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O "Novum Organum"&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Entretanto,         o que interessa mais a Bacon não é esta ciência dos         princípios comuns, e sim a ciência da natureza, e,         portanto, o &lt;em&gt;Novum         organum&lt;/em&gt;, que deveria         conter precisamente as regras para a construção da         ciência da natureza. Como é sabido, Bacon reivindica,         contra Aristóteles e         a Escolástica, o         método indutivo. Aristóteles e Tomás de Aquino afirmaram claramente este método, e até o         reconheceram como único procedimento inicial do         conhecimento humano; entretanto a eles interessavam muito         mais as causas do que a experiência, o que transcende a         experiência do que a experiência; muito mais a         metafísica do que a ciência.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Segundo         Bacon, o verdadeiro método da indução científica         compreende uma parte negativa ou crítica, e uma parte         positiva ou construtiva. A &lt;em&gt;parte negativa&lt;/em&gt; consiste, antes de tudo, em alertar a mente         contra os erros comuns, quando procura a conquista da         ciência verdadeira. Na sua linguagem imaginosa Bacon         chama as causas destes erros comuns, fantasmas - &lt;em&gt;idola&lt;/em&gt; - e os divide em quatro grupos fundamentais.         &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;Idola         tribus&lt;/em&gt;, a saber, os erroa         da raça humana "fundamentados em a natureza como         tal" (não se sabe, pois, o verdadeiro porquê);&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;Idola specus&lt;/em&gt; (por alusão à caverna de Platão)         determinados pelas disposições subjetivas de cada um; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;Idola fori&lt;/em&gt;, erros da praça, provenientes do comércio         social ou da linguagem imperfeita;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;4)&lt;/strong&gt;  &lt;em&gt;Idola theatri&lt;/em&gt;, isto é, os erros provenientes das escolas         filosóficas, que substituem o mundo real por um mundo         fantástico, por um jogo cênico.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Desembaraçado         o terreno destes erros, Bacon passa a tratar da &lt;em&gt;natureza positiva&lt;/em&gt;, construtiva, da &lt;em&gt;genuína interpretação         da natureza&lt;/em&gt; para         dominá-la. Mas, para tanto, é mister conhecer as que         Bacon chama de &gt;&lt;em&gt;formas&lt;/em&gt;, isto é, os princípios imanentes, causa e         lei da ação e da ordem das &lt;em&gt;naturezas&lt;/em&gt;.         As naturezas são precisamente os fenômenos         experimentais, objeto da física especial (luz, calor,         pêso, etc.); as formas são leis genéticas e         organizadoras das naturezas, as essências ou causas         formais, objeto da metafísica de Bacon.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Esta         pesquisa, esta passagem das naturezas às formas, dos         fenômenos às essências - bem conhecida pela filosofia         tradicional - é determinada por Bacon, segundo um         método preciso, desconhecido dos predecessores, nas         famosas &lt;em&gt;tabulae&lt;/em&gt; baconianas. Para determinar de um modo         certo as causas e as leis dos fenômenos - isto é, as         formas das naturezas - Bacon recolhe, antes de tudo, o         maior número possível de exemplos, em que um         determinado fenômeno aparece; depois enumera os casos         que mais se assemelham às primeiras, em que, porém, o         mesmo fenômeno não aparece. Enfim registra o aumentar         ou o diminuir do fenômeno em questão, quer no mesmo         objeto, quer em objetos diferentes. Têm-se, desta         maneira, três espécies de registros ou tabelas:&lt;strong&gt; 1)&lt;/strong&gt;  tabelas de &lt;em&gt;presença&lt;/em&gt;;&lt;strong&gt;         2)&lt;/strong&gt;          tabelas de &lt;em&gt;ausência&lt;/em&gt;; &lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt;  tabelas         de&lt;em&gt;         gradações&lt;/em&gt;. É evidente         que nos casos onde uma determinada natureza ou fenômeno         aparecem, aí se encontrará também a sua causa e lei;         nos casos em que o fenômeno não se manifesta, aí         faltará também a sua causa e lei; e nos casos onde o         fenômeno aumenta ou diminui, aí aumentará ou         diminuirá também a sua causa e lei. A causa (forma) dos         fenômenos (naturezas) será procurada, portanto, com         base nos fenômenos presentes na primeira tabela; não         sendo fácil, a princípio, ter-se tabelas completas e         isolar as naturezas simples, e desta maneira pôr em         evidência a causa, é mister estabelecê-la por &lt;em&gt;hipótese&lt;/em&gt;, que será, em seguida, averiguada pelas         experimentações.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Essa         gnosiologia, metodologia (empírica) é baseada em uma         metafísica, uma física materialista e, mais         precisamente, atomista, bastante semelhante à de         Demócrito. O mundo material é constituído de         corpúsculos, qualitativamente idênticos, diversos         apenas por grandeza, forma e posição. Estes         corpúsculos são animados por uma força, em virtude da         qual se agrupam em determinados complexos, que constituem         as formas baconianas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/"&gt;Mundo dos Filósofos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-8666704870803510779?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/8666704870803510779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=8666704870803510779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8666704870803510779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8666704870803510779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/02/francis-bacon.html' title='Francis Bacon'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2___rNVt4I/AAAAAAAAAVI/rDA3uBlIDHA/s72-c/francis_bacon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-6546943745434465073</id><published>2010-02-02T08:01:00.005-03:00</published><updated>2010-02-02T08:05:24.353-03:00</updated><title type='text'>A batalha pela sua mente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGMvpqmLI/AAAAAAAAAUw/SBQ6QGbB1ak/s1600-h/preacher.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGMvpqmLI/AAAAAAAAAUw/SBQ6QGbB1ak/s200/preacher.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433599766441924786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;por Dick Sutphen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Dick Sutphen e este artigo, uma versão expandida de uma conferência que fiz na Convenção do Congresso Mundial de Hipnotizadores Profissionais em Las Vegas, Nevada. Eu convido os indivíduos a compartilhar este artigo com outras pessoas interessadas e dá-las aos amigos ou qualquer pessoa em posição de divulgar esta informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu tenha sido entrevistado acerca deste assunto em muitos locais, rádios e programas de entrevistas em TV, os meios de comunicação de massa parecem estar bloqueados, porque isto poderia resultar em desconfiança e investigações dos meios de divulgação e de seus patrocinadores. Algumas agências governamentais não querem que esta informação seja divulgada. Nem os movimentos de Novos Cristãos, os cultos, e mesmo muitos treinadores de potencial humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das coisas que vou relatar apenas exporá a superfície do problema. Eu não sei como o abuso destas técnicas pode ser parado. Eu não penso que seja possível legislar contra algo que freqüentemente não pode ser detectado; e se os próprios legisladores estão usando estas técnicas, há pouca esperança de o governo usar leis assim. Sei que o primeiro passo para iniciar mudanças é gerar interesse. Neste caso, apenas um movimento subterrâneo poderia provocar isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando deste assunto, estou falando acerca de meu próprio negócio. Eu sei disto, e sei quão efetivo isto pode ser. Eu faço fitas de hipnose e [de técnicas] subliminares, e, em alguns de meus seminários, uso táticas de conversão com os participantes para torná-los independentes e auto-suficientes. Mas, sempre que uso estas técnicas, eu ressalto que estou usando-as, e todos podem escolher entre participar ou não. Eles também sabem qual será o resultado desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para começar, eu quero declarar o que é o fato mais básico de todos acerca de lavagem cerebral: EM TODA A HISTÓRIA DO HOMEM, NINGUÉM QUE TENHA SOFRIDO LAVAGEM CEREBRAL ACREDITARÁ OU ACEITARÁ QUE SOFREU TAL COISA. Todos aqueles que a sofreram, usualmente, defenderão apaixonadamente os seus manipuladores, clamando que simplesmente lhes foi "mostrada a luz"...ou que foram transformados de modo miraculoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NASCIMENTO DA CONVERSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONVERSÃO é uma palavra "agradável" para LAVAGEM CEREBRAL. E qualquer estudo de lavagem cerebral tem de começar com o estudo do Revivalismo Cristão no século dezenove, na América. Aparentemente, Jonathan Edwards descobriu acidentalmente as técnicas durante uma cruzada religiosa em 1735, em Northampton, Massachusetts. Induzindo culpa e apreensão aguda e aumentando a tensão, os "pecadores" que compareceram aos seus encontros de reavivamento foram completamente dominados, tornando-se submissos. Tecnicamente, o que Edwards estava fazendo era criar condições que deixavam o cérebro em branco, permitindo a mente aceitar nova programação. O problema era que as novas informações eram negativas. Ele poderia então dizer-lhes, "vocês são pecadores! vocês estão destinados ao inferno!". Como resultado, uma pessoa tentou e outra cometeu suicídio. E os vizinhos do suicida relataram que eles também foram tão profundamente afetados que, embora tivessem encontrado a "salvação eterna", eram também obcecados com a idéia diabólica de dar fim às próprias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que um pregador, líder de culto, manipulador ou autoridade atinja a fase de apagamento do cérebro, deixando-o em branco, os sujeitos ficam com as mentes escancaradas, aceitando novas idéias em forma de sugestão. Porque Edwards não tornou sua mensagem positiva até o fim do reavivamento, muitos aceitaram as sugestões negativas e agiram, ou desejaram agir, de acordo com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles J. Finney foi outro cristão revivalista que usou as mesmas técnicas quatro anos mais tarde, em conversões religiosas em massa, em Nova Iorque. As técnicas são ainda hoje utilizadas por cristãos revivalistas, cultos, treinadores de potencial humano, algumas reuniões de negócios, e nas forças armadas dos EUA, para citar apenas alguns. Deixem-me acentuar aqui que eu não creio que muitos pregadores revivalistas percebam ou saibam que estão usando técnicas de lavagem cerebral. Edwards simplesmente topou com uma técnica que realmente funcionou, e outros a copiaram e continuam a copiá-la pelos últimos duzentos anos. E o mais sofisticado de nosso conhecimento e tecnologia tornou mais efetiva a conversão. Sinto fortemente que esta é uma das maiores razões para o crescimento do fundamentalismo cristão, especialmente na variedade televisiva, enquanto que muitas das religiões ortodoxas estão declinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS TRÊS FASES CEREBRAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos podem ter sido os primeiros a formular com sucesso a lavagem cerebral, mas teremos de ir a Pavlov, um cientista russo, para uma explicação técnica. Nos idos de 1900, seu trabalho com animais abriu a porta para maiores investigações com humanos. Depois da revolução russa, Lênin viu rapidamente o potencial em aplicar as pesquisas de Pavlov para os seus próprios objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três distintos e progressivos estados de inibição transmarginal foram identificados por Pavlov. O primeiro é a fase EQUIVALENTE, na qual o cérebro dá a mesma resposta para estímulos fortes e fracos. A segunda é a fase PARADOXAL, na qual o cérebro responde mais ativamente aos estímulos fracos do que aos fortes. E a terceira é a fase ULTRA-PARADOXAL, na qual respostas condicionadas e padrões de comportamento vão de positivo para negativo, ou de negativo para positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a progressão por cada fase, o grau de conversão torna-se mais efetivo e completo. São muitos e variados os modos de alcançar a conversão, mas o primeiro passo usual em lavagens cerebrais políticas ou religiosas é trabalhar nas emoções de um indivíduo ou grupo, até eles chegarem a um nível anormal de raiva, medo, excitação ou tensão nervosa. O resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade. Quanto mais esta condição é mantida ou intensificada, mais ela se mistura. Uma vez que a catarse, ou a primeira fase cerebral é alcançada, uma completa mudança mental torna-se mais fácil. A programação mental existente pode ser substituída por novos padrões de pensamento e comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras armas fisiológicas freqüentemente utilizadas para modificar as funções normais do cérebro são os jejuns, dietas radicais ou dietas de açúcar, desconforto físico, respiração regulada, canto de mantras em meditação, revelação de mistérios sagrados, efeitos de luzes e sons especiais, e intoxicação por drogas ou por incensos. Os mesmos resultados podem ser obtidos nos tratamentos psiquiátricos contemporâneos por eletrochoques e mesmo pelo abaixamento proposital do nível de açúcar no sangue, com a aplicação de injeções de insulina. Antes de falar sobre exatamente como algumas das técnicas são aplicadas, eu quero ressaltar que hipnose e táticas de conversão são duas coisas distintas e diferentes -- e que as técnicas de conversão são muito mais poderosas. Contudo, as duas são freqüentemente misturadas ... com poderosos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO OS PREGADORES REVIVALISTAS TRABALHAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você desejar ver um pregador revivalista em ação, há provavelmente vários em sua cidade. Vá para a igreja ou tenda e sente-se acerca de três-quartos da distância ao fundo. Muito provavelmente uma música repetitiva será tocada enquanto o povo vem para o serviço. Uma batida repetitiva, idealmente na faixa de 45 a 72 batidas por minuto (um ritmo próximo às batidas do coração humano) é muito hipnótica e pode gerar um estado alterado de consciência, com olhos abertos, em uma grande porcentagem das pessoas. E, uma vez você esteja em um ritmo alfa, você está pelo menos 25 vezes mais sugestionável do que você estaria, em um ritmo beta, de plena consciência. A música é provavelmente a mesma para cada serviço, ou incorpora a mesma batida, e muitas das pessoas irão para um estado alterado de consciência quase imediatamente após entrarem no santuário. Subconscientemente, eles recordam o estado mental quando em serviços religiosos anteriores, e respondem de acordo com a programação pós-hipnótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe as pessoas esperando pelo início do serviço religioso. Muitas exibirão sinais exteriores de transe -- corpo relaxado e olhos ligeiramente dilatados. Freqüentemente, eles começam a agitar as mãos para diante e para trás no ar, enquanto estão sentadas em suas cadeiras. A seguir, o pastor assistente muito provavelmente virá, e falará usualmente com uma simpática "voz ritmada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÉCNICA DA VOZ RITMADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma "voz ritmada" é um estilo padronizado, pausado, usado por hipnotizadores quando estão induzindo um transe. É também usado por muitos advogados, vários dos quais são altamente treinados hipnólogos, quando desejam fixar um ponto firmemente na mente dos jurados. Uma voz ritmada pode soar como se o locutor estivesse conversando ao ritmo de um metrônomo, ou pode soar como se ele estivesse enfatizando cada palavra em um estilo monótono e padronizado. As palavras serão usualmente emitidas em um ritmo de 45 a 60 batidas por minuto, maximizando o efeito hipnótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGUiIP6oI/AAAAAAAAAU4/Gc6QIs8x38E/s1600-h/gospel_church.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGUiIP6oI/AAAAAAAAAU4/Gc6QIs8x38E/s200/gospel_church.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433599900251056770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Agora, o pastor assistente começa o processo de "acumulação". Ele induz um estado alterado de consciência e/ou começa a criar excitação e expectativas na audiência. A seguir, um grupo de jovens mulheres vestidas em longos vestidos brancos que lhes dão um ar de pureza, vêm e iniciam um canto. Cantos evangélicos são o máximo, para se conseguir excitação e ENVOLVIMENTO. No meio do canto, uma das garotas pode ser "golpeada por um espírito" e cai, ou reage como se estivesse possuída pelo Espírito Santo. Isto efetivamente aumenta a excitação na sala. Neste ponto, hipnose e táticas de conversão estão sendo misturadas e o resultado é que toda a atenção da audiência está agora tomada, enquanto o ambiente torna-se cada vez mais tenso e excitado. Exatamente neste momento, quando a indução ao estado mental alfa foi conseguido em massa, eles irão passar o prato ou cesta de coleta. Ao fundo, em uma voz ritmada a 45 batidas por minuto, o pregador assistente poderá exortar, "dê ao Senhor...dê ao Senhor...dê ao Senhor...dê ao Senhor". E a audiência dá. Deus pode não obter o dinheiro, mas seu já rico representante, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, vem o pregador fogo-e-enxôfre. Ele induz medo e aumenta a tensão falando sobre "o demônio", "ir para o inferno", e sobre o Armageddon próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última dessas reuniões que assisti, o pregador falou sobre o sangue que brevemente escorreria de cada torneira na terra. Ele também estava obcecado com um "machado sangrento de Deus", o qual todos tinham visto suspenso sobre o púlpito, na semana anterior. Eu não tinha nenhuma dúvida de que todos o tinham visto -- o poder da sugestão hipnótica em centenas de pessoas assegura que entre 10 a 25 por cento verão o que quer que lhes seja sugerido ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria da assembléias revivalistas, "depoimentos" ou "testemunhos" usualmente seguem-se ao sermão amedrontador. Pessoas da audiência virão ao palco relatar as suas histórias. "Eu estava aleijado e agora posso caminhar!". "Eu tinha artrite e ela se foi!". Esta é uma manipulação psicológica que funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas, a pessoa comum na audiência com um problema menor está certa de que ela pode ser curada. A sala está carregada de medo, culpa e intensa expectativa e excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, aqueles que querem ser curados são freqüentemente alinhados ao redor da sala, ou lhes é dito para vir à frente. O pregador pode tocá-los na cabeça e gritar "esteja curado!". Isto libera a energia psíquica, e, para muitos, resulta a catarse. Catarse é a purgação de emoções reprimidas. Indivíduos podem gritar, cair ou mesmo entrar em espasmos. E se a catarse é conseguida, eles possuem uma chance de serem curados. Na catarse (uma das três fases cerebrais anteriormente mencionadas), a lousa do cérebro é temporariamente apagada e novas sugestões são aceitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, a cura pode ser permanente. Para muitos, irá durar de quatro dias a uma semana, que é, incidentalmente, o tempo que dura normalmente uma sugestão hipnótica dada a uma pessoa. Mesmo que a cura não dure, se eles voltarem na semana seguinte, o poder da sugestão pode continuamente fazer ignorar o problema... ou, algumas vezes, lamentavelmente, pode mascarar um problema físico que pode se mostrar prejudicial ao indivíduo, a longo prazo. Eu não estou dizendo que curas legítimas não aconteçam. Acontecem. Pode ser que o indivíduo estava pronto para largar a negatividade que causou o problema em primeiro lugar; pode ser obra de Deus. Mas afirmo que isto pode ser explicado com o conhecimento existente acerca das funções cérebro/mente. As técnicas e encenações variarão de igreja para igreja. Muitos usam "falar línguas" para gerar a catarse em alguns, enquanto o espetáculo cria intensa excitação nos observadores. O uso de técnicas hipnóticas por religiões é sofisticado, e profissionais asseguram que elas tornaram-se ainda mais efetivas. Um homem em Los Angeles está projetando, construindo e reformando um monte de igrejas por todo o país. Ele diz aos ministros o que eles precisam, e como usá-lo. Sua fita gravada indica que a congregação e a renda dobrarão, se o ministro seguir suas instruções. Ele admite que cerca de 80 por cento de seus esforços são para o sistema de som e de iluminação. Som potente e o uso apropriado de iluminação são de importância primária em induzir estados alterados de consciência -- eu os tenho usado por anos, em meus próprios seminários. Contudo, meus participantes estão plenamente conscientes do processo, e do que eles podem esperar como resultado de sua participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEIS TÉCNICAS DE CONVERSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultos e organizações que ensinam potencial humano estão sempre procurando por novos convertidos. Para conseguí-los, eles precisam criar uma fase cerebral. E geralmente precisam fazê-lo em um curto espaço de tempo -- um fim-de-semana, até mesmo em um dia. O que se segue são as seis técnicas primárias usadas para gerar a conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro ou treinamento tem lugar em uma área onde os participantes estão desligados do resto do mundo. Isto pode ser em qualquer lugar: uma casa isolada, um local remoto ou rural, ou mesmo no salão de um hotel, onde aos participantes só é permitido usar o banheiro, limitadamente. Em treinamentos de potencial humano, os controladores darão uma prolongada conferência acerca da importância de "honrar os compromissos" na vida. Aos participantes é dito que, se eles não honram seus compromissos, sua vida nunca irá melhorar. É uma boa idéia honrar compromissos, mas os controladores estão subvertendo um valor humano positivo, para os seus interesses egoístas. Os participantes juram para si mesmos e para os treinadores que eles honrarão seus compromissos. Qualquer um que não o faça será intimado a um compromisso, ou forçado a deixá-los. O próximo passo é concordar em completar o treinamento, deste modo assegurando uma alta porcentagem de conversões para as organizações. Eles terão, normalmente, que concordar em não tomar drogas, fumar, e algumas vezes não comer...ou lhes são dados lanches rápidos de modo a criar tensão. A razão real para estes acordos é alterar a química interna, o que gera ansiedade e, espera-se, cause ao menos um ligeiro mal-funcionamento do sistema nervoso, que aumente o potencial de conversão. Antes que a reunião termine, os compromissos serão lembrados para assegurar que o novo convertido vá procurar novos participantes. Eles são intimidados a concordar em fazê-lo, antes de partirem. Desde que a importância em manter os compromissos é tão grande em sua lista de prioridade, o convertido tentará trazer à força cada um que ele conheça, para assistir a uma futura sessão oferecida pela organização. Os novos convertidos são fanáticos. De fato, o termo confidencial de merchandising nos maiores e mais bem sucedidos treinamentos de potencial humano é "vender com fanatismo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos muitos milhares de pessoas se graduam, e uma boa porcentagem é programada mentalmente de modo a assegurar sua futura lealdade e colaboração se o guru ou a organização chamar. Pense nas implicações políticas em potencial, de centenas de milhares de fanáticos programados para fazer campanha pelo seu guru. Fique precavido se uma organização deste tipo oferecer sessões de acompanhamento depois do seminário. Estas podem ser encontros semanais ou seminários baratos dados em uma base regular, nos quais a organização tentará habilmente convencê-lo -- ou então será algum evento planejado regularmente, usado para manter o controle. Como os primeiros cristão revivalistas descobriram, um controle de longo prazo é dependente de um bom sistema de acompanhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Agora, vamos ver uma segunda dica, que mostra quando táticas de conversão estão sendo usadas. A manutenção de um horário que causa fadiga física e mental. Isto é primariamente alcançado por longas horas nas quais aos participantes não é dada nenhuma oportunidade para relaxar ou refletir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira dica: quando notar que são utilizadas técnicas para aumentar a tensão na sala ou meio-ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número quatro: incerteza. Eu poderia passar várias horas relatando várias técnicas para aumentar a tensão e gerar incerteza. Basicamente, os participantes estão preocupados quanto a serem notados ou apontados pelos instrutores; sentimentos de culpa se manifestam, e eles são tentados a relatar seus mais íntimos segredos aos outros participantes, ou forçados a tomar parte em atividades que enfatizem a remoção de suas máscaras. Um dos mais bem sucedidos seminários de potencial humano força os participantes a permanecerem em um palco à frente da audiência, enquanto são verbalmente atacados pelos instrutores. Uma pesquisa de opinião pública, conduzida a alguns anos, mostrou que a situação mais atemorizante na qual um indivíduo pode se encontrar, é falar para uma audiência. Isto iguala-se à lavar uma janela externamente, no 85º andar de um prédio. Então você pode imaginar o medo e a tensão que esta situação gera entre os participantes. Muitos desfalecem, mas muitos enfrentam o stress por uma mudança de mentalidade. Eles literalmente entram em estado alfa, o que automaticamente os torna mais sugestionáveis do que normalmente são. E outra volta da espiral descendente para a conversão é realizada com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quinto indício de que táticas de conversão estão sendo usadas é a introdução de jargão -- novos termos que tem significado unicamente para os "iniciados" que participam. Linguagem viciosa é também freqüentemente utilizada, de propósito, para tornar desconfortáveis os participantes. A dica final é se não há nenhum humor na comunicação...ao menos até que os participantes sejam convertidos. Então, divertimentos e humor são altamente desejáveis, como símbolos da nova alegria que os participantes supostamente "encontraram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que boas coisas não resultem da participação em tais reuniões. Isto pode ocorrer. Mas afirmo que é importante para as pessoas saberem o que aconteceu, e ficarem prevenidas de que o contínuo envolvimento pode não ser de seu maior interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos anos, tenho conduzido seminários profissionais para ensinar às pessoas a serem hipnotizadores, treinadores e conselheiros. Tive como alunos muitos daqueles que conduzem treinamentos e reuniões, que vêm a mim e dizem, "estou aqui porque eu sei que aquilo que faço funciona, mas não sei o por quê". Depois de mostrar-lhes o como e o por quê, muitos deles tem deixado este negócio, ou decidido abordá-lo diferentemente, de uma maneira mais amorosa e humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos destes treinadores tem se tornado meus amigos, e marcou-nos a todos ter experimentado o poder de uma pessoa com um microfone na mão em uma sala cheia de pessoas. Some um pouco de carisma, e você pode contar com uma alta taxa de conversões. A triste verdade é que uma alta porcentagem de pessoas quer ceder o seu poder - eles são verdadeiros "crentes"! Reuniões de culto e treinamentos de potencial humano são um ambiente ideal para se observar em primeira mão o que é tecnicamente chamado de "Síndrome de Estocolmo". Esta é uma situação na qual aqueles que são intimidados, controlados e torturados começam a amar, admirar e muitas vezes até desejar sexualmente os seus controladores ou captores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas permitam-me deixar aqui uma palavra de advertência: se você pensa que pode assistir tais reuniões e não ser afetado, você provavelmente está errado. Um exemplo perfeito é o caso de uma mulher que foi ao Haiti com Bolsa de Estudos da Guggenheim para estudar o vudu haitiano. Em seu relatório, ela diz como a música eventualmente induz movimentos incontroláveis do corpo, e um estado alterado de consciência. Embora ela compreendesse o processo e pudesse refletir sobre o mesmo, quando começou a sentir-se vulnerável à música ela tentou lutar e fugir. Raiva ou resistência quase sempre asseguram conversão. Poucos momentos mais tarde ela sentiu-se possuída pela música e começou a dançar, em transe, por todo o local onde se realizava o culto vudu. A fase cerebral tinha sido induzida pela música e pela excitação, e ela acordou sentindo-se renascida. A única esperança de assistir tais reuniões sem sentir-se afetado é ser um Buda, e não se permitir sentimentos positivos ou negativos. Poucas pessoas são capazes de tal neutralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, vamos voltar às seis dicas de conversão. Eu quero mencionar o governo dos Estados Unidos, e os campos de treinamento militar. O Corpo de Fuzileiros Navais (the Marine Corps) afirma que quebra o moral dos homens antes de "reconstruí-los" como novos homens - como fuzileiros (marines)! Bem, isso é exatamente o que eles fazem, da mesma maneira que os cultos vergam o moral das pessoas e as reconstróem como felizes vendedores de flores nas esquinas. Cada uma das seis técnicas de conversão é usada nos campos de treinamento militar. Considerando as necessidades militares, não estou fazendo um julgamento quanto a se isto é bom ou ruim. É UM FATO, que as pessoas efetivamente sofrem lavagem cerebral. Aqueles que não querem se submeter devem ser dispensados, ou passarão muito de seu tempo no quartel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCESSO DE DECOGNIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a conversão inicial é realizada, nos cultos, no treinamento militar, ou em grupos similares, não pode haver dúvidas entre seus membros. Estes devem responder aos comandos, e fazer o que estes lhes disserem. De outra forma, eles seriam perigosos ao controle da organização. Isto é normalmente conseguido pelo Processo de Decognição em três passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é o de REDUÇÃO DA VIGILÂNCIA: os controladores provocam um colapso no sistema nervoso, tornando difícil distinguir entre fantasia e realidade. Isto pode ser conseguido de várias maneiras. DIETA POBRE é uma; muito cuidado com Brownies e com Koolaid. O açúcar 'desliga' o sistema nervoso. Mais sutil é a "DIETA ESPIRITUAL", usada por muitos cultos. Eles comem somente vegetais e frutas; sem o apoio dos grãos, nozes, sementes, laticínios, peixe ou carne, um indivíduo torna-se mentalmente "aéreo". Sono inadequado é outro modo fundamental de reduzir a vigilância, especialmente quando combinada com longas horas de intensa atividade física. Também, ser bombardeado com experiências únicas e intensas consegue o mesmo resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo passo é a CONFUSÃO PROGRAMADA: você é mentalmente assaltado enquanto sua vigilância está sendo reduzida conforme o passo um. Isto se consegue com um dilúvio de novas informações, leituras, discussões em grupo, encontros ou tratamento individual, os quais usualmente eqüivalem ao bombardeio do indivíduo com questões, pelo controlador. Durante esta fase de decognição, realidade e ilusão freqüentemente se misturam, e uma lógica pervertida é comumente aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro passo é PARADA DO PENSAMENTO: técnicas são usadas para causar um "vazio" na mente. Estas são técnicas para alterar o estado de consciência, que inicialmente induzem calma ao dar à mente alguma coisa simples para tratar, com uma atenta concentração. O uso continuado traz um sentimento de exultação e eventualmente alucinação. O resultado é a redução do pensamento, e eventualmente, se usado por muito tempo, a cessação de todo pensamento e a retirada de todo o conteúdo da mente, exceto o que os controladores desejem. O controle é, então, completo. É importante estar atento que quando membros ou participantes são instruídos para usar técnicas de "parar o pensamento, eles são informados de que serão beneficiados: eles se tornarão "melhores soldados", ou "encontrarão a luz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três técnicas primárias usadas para parar o pensamento. A primeira é a MARCHA: a batida do “tump”, “tump”, “tump”, literalmente gera auto-hipnose, e grande susceptibilidade à sugestão. A segunda técnica para parar o pensamento é a MEDITAÇÃO. Se você passar de uma hora a uma hora e meia por dia em meditação, depois de poucas semanas há uma grande probabilidade de que você não retornará à consciência plena normal beta. Você permanecerá em um estado fixo alfa tanto mais quanto você continue a meditar. Não estou dizendo que isto é ruim - se você mesmo o faz. Pode então ser benéfico. Mas é um fato que você está levando a sua mente a um estado de vazio. Eu tenho testado quem medita, com máquinas EEG, e o resultado é conclusivo: quanto mais você medita, mais vazia se torna a sua mente, principalmente se usada em excesso ou em combinação com decognição; todos os pensamentos cessam. Alguns grupos espiritualistas vêem isto como nirvana - o que é besteira. Isto é simplesmente um resultado fisiológico previsível. E se o céu na terra significa não-pensamento e não-envolvimento, eu realmente pergunto por que nós estamos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira técnica de parar o pensamento é pelo CÂNTICO, e freqüentemente por cânticos em meditação. "Falar em línguas" poderia também ser incluído nesta categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as três técnicas produzem um estado alterado de consciência. Isto pode ser muito bom se VOCÊ está controlando o processo, porque você também controla o que vai usar. Eu pessoalmente uso ao menos uma sessão de auto-hipnose cada dia, e eu sei quão benéfico isto é para mim. Mas você precisa saber, se usar estas técnicas a ponto de permanecer continuamente em estado alfa, embora você permaneça em um estado levemente embriagado, você estará também mais sugestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERDADEIROS CRENTES &amp;amp; MOVIMENTOS DE MASSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar esta seção de conversão, eu quero falar sobre as pessoas que são mais susceptíveis a isto, bem como sobre os Movimentos de Massa. Eu estou convencido que pelo menos um terço da população é aquilo que Eric Hoffer chama "verdadeiros crentes". Eles são sociáveis, e são seguidores... são pessoas que se deixam conduzir por outros. Eles procuram por respostas, significado e por iluminação fora de si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoffer, que escreveu O VERDADEIRO CRENTE, um clássico em movimentos de massa, diz: "os verdadeiros crentes não estão decididos a apoiar e afagar o seu ego; têm, isto sim, uma ânsia de se livrarem dele. Eles são seguidores, não em virtude de um desejo de auto-aperfeiçoamento, mas porque isto pode satisfazer sua paixão pela auto-renúncia!". Hoffer também diz que os verdadeiros crentes "são eternamente incompletos e eternamente inseguros"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei disto, pela minha própria experiência. Em meus anos de ensino e de condução de treinamentos, eu tenho esbarrado com isto muitas vezes. Tudo que eu quero fazer é tentar mostrar-lhes que a única coisa a ser buscada é a Verdade interior. Suas respostas pessoais deverão ser encontradas lá, e solitariamente. Eu sempre digo que a base da espiritualidade é a auto-responsabilidade e a auto-evolução, mas muitos dos verdadeiros crentes apenas respondem que eu não possuo espiritualidade, e vão em seguida procurar por alguém que lhes dará o dogma e a estrutura que eles desejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca subestime o potencial de perigo destas pessoas. Eles podem facilmente ser moldados como fanáticos, que irão com muito prazer trabalhar e até morrer pela sua causa sagrada. Isto é um substituto para a sua fé perdida, e freqüentemente lhes oferece um substituto para a sua esperança individual. A Maioria Moral é feita de verdadeiros crentes. Todos os cultos são compostos de verdadeiros crentes. Você os encontrará na política, nas igrejas, nos negócios e nos grupos de ação social. Eles são os fanáticos nestas organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Movimentos de Massa possuem normalmente um líder carismático. Seus seguidores querem converter outros para o seu modo de vida ou impor um novo estilo de vida - se necessário, recorrendo a uma legislação que os force a isto, como evidenciado pelas atividades da Maioria Moral. Isto significa coação pelas armas ou punição, que é o limite em se tratando de coação legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ódio comum, um inimigo, ou o demônio são essenciais ao sucesso de um movimento de massas. Os Cristão Renascidos tem o próprio Satã, mas isto não é o bastante - a ele se soma o oculto, os pensadores da Nova Era, e mais tarde, todos aqueles que se oponham à integração de igreja e política, como evidenciado pelas suas campanhas políticas contra a reeleição daqueles que se oponham às suas opiniões. Em revoluções, o demônio é usualmente o poder dominante ou a aristocracia. Alguns movimentos de potencial humano são bastantes espertos para pedir a seus graduados para que associem-se a alguma coisa, o que o etiquetaria como um culto - mas, se você olhar mais de perto, descobrirá que o demônio deles é quem quer que não tenha feito o seu treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há movimentos de massa sem demônios, mas eles raramente alcançam um maior status. Os Verdadeiros Crentes são mentalmente desequilibrados ou mesmo pessoas inseguras, sem esperança e sem amigos. Pessoas não procuram aliados quando estão amando, mas eles o fazem quando odeiam ou tornam-se obcecados com uma causa. E aqueles que desejam uma nova vida e uma nova ordem sentem que os velhos caminhos devem ser destruídos antes que a nova ordem seja construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÉCNICAS DE PERSUASÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persuasão não é uma técnica de lavagem cerebral, mas é a manipulação da mente humana por outro indivíduo, sem que o sujeito manipulado fique consciente do que causou sua mudança de opinião. Eu somente tenho tempo para apresentar umas poucas das centenas de técnicas em uso atualmente, mas a base da persuasão é sempre o acesso ao seu CÉREBRO DIREITO. A metade esquerda de seu cérebro é analítica e racional. O lado direito é criativo e imaginativo. Isto está excessivamente simplificado, mas expressa o que quero dizer. Então, a idéia é desviar a atenção do cérebro esquerdo e mantê-lo ocupado. Idealmente, o agente gera um estado alterado de consciência, provocando uma mudança da consciência beta para a alfa; isto pode ser medido em uma máquina de EEG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, deixem-me dar um exemplo de como distrair o cérebro esquerdo. Políticos usam esta poderosa técnica todo o tempo; advogados usam muitas variações, as quais eles chamam "apertar o laço".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuma por um momento que você está observando um político fazendo um discurso. Primeiro, ele pode suscitar o que é chamado "SIM, SIM". São declarações que provocarão assentimentos nos ouvintes; eles podem mesmo sem querer balançar suas cabeças em concordância. Em seguida vem os TRUÍSMOS. Estes são, usualmente, fatos que podem ser debatidos, mas uma vez que o político tenha a concordância da audiência, as vantagens são a favor do político, que a audiência não irá parar para pensar a respeito, continuando a concordar. Por último vem a SUGESTÃO. Isto é o que o político quer que você faça, e desde que você tenha estado concordando todo o tempo, você poderá ser persuadido a aceitar a sugestão. Agora, se você ler o discurso político a seguir, você perceberá que as três primeiras sentenças são do tipo "sim, sim", a três seguintes são truísmos, e a última é a sugestão. "Senhoras e senhores: vocês estão indignados com os altos preços dos alimentos? Vocês estão cansados dos astronômicos preços dos combustíveis? Estão doentes com a falta de controle da inflação? Bem, vocês sabem que o Outro Partido permitiu uma inflação de 18 por cento no ano passado; vocês sabem que o crime aumentou 50 por cento por todo o país nos últimos 12 meses, e vocês sabem que seu cheque de pagamento dificilmente vem cobrindo os seus gastos. Bem, a solução destes problemas é eleger-me, John Jones, para o Senado dos E.U.A."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que você já ouviu isto antes. Mas você poderia atentar também para os assim chamados Comandos Embutidos. Como exemplo: em palavras chaves, o locutor poderia fazer um gesto com sua mão esquerda, a qual, como os pesquisadores tem mostrado, é mais apta para acessar o seu cérebro direito. Os políticos e os brilhantes oradores de hoje, orientados pela mídia, são com freqüência cuidadosamente treinados por uma classe inteiramente nova de especialistas, os quais estão usando todos os truques - tanto novos quanto antigos - para manipulá-lo a aceitar o candidato deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conceitos e técnicas da Neuro-Lingüística são tão fortemente protegidos que eu descobri que, mesmo para falar sobre ela publicamente ou em impressos, isto resulta em ameaça de ação legal. Já o treinamento em Neuro-Lingüística está prontamente disponível para qualquer pessoa que queira dedicar o seu tempo e pagar o preço. Esta é uma das mais sutis e poderosas manipulações a que eu já me expus. Uma amiga minha que recentemente assistiu a um seminário de duas semanas em Neuro-Lingüística descobriu que muitos daqueles com quem ela conversou durante os intervalos era pessoal do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra técnica que eu aprendi há pouco tempo é inacreditavelmente escorregadia; ela é chamada de TÉCNICA INTERCALADA, e a idéia é dizer uma coisa com palavras, mas plantar uma impressão inconsciente de alguma outra coisa na mente dos ouvintes e/ou observadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dar um exemplo: suponha que você está observando um comentarista da televisão fazer a seguinte declaração: "O SENADOR JOHNSON está ajudando as autoridades locais a esclarecer os estúpidos enganos das companhias que contribuem para aumentar os problemas do lixo nuclear". Isto soa como uma simples declaração, mas, se o locutor enfatiza a palavra certa, e especialmente se ele faz o gesto de mãos apropriado junto com as palavras chaves, você poderia ficar com a impressão subconsciente de que o senador Johnson é estúpido. Este era o objetivo subliminar da declaração, e o locutor não pode ser chamado para explicar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnicas de persuasão são também freqüentemente usadas em pequena escala com muita eficácia. O vendedor de seguro sabe que a sua venda será provavelmente muito mais eficaz se ele conseguir que você visualize alguma coisa em sua mente. É uma comunicação ao cérebro direito. Por exemplo, ele faz uma pausa em sua conversação, olha vagarosamente em volta pela sua sala, e diz, "Você pode imaginar esta linda casa incendiando até virar cinzas?". Claro que você pode! Este é um de seus medos inconscientes, e quando ele o força a visualizar isto, você está sendo muito provavelmente manipulado a assinar o contrato de seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Hare Krishna, ao operarem em um aeroporto, usam o que eu chamo técnicas de CHOQUE E CONFUSÃO para distrair o cérebro esquerdo e comunicarem-se diretamente com o cérebro direito. Enquanto estava esperando no aeroporto, uma vez eu fiquei por uma hora observando um deles operar. A sua técnica era a de saltar na frente de quem passasse. Inicialmente, sua voz era alta; então ele abaixava o tom enquanto pedia para que a pessoa levasse um livro, após o que pedia uma contribuição em dinheiro para a causa. Usualmente, quando as pessoas ficam chocadas, elas imediatamente recuam. Neste caso, eles ficavam chocados pela estranha aparência, pela súbita materialização e pela voz alta do devoto Hare Krishna. Em outras palavras, as pessoas iam para um estado alfa por segurança, porque elas não queriam confrontar-se com a realidade à sua frente. Em alfa, elas ficavam altamente sugestionáveis, e por isto aceitavam a sugestão de levar o livro; no momento em que pegavam o livro, sentiam-se culpadas e respondiam a uma segunda sugestão: dar dinheiro. Nós estamos todos condicionados de tal forma que, se alguém nos dá alguma coisa, nós temos de dar alguma coisa em troca - neste caso, era dinheiro. Enquanto observava este trabalhador incansável, eu estava perto o bastante para perceber que muitas das pessoas que ele parara exibiam um sinal externo de que estavam em alfa - seus olhos estavam dilatados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO SUBLIMINAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGfONBK2I/AAAAAAAAAVA/-ju4bXEoQFI/s1600-h/mind.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 158px; height: 157px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGfONBK2I/AAAAAAAAAVA/-ju4bXEoQFI/s200/mind.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433600083880913762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Subliminares são sugestões ocultas que somente o nosso subconsciente percebe. Podem ser sonoras, ocultas por entre a música; visuais, disfarçadas em cada quadro e mostrados tão rapidamente na tela que não são vistos; ou espertamente incorporados ao quadro ou desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas fitas de áudio de reprogramação subliminar oferecem sugestões verbais gravadas em baixo volume. Eu questiono a eficácia desta técnica - se as subliminares não são perceptíveis, elas não podem ser efetivas, e subliminares gravadas abaixo do nível de audição são, por esta razão, inúteis. A mais antiga técnica de áudio subliminar usa uma voz que segue o volume da música de tal modo que as subliminares são impossíveis de detectar sem um equalizador paramétrico. Mas esta técnica é patenteada, e, quando eu quis desenvolver minha própria linha de audiocassetes subliminares, negociações com os detentores desta patente provaram ser insatisfatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu procurador obteve cópias das patentes, as quais eu dei a alguns talentosos engenheiros de som de Hollyhood pedindo-lhes para criarem uma nova técnica. Eles encontraram um modo de modificar psico-acusticamente e sintetizar as subliminares de tal modo que elas fossem projetadas no mesmo acorde e freqüência que a música, assim dando-lhes o efeito de fazerem parte da música. Mas nós descobrimos que usando estas técnicas, não há maneira de reduzir as freqüências para detectar os subliminares. Em outras palavras, embora eles possam ser ouvidos pela mente subconsciente, não podem ser monitorados mesmo pelos mais sofisticados equipamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nós podemos criar esta técnica tão facilmente como o fizemos, eu posso somente imaginar quão sofisticada a tecnologia se tornou, com fundos ilimitados do governo e da publicidade. E eu estremeço só de pensar na manipulação dos comerciais de propaganda a que estamos expostos diariamente. Não há simplesmente nenhuma maneira de saber o que há por trás da música que você ouve. E pode mesmo ser possível esconder uma segunda voz por trás da voz que você está ouvindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As séries de Wilson Bryan Key, Ph.D., sobre subliminares em publicidade e campanhas políticas documentam bem o abuso em muitas áreas, especialmente na publicidade impressa em jornais, revistas e posters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão sobre subliminares é: eles funcionam? Eu garanto que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somente devido àqueles que usaram minhas fitas, mas também dos resultados de tais programas subliminares por trás das músicas das lojas de departamentos. Supostamente, a única mensagem eram instruções para não roubar: uma cadeia de lojas de departamentos da Costa Leste reportou uma redução de 37 por cento em furtos nos primeiros nove meses do teste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um artigo de 1984 no jornal "Brain-Mind Bulletin" declara que até 99 por cento de nossa atividade cognitiva pode ser "não-consciente", de acordo com o diretor do Laboratório de Psicofisiologia Cognitiva da Universidade de Illinois. O longo relatório termina com a declaração, "estas ferramentas apoiam o uso de abordagens subliminares tais como sugestões gravadas em fita para perder peso, e o uso terapêutico da hipnose e Programação Neuro-Lingüística".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABUSO DAS MASSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia relatar muitas histórias que apoiam a programação subliminar, mas eu gastaria muito tempo para falar mesmo dos mais sutis usos de tal programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu experimentei ir pessoalmente, com um grupo, a reuniões no auditório de Los Angeles, onde mais de dez mil pessoas se reúnem para ouvir uma figura carismática. Vinte minutos depois de entrar no auditório eu percebi que estava indo e vindo de um estado alterado de consciência. Todos que me acompanhavam estavam experimentando a mesma coisa. Como este é o nosso negócio, nós percebíamos o que acontecia, mas os que nos rodeavam nada percebiam. Por cuidadosa observação, o que parecia ser uma demonstração expontânea era, de fato, uma astuta manipulação. A única maneira que eu podia imaginar pela qual se poderia fazer a indução ao transe era por meio de uma vibração de 6 a 7 ciclos por segundo que soava juntamente com o som do ar condicionado. Esta vibração em particular gera um ritmo alfa, a qual tornará a audiência altamente susceptível às sugestões. De 10 a 25 por cento da população é capaz de ir para um estado alterado de consciência sonambúlico; para estas pessoas, as sugestões do locutor, se não-ameaçadoras, podem potencialmente ser aceitas como "comandos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIBRATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto nos leva a mencionar o VIBRATO. Vibrato é o efeito de trêmulo feito por alguma música instrumental ou vocal, e a sua faixa de freqüências conduz as pessoas a entrarem em um estado alterado de consciência. Em um período da história inglesa, aos cantores cuja voz possuía um vibrato pronunciado não era permitido cantarem em público, porque os ouvintes entravam em um estado alterado de consciência, quando então tinham fantasias, inclusive de ordem sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que assistem à ópera ou apreciam ouvir cantores como Mário Lanza estão familiarizados com os estados alterados induzidos pelos cantores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vamos levar esta condição um pouco mais longe. Há também ondas de freqüência extra-baixa (ELFs) inaudíveis. Elas são eletromagnéticas por natureza. Um dos usos básicos das ELFs é a comunicação com nossos submarinos. O dr. Andrija Puharich, um altamente respeitado pesquisador, em uma tentativa de alertar os oficiais americanos acerca do uso pelos russos das ELFs, realizou uma experiência. Voluntários tinham conexões ligadas aos seus cérebros de modo a que as ondas pudessem ser medidas em um EEG. Eles eram isolados em uma sala de metal que era imune à penetração de qualquer sinal normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puharich então irradiou ondas ELF para os voluntários. As ondas ELFs passam direto através da Terra, e, claro, atravessam paredes de metal. Os que estavam isolados não sabiam se o sinal estava ou não sendo enviado, e Puharich observou as reações em um aparelho: 30 por cento dos que estavam na sala acusavam o sinal de ELF em seis ou dez segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu digo "acusavam", eu quero dizer que o seu comportamento seguia as mudanças prevista para freqüências muito precisas. Ondas abaixo de seis ciclos por segundo causavam perturbações emocionais e até a interrupção de funções físicas. Para 8.2 ciclos, eles sentiam um um elevado sentimento, como se estivessem em uma poderosa meditação, aprendida à custa de muitos anos. Onze até 11,3 ciclos induziam ondas de depressão e agitação, que conduziam a um comportamento turbulento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NEUROFONE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dr. Patrick Flanagan é um meu amigo pessoal. No início dos anos 60, como um adolescente, Pat foi listado como um dos maiores cientistas do mundo pela revista Life. Entre os seus muitos inventos havia um dispositivo que ele chamou Neurofone - um instrumento eletrônico que podia, com sucesso, transmitir sugestões diretamente através do contato com a pele. Quando ele tentou patentear o dispositivo, o governou demandou para que ele provasse que era dele o invento. Quando ele o fez, a Agência de Segurança Nacional confiscou o neurofone. Pat levou dois anos de batalha legal para ter sua invenção de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando o dispositivo, você não ouve ou vê nada; ele é aplicado à pele, a qual Pat afirma que é a fonte de sentidos especiais. A pele contém mais sensores de calor, toque, dor, vibração e campos elétricos do que qualquer outra parte da anatomia humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um de seus recentes testes, Pat conduziu dois idênticos seminários para uma audiência militar - um seminário em uma noite e outro na seguinte, porque a sala não era bastante grande para acomodar todos ao mesmo tempo. Quando o primeiro grupo provou ser muito pouco receptivo e relutante em responder, Patrick passou o dia seguinte fazendo uma fita de áudio especial para tocar no segundo seminário. A fita instruía a audiência a ser extremamente calorosa, sensível e para que as suas mãos "formigassem". A fita foi tocada através do neurofone, o qual foi conectado por um fio que ele colocou ao longo do teto da sala. Não havia locutores, e assim nenhum som podia ser ouvido, e ainda assim a mensagem foi transmitida com sucesso através do fio diretamente para a mente dos que assistiam o seminário. Eles foram calorosos e receptivos, suas mãos formigaram e eles responderam à programação, com reações que não posso mencionar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais procuramos descobrir sobre como os seres humanos agem, através da altamente avançada tecnologia de hoje, tanto mais aprendemos a controlá-los. E o que provavelmente mais me assusta é que o meio para dominá-los já está aí! A televisão em sua sala e quarto está fazendo muito mais do que apenas dar-lhe entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, deixem-me ressaltar alguma coisa a mais acerca do estado alterado de consciência. Quando você vai para um estado alterado, você passa a usar o lado direito do cérebro, o que resulta na liberação dos opiáceos internos do corpo: encefalinas e beta-endorfinas, que quimicamente são quase idênticas ao ópio. Em outras palavras, dá uma boa sensação, a qual você sempre irá querer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testes recentes feitos pelo pesquisador Herbert Krugman mostraram que enquanto as pessoas assistem à TV, a atividade do cérebro direito excede em número a atividade do cérebro esquerdo por uma relação de dois para um. Colocando de maneira mais simples, as pessoas estão em um estado alterado e muito freqüentemente, em transe. Elas estão conseguindo a sua beta-endorfina "fixa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para medir a extensão da atenção, o psicofisiologista Thomas Mulholland, do Hospital de Veteranos de Bedford, Massachusetts, ligou telespectadores jovens a uma máquina EEG que estava ligada a um fio que interrompia a TV sempre que o cérebro dos jovens produzisse uma maioria de ondas alfa. Embora lhes fosse pedido que se concentrassem, somente uns poucos puderam manter o aparelho ligado por mais do que 30 segundos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos telespectadores já estão hipnotizados. Aprofundar o transe é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um modo simples é colocar um quadro preto a cada 32 quadros do filme que está sendo projetado. Isto cria uma pulsação de 45 batidas por minuto, percebida somente pela mente subconsciente - o ritmo ideal para provocar uma hipnose profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciais ou sugestões apresentados pelas emissoras seguindo esta indução ao transe-alfa são muito mais comumente aceitas pelos telespectadores. A alta porcentagem da audiência que atinge o sonambulismo profundo pode muito bem aceitar as sugestões como comandos - pelo menos enquanto estes não contrariarem suas convicções morais, a religião ou sua auto-preservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio para dominar está aqui. Até a idade de 16 anos, as crianças terão passado de 10.000 a 15.000 horas vendo televisão - o que é mais tempo do que ele passam na escola! Na média dos lares, o aparelho de TV fica ligado seis horas e 44 minutos por dia - um acréscimo de nove minutos sobre o ano passado, e três vezes a média de crescimento durante os anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto obviamente não está melhorando...nós estamos rapidamente nos movendo para um mundo nível alfa - muito possivelmente o mundo Orwelliano de "1984" - plácido, olhar vítreo e resposta obediente às instruções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um projeto de pesquisa de Jacob Jacoby, um psicólogo da Universidade Purdue, descobriu que de 2.700 pessoas testadas, 90 por cento entenderam mal até mesmo simples opiniões mostradas em comerciais e "Barnaby Jones". Apenas alguns minutos depois, o típico telespectador esquece de 23 a 36 por cento dos assuntos que ele ou ela vê. É claro que eles estavam entrando e saindo do transe! Se você for para um transe profundo, pode ser instruído para relembrar - do contrário, automaticamente esquece tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu toquei unicamente a ponta do iceberg. Quando você começa a combinar mensagens subliminares por trás da música, projetar cenas subliminares na tela, produzir efeitos ópticos hipnóticos, ouvir batidas musicais a um ritmo que induz ao transe...você tem uma extremamente eficaz lavagem cerebral. Cada hora que você passa assistindo a TV deixa-o cada vez mais condicionado. E, no caso de você pensar que exista uma lei contra tudo isto, esqueça. Não há! Existem muitas pessoas poderosas que obviamente preferem que as coisas permaneçam exatamente como estão. Será que elas planejam algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto traduzido por LGA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.levir.com.br/teosofia/teosofia125.php&lt;br /&gt;Texto original: http://www.dicksutphen.com/html/dick_sutphen_articles.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-6546943745434465073?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/6546943745434465073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=6546943745434465073' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6546943745434465073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6546943745434465073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/02/por-dick-sutphen-eu-sou-dick-sutphen-e.html' title='A batalha pela sua mente'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2gGMvpqmLI/AAAAAAAAAUw/SBQ6QGbB1ak/s72-c/preacher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-2013476489256722538</id><published>2010-02-01T11:12:00.004-03:00</published><updated>2010-02-01T11:20:21.425-03:00</updated><title type='text'>Phi: A Divina Proporção</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2biAVfybJI/AAAAAAAAAT4/-jG3_VzPZUU/s1600-h/phi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 189px; height: 173px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2biAVfybJI/AAAAAAAAAT4/-jG3_VzPZUU/s320/phi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433278495867432082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3.14159265358979323846264... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416 ). Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618. O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o rectângulo de ouro. Era um rectângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do rectângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, durante milénios, a arquitectura clássica grega prevaleceu O rectângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam rectângulo de ouro grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em 1200... Leonardo Fibonacci, um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos, criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;1 1=2&lt;br /&gt;2 1=3&lt;br /&gt;3 2=5&lt;br /&gt;5 3=8&lt;br /&gt;8 5=13&lt;br /&gt;13 8=21&lt;br /&gt;21 13=34&lt;br /&gt;E assim por diante.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exactamente a proporção das pirâmides do Egipto e do rectângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618;&lt;br /&gt;-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;&lt;br /&gt;-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;&lt;br /&gt;-A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;&lt;br /&gt;-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e, principalmente, Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo:&lt;br /&gt;- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.&lt;br /&gt;- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.&lt;br /&gt;- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;&lt;br /&gt;-Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;&lt;br /&gt;-A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;&lt;br /&gt;- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;&lt;br /&gt;(Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.&lt;br /&gt;Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança?&lt;br /&gt;Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven e em outras diversas obras.&lt;br /&gt;Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://rosacruzes.blogspot.com/2009/12/phi-divina-proporcao.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-2013476489256722538?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/2013476489256722538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=2013476489256722538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2013476489256722538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2013476489256722538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/02/todos-nos-ja-ouvimos-falar-em-numero-pi.html' title='Phi: A Divina Proporção'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2biAVfybJI/AAAAAAAAAT4/-jG3_VzPZUU/s72-c/phi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-4390714355845976953</id><published>2010-01-27T09:34:00.005-03:00</published><updated>2010-01-27T09:44:32.208-03:00</updated><title type='text'>A Lei Iniciática do Silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2A0G63AElI/AAAAAAAAATw/YQvhKNGEjZw/s1600-h/rc_silence1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 181px; height: 237px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2A0G63AElI/AAAAAAAAATw/YQvhKNGEjZw/s320/rc_silence1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431398444092625490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por: Antonio Rocha Fadista - M.·..I.·.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão, chamado a ensinar a arte de conhecer os homens, assim se expressou: “os homens e os vasos de terracota se conhecem do mesmo modo: os vasos, quando tocados, têm sons diferentes; os homens se distinguem facilmente pelo seu modo de falar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento do filósofo Iniciado nos oferece uma excelente oportunidade para uma profunda reflexão, principalmente para todos os que integram a Ordem Maçônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre nos damos conta de como nos tornamos prisioneiros das palavras que proferimos, por serem elas a expressão do poder do pensamento e da transmissão das nossas idéias e sentimentos, tornando-se assim o centro emissor de vibrações tanto positivas quanto negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um elemento que realmente identifica o Homem como sendo a síntese de todas as forças vitais, como o ser que interliga todos os planos, do mais denso como o mineral, ao mais sutil, como o divino, que cada um tem dentro de si. Este elemento é a palavra, intimamente ligada ao silêncio, outra sublime expressão da psique humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo profano a palavra, falada ou escrita, é usada indiscriminadamente e muitas vezes é usada mais na prática do mal do que do bem. A sociedade humana está cheia de palavras que ofendem, que humilham, que magoam e que denigrem a honra do próximo. Se se trabalhasse mais e se falasse menos, com certeza que a humanidade teria uma vida comum mais evoluída e mais civilizada; infelizmente, existem palavras em excesso não só no mundo profano como também nos Templos Maçônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal situação é inconcebível em um Maçom, orientado que é para refletir sobre a realidade e sobre o conteúdo oculto das palavras que, em última análise, refletem a essência interior do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso a doutrina Maçônica reserva o silêncio ao Aprendiz, de acordo, aliás, com a Tradição Pitagórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada da Escola fundada pelo Filósofo de Samos, na cidade de Crotona - onde o isolamento do mundo externo era total - exibia a seguinte advertência: “Proibida a Entrada de Profanos”. Esta Escola tinha um sistema de três graus: o de Preparação, o de Purificação e o de Perfeição. Os neófitos, proibidos de falar, eram só ouvintes e cumpriam um período de observação, durante o qual a regra era calar e pensar no que ouviam. Para atingir o Mestrado, era necessário praticar o silêncio durante cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, constitui uma grande prova para todos e também para o Aprendiz, ouvir os Companheiros e os Mestres sem poder falar. Chílon, um dos sete sábios da Grécia Antiga, quando perguntado sobre qual a virtude mais difícil de praticar, respondia: calar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo maçônico, a dimensão da palavra falada e escrita não é diferente. Na Maçonaria, a relação palavra-linguagem assume tanto os fatos exteriores quanto o ato individual, como pensamento puro que se exprime através da fala ou da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Zend Avesta, que contém toda a sabedoria da antiga Pérsia, encontramos normas e regras sobre o uso e o controle da palavra, cuja universalidade desafia os séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar em nossa Sublime Instituição encontramos, na ritualística, referências à sacralidade da palavra que, como meio de expressão dos pensamentos e dos sentimentos, deve ser sempre dosada, moderada, e espelhar o equilíbrio interno do orador. Como dizia o Irmão Dante Alighieri na Divina Comédia, exortando o personagem Metelo : “usa a tua palavra como um ornamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, o silêncio do Aprendiz poderia parecer um condicionamento e um castigo; na realidade, o silêncio, a meditação e o raciocínio, são a única via que leva à libertação das paixões e dos maus pensamentos. Além de exercitar a autodisciplina, em seu silêncio o Aprendiz apreende com muito maior intensidade tudo o que ouve e tudo o que vê. Na realidade, o Aprendiz dialoga consigo mesmo e, neste diálogo, ele analisa, critica e tira suas próprias conclusões: em suma, pelo silêncio, a Maçonaria estimula o Aprendiz a desenvolver a arte de pensar, a verdadeira e nobre Arte Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cruzar as portas de uma Loja Maçônica, trazendo consigo os conceitos de liberdade total, sem as restrições que lhe impõem a moral e a razão, o Aprendiz paulatinamente aprende a controlar os seus impulsos pela prática espartana do silêncio, aprimorando o seu caráter e preparando-se para ser mais um líder da Magna Obra de construção da sociedade do futuro, na qual prevaleçam a Liberdade responsável, a Igualdade de oportunidades e a Fraternidade solidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se resume na prática da Lei do Amor. O amor se oferece; não se pede e também não se exige. Certamente que o Grande Arquiteto do Universo ilumina e abençoa a todos os que pensam mais do que falam, pois estes espiritualizam a sua matéria, e são os Seus filhos mais diletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o Aprendiz não só pode, como deve se manifestar, principalmente quando tiver informação relevante sobre qualquer candidato à Iniciação. Basta pedir a palavra ao Vigilante de sua coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://rosacruzes.blogspot.com"&gt;Fonte: http://rosacruzes.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-4390714355845976953?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/4390714355845976953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=4390714355845976953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/4390714355845976953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/4390714355845976953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/01/lei-iniciatica-do-silencio.html' title='A Lei Iniciática do Silêncio'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/S2A0G63AElI/AAAAAAAAATw/YQvhKNGEjZw/s72-c/rc_silence1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-3363842247295245357</id><published>2010-01-26T15:20:00.003-03:00</published><updated>2010-01-26T15:26:14.997-03:00</updated><title type='text'>A Maçonaria dos negros americanos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.littleafrica.com/blankets/images/9387TU3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 219px; height: 249px;" src="http://www.littleafrica.com/blankets/images/9387TU3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por José Martí M:. M:.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1775, um americano de raça negra com o nome de Prince Hall (1735/1807), metodista e divulgador religioso, foi iniciado em Boston na companhia de mais 14 homens livres de raça negra, numa loja de constituição irlandesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prince Hall criou a primeira loja de negros da América, a Loja Africana nº 1, em 1775 e foi-lhe conferida a patente nº 495 pela Grande Loja dos Modernos de Inglaterra, dada a recusa da Grande Loja de Massachusetts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1791, esta Loja Africana nº 1 constituiu-se em loja mãe com o nome de Grande Loja Africana da América do Norte, da qual Prince Hall foi o primeiro grão-mestre. Em 1808, um ano após a morte de Prince Hall, ela adoptou o nome distintivo e emblemático de Grande Loja Prince Hall, Maçons Livres e Aceitos de Massachusetts, que dará origem à designada maçonaria de Prince Hall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras grandes lojas de negros foram criadas em seguida noutros Estados que acabaram por se fundir, em 1847, com a Grande Loja Prince Hall. Hoje, esta Grande Loja conta com cerca de 500.000 membros de 5.000 lojas que se encontram repartidas em 40 Grandes Lojas autónomas, quase uma por Estado, às quais se juntam outras existentes nas Bahamas, Haiti, República Dominicana, Libéria e, surpreendentemente, 3 lojas na Alemanha criadas no decurso da II Guerra Mundial e na dependência da Grande Loja de Maryland.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grande Loja Prince Hall pratica os ritos mais usuais nos Estados Unidos: York e REAA.&lt;br /&gt;Mantém boas relações com outras obediências maçónicas americanas de negros como as Grandes Lojas de Sto, André, do Rei David, do Rei Salomão, de Enoch, do Monte Sinai, do Monte das Oliveiras e dos Maçons do Rito Escocês de S. Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maçonaria dos negros americanos, como reflexo dos graves problemas existentes e da radicalização do movimento negro, esteve desde o início da sua criação envolvida nas causas sociais e humanas. Para muitos maçons negros, a situação não possibilitava somente a reflexão e o exercício da caridade diante da imensidão de desafios e do aumento da miséria dos guetos.&lt;br /&gt;Simultaneamente, e apesar de alguns esforços em contrário, esta situação também era devida à atitude de segregação racial persistente das lojas de brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Prince Hall é reconhecido como o fundador da franco-maçonaria dos negros na América do Norte, ele não se limitou a esta importante intervenção. Foi um activo militante em defesa da educação, sem a qual, segundo ele, não podia concretizar-se a emancipação dos negros. Em 1777, endereçou uma petição à Corte de Justiça de Massachusetts relativa à situação criada aos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1792 e em 1797, como venerável da sua loja, expôs em dois discursos a sua preocupação sobre as questões da educação à qual os negros não tinham acesso. Em 1800, fundou a primeira escola para negros em Boston, após quatro anos de iniciativas empenhadas junto das autoridades da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros maçons negros tomaram parte nesta luta como Prince Saunders, Booker T. Washington e William Edward Du Bois. Ainda que condenando firmemente a escravidão, estes maçons mantiveram uma atitude de ponderação, apelando à moderação e procurando evitar os excessos que agudizassem os ódios entre as duas comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Du Bois, partidário de uma educação pacífica e de uma colaboração entre os americanos, promotor da igualdade de oportunidades, defendia o universalismo, a tolerância, a razão e a paciência, na perspectiva que a fraternidade acabasse por se sobrepor ao racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maçonaria de Prince Hall criou desde o século XIX estruturas mutualistas e de ajuda aos seus membros para suprir a ausência de assistência médica e social aos seus irmãos mais idosos e estendeu a sua participação aos organismos sociais profanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente às 50 Grandes Lojas americanas ditas WASP (White, American, Saxon, Protestant), só uma vintena reconheceu oficialmente a regularidade da Grande Loja Prince Hall do seu Estado. As outras, entre as quais a de Nova Iorque, continuam a recusar esse reconhecimento sob pretextos aparentemente formalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre esses pretextos têm sido referidos que a recusa se baseia no artigo 3º das Constituições de Anderson, confundindo escravo e negro, ou que a Grande Loja Prince Hall deveria ter recebido a patente da Grande Loja de Massachusetts e não da Grande Loja dos Modernos de Inglaterra.&lt;br /&gt;Em 1947, esta loja de Massachusetts tentou desencadear o reconhecimento, mas recuou face à aberta hostilidade das outras Grandes Lojas de brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, as Grandes Lojas de brancos não toleram as aproximações entre a Prince Hall e as Grandes Lojas europeias continentais, como o caso da França.&lt;br /&gt;São as Grandes Lojas dos Estados do sul dos Estados Unidos que permanecem em total oposição a este reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação insólita em pleno século XXI, ainda se torna mais inadmissível quando estamos perante lojas maçónicas. Trata-se de uma situação de clara segregação racial, em total contradição e desrespeito pelos princípios fundamentais do humanismo universal intrínsecos à maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humanismo, a seriedade e os bons costumes não derivam da cor da pele com que cada um nasce. Se um dos princípios da maçonaria é o respeito e a tolerância pelas opiniões diferentes, a referida contradição assume níveis de muito maior gravidade quando se distinguem seres humanos pela cor da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação inexplicável naquele país tem raízes muito antigas e contornos indignos.&lt;br /&gt;Bedford Forrest, que era maçom, foi um dos principais dirigentes, no século XIX, do Ku Klux Klan, organização dedicada à defesa da escravidão, da segregação racial e que ao longo das décadas tem praticado crimes hediondos que além do espancamento de negros tem assassinado vários cidadãos negros, inclusive pelo fogo. Também Albert Pike, conhecido maçon no mesmo século, foi um dos principais dirigentes do Ku Klux Klan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa dos grandes ideais humanistas, a procura do contínuo aperfeiçoamento humano, as práticas da tolerância, da fraternidade, da igualdade de oportunidades para todos e a assumpção dos grandes valores da cidadania plena e da liberdade que caracterizam o espírito maçónico não podem ser confundidos e muito menos manchados com situações como a que foi abordada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento tão delicado como aquele que as sociedades atravessam no plano internacional, com uma marcada crise de valores e de princípios humanistas e solidários, é indispensável que a intervenção maçónica seja uma referência que contribua para a melhoria e a mudança de rumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte: http://loja.ocidente.eu/?p=93&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-3363842247295245357?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/3363842247295245357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=3363842247295245357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/3363842247295245357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/3363842247295245357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2010/01/maconaria-dos-negros-americanos.html' title='A Maçonaria dos negros americanos'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-5692251568959909185</id><published>2009-08-25T07:46:00.003-03:00</published><updated>2009-08-25T07:51:29.499-03:00</updated><title type='text'>Monja Coen responde sobre a morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SpPB5fZx0KI/AAAAAAAAATg/yuH2k-iZz7c/s1600-h/coen_new.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 195px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SpPB5fZx0KI/AAAAAAAAATg/yuH2k-iZz7c/s320/coen_new.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373851973809459362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há realmente a necessidade de uma preparação para a morte tendo como foco os doentes terminais e seus familiares?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Sim e não.&lt;br /&gt;De certa forma estamos todos preparados para morrer e para aceitar a morte. Faz parte de nosso processo natural. Entretanto, quanto estamos afastadas, afastados de nossa essência verdadeira?&lt;br /&gt;Queremos o impossível. Nos apegamos ao que é transitório e passageiro. Criamos sofrimentos em cima de sofrimentos. Portanto se faz necessário trazer de volta a consciência de que podemos morrer bem. Por boa morte quero dizer uma morte consciente de estar morrendo e sem deixar remorsos.&lt;br /&gt;É preciso lembrar aqueles que são muito apegados às formas e sons materiais, que tudo isto é passageiro, mas permanece em nós a vida dos que se vão, em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há uma seqüência ou uma lógica de fases do enfrentamento da morte/luto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Parece haver, dependendo evidentemente das situações. Mortes súbitas, causadas por desastres, crimes, guerras podem ter uma sequência de raiva e culpa pela incapacidade de evitá-la, tristeza e finalmente aceitação.&lt;br /&gt;Contam os sutras que certa feita uma senhora desesperada carregava seu bebê morto em seus braços e pediu a ele que devolvesse a vida a seu filhinho. Buda disse que o faria se ela trouxesse a ele três sementes de sesame de uma casa onde a morte não houvesse entrado. Cheia de esperança a mãe começou a percorrer o vilarejo. E logo percebeu, que a morte havia entrado em todas as casas. Assim foi capaz de aceitar a morte de seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cada pessoa tem um jeito particular de encarar a morte e o luto ou há atitudes comuns a todos, independente de sexo, idade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Somos semelhantes e não iguais. Assim sendo cada um de nós tem um relacionamento diferente com a morte e este relacionamento também se modifica conforme a situação. Alguém que esteja sofrendo muito diz que quer morrer. Assim que o sofrimento passe não se apressa mais em morrer. Todos nós, homens e mulheres, crianças e adultos, jovens e idosos, carregamos em nós o instinto da vida e o instinto da morte. Isso é comum. Como que somos educados para a morte - isso é particular, diferente, conforme culturas, etnias, e mesmo famílias ou grupos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qual o significado da morte para o Budismo? Acredita-se em uma outra vida após a morte? Há linhas diferentes dentro do Budismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - "A vida é um processo em si mesma. A morte é um processo em si mesma. Assim como a cinza não volta a ser lenha, a morte não volta a ser vida." Essas palavras foram escritas pelo Mestre Zen Eihei Dogen Daiosho, fundador da tradição Soto Zen Budista no Japão do século XIII.&lt;br /&gt;Há várioas linhas budistas - desde as que crêem na reencarnação como as que negam alguma coisa eterna e permanente que pudesse reencarnar.&lt;br /&gt;Nada é fixo ou permanente. A vida é transitória e a morte é transitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como a morte é encarada por seus seguidores?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Eu não sei. Poderia falar de alguns alunos, algumas alunas, algumas pessoas. Um idoso, com quase noventa anos, durante o enterro de sua irmã, me confessou: "todos dizem que foi uma boa morte, pois morreu dormindo. Eu quero ver a morte. Quero morrer acordado, consciente. É a grande aventura de minha vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para o Budismo morre é apenas um momento de transição ou é um ponto final?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Não há ponto final. Não há ponto inicial. Há o Interser.&lt;br /&gt;Se acreditamos na Lei da Causalidade, a morte não anula todas as causas e condições criadas durante a vida. Cada instante de vida é transição.&lt;br /&gt;Como dizia nosso poeta paulistano, Cassiano Ricardo, "cada instante de vida não é mais, é sempre menos. Desde o instante em que se nasce, já se começa a morrr". Cada célula viva, cada molécula, cada partícula e sub partícula - tudo está em constante movimento e transformação. Onde começa a vida? Onde termina? Nem mesmo a Biologia moderna consegue definir. Somos vida e somos morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como lidar com o sentimento de culpa e revolta com a perda de um filho? E dos pais? Quais as diferenças e semelhanças sob o ponto de vista do Budismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Tudo que começa, termina. A vida é um processo terminal. Morrem bebês, morrem idosos. Meu mestre, Yogo Suigan Roshi, costumava dizer às pessoas "seja qual for a idade em que morrerem - já era tempo. Geralmente as pessoas dizem isso quando alguém morre com mais de noventa anos. Eu digo a qualquer idade."&lt;br /&gt;Não podemos controlar nem a vida nem a morte. É preciso ter humildade e fazer sempre o que for mais adequado ás circunstâncias. Assim não há culpa. Assim não há revolta. Há tristeza, há saudade, há ternura. Não devemos cultivar vinganças, rancores, revoltas, culpas. Se formos éticos, éticas e cultivarmos as virtudes aceitamos a realidade e ao mesmo tempo nos tornamos transformadores, transformadoras da realidade através de nossos gestos, pensamentos e palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segue rituais antes e depois da morte ? Quais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Sim. No Zen Budismo da Soto Shu, ordem à qual pertenço, oramos pelas pessoas doentes, oramos pelos moribundos, oramos pelos mortos. Oramos no travesseiro onde morreram, oramos ao prepará-los para o caixão, para o velório. Oramos no velório, oramos no crematório, oramos no enterro, oramos depois do enterro, das cinzas. Oramos nos sétimos dias. Sete vezes sete. Quarenta e nove dias. Tempo em que se completa um ciclo de vida-morte. Então outro ciclo se inicia. Como ondas no mar são nossas vidas. Mas tudo é água. Causas e condições formam as ondas e cada onda é responsável e coadjuvante de outras ondas. Incessante e luminoso processo de vida,de morte, de vida, de morte, devida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como ajudar uma criança a enfrentar a proximidade da morte? O que dizer? E um adolescente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Que a flor fenece, que tudo se transforma, que morrer é bom, que todos nossos ancestrais já morreram.&lt;br /&gt;Que não é preciso ter medo, mas ir, ir, sempre ir com alegria para a luz infinita, sem se lastimar, pois viveu o que tinha a ser vivido - e o que é uma vida, em meio a tantas vidas?&lt;br /&gt;É preciso tirar o estigma da morte - nossa amiga e companheira, que nos acolhe, sem distinção, sem discriminação. E´é secreta, misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É mais fácil aceitar a morte de idosos? É verdade que o paciente sempre sabe que irá morrer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - De certa forma todos sabemos o que está acontecendo com nosso corpo, pois somos este corpo.&lt;br /&gt;A questão é que nos enganamos ou gostamos de ser enganados. Claro que é mais fácil aceitar a morte de idosos - como se houvessem, com o longo tempo de vida, "aproveitado a vida". Entretanto temos um sutra que diz valer mais viver um dia corretamente do que cem anos em ilusão.&lt;br /&gt;Não é o tempo (conforme nós o compreendemos) que torna a morte melhor ou pior. É a qualidade da vida que vivemos e a qualidade da morte que morremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - A&lt;span style="font-style: italic;"&gt;té que ponto vale investir na extensão da vida sem qualidade em casos terminais? É preciso viver a doença e a morte com dignidade? Como a religião e a fé contribuem para isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Cada religião e cada grupo tem pareceres diferentes sobre casos terminais. Tenho uma amiga, a Dra. Glória Brunetti do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, com um projeto maravilhoso de construir um centro para pacientes terminais. Pacientes pobres, carentes. Porque pobres ou ricos, todos temos o direito de morrer com dignidade. Ela ainda encontra muita dificuldade em conseguir realizar seu projeto. As pessoas pensam apenas em encontrar remédios e curas para doenças. Mas a vida é um processo terminal e precisamos morrer bem, bem cuidados, bem amados, bem tratados.&lt;br /&gt;Há várias pesquisas sobre a força da oração, da meditação nos processos de cura e de morte. Ajudam sim. Mas há também os ateus, as atéias, que morrem bem. Não é apenas a religião institucionalizada. É a espiritualidade e a confiança em si e na própria vida, na própria morte. Quem até hoje deixou de morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No passado a morte envolvia maior proximidade/envolvimento da família, acontecia geralmente em casa. Hoje há um maior distanciamento, em geral acontece nos hospitais. É uma forma mais fácil de enfrentá-la?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - É uma forma asséptica e distante. Não queremos lidar com a dor. Nos hospitais o local para onde são levados os mortos é pequeno e escondido, nos fundos. Ninguém quer falar muito sobre os que morreram, como se fosse feio, como se fosse uma perda. Por que não temos locais lindos e públicos para acolher os mortos, para lamentar sim essa despedida, mas para reafirmar a vida em nossas vidas.&lt;br /&gt;Antigamente e ainda nos locais carentes e simples, as pessoas morrem em casa, cercados de seus parentes, amigos. Pode ser mais agradável. Ou não? Será que no momento da morte isso importa muito? Talvez não. Mas, importa antes. E talvez importe muito para os que ficam - saber que cuidaram, que acompanharam, que compreenderam seus últimos desejos, que perceberam os sinais da morte e que fecharam seus olhos, amarraram seu maxilar e cobriram seu corpo de flores, amores.&lt;br /&gt;Rituais são importantes para nós humanos. Rituais de passagem. Nós gostamos de fazê-los. Por que evitá-los? Talvez as doenças contagiosas tenham dado origem ao que temos hoje em dia. Também as dificuldades de alguém morrer em casa e a necessidade legal da verificação da morte do Instituto Médico Legal. O que é interessante é procurar manter a ternura, mesmo nas instituições hospitalares.&lt;br /&gt;Muitos já fazem isso. Muitos ainda carecem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A nossa dificuldade de aceitar a morte hoje dificulta seu enfrentamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Independentemente de aceitarmos ou não, a morte é.&lt;br /&gt;Não precisa ser enfrentada, precisa ser experimentada. E apenas a experiência da morte pode nos dizer o que é morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Há uma tendência para os próximos anos diminuir a negação da morte? Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Porque percebemos que a morte é necessária, é importante e não é má. Todos morreremos. Há um obstetra, que também é pastor, que costuma dizer ao fazer um parto "sei que nasceu e sei que morrerá, posso apenas orar por aquilo que fará durante sua vida"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É possível ensinar sobre como encarar a morte? Fale da sua experiência com pacientes oncológicos e terminais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - É preciso falar da morte. Algumas pacientes e alguns pacientes não querem falar sobre a morte. Querem se auto-enganar, que vão se recuperar. Mas, sabem que não.&lt;br /&gt;É uma oportunidade preciosa poder rever sua própria vida e saber se compreender, se amar e se perdoar. A si mesma e aos outros. Todas as experiências de nossa vida e de nossa morte são a tapeçaria do universo - hoje até chamado de multiverso. Múltiplos universos convergentes e divergentes.&lt;br /&gt;É preciso fazer o arrependimento. Temos um verso:&lt;br /&gt;"Todo o carma prejudicial alguma vez cometido por mim&lt;br /&gt;Devido á minha ganância, raiva e ignorância&lt;br /&gt;Nascido de meu corpo, boca e mente&lt;br /&gt;Agora, de tudo, eu me arrependo"&lt;br /&gt;Este arrependimento, quase como um "mea culpa" cristão, purifica, liberta, transforma.&lt;br /&gt;Arrepender-se é esforçar-se por se transformar. Nesta vida e em vidas subseqüentes a esta. Que possamos sempre nos refugiar nas Três Jóias: Buda, Darma e Sanga.&lt;br /&gt;Buda - a pessoa iluminada, sábia, que tudo compreende e atua adequadamente a cada circunstância para minimizar a dor e o sofrimento do mundo - para libertar todos os seres dos medos e sofrimentos&lt;br /&gt;Darma - a lei verdadeira, os ensinamentos superiores que nos levam à libertação&lt;br /&gt;Sanga - a comunidade de praticantes, de seres que se propõem a viver com sabedoria e compaixão, uma vida ética e poder viver e morrer com tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de minhas alunas, paciente oncológica terminal, só morreu depois que eu a visitei e murmurei em seus ouvidos o poema do arrependimento e o refúgio nos Três Tesouros, acima mencionados.&lt;br /&gt;Parece que precisamos desse ritual, desse conforto, desse carinho.&lt;br /&gt;Alguém que nos acompanhe até o final, acompanhe com respeito, não apenas com lástimas, não com o egocentrismo de "eu estou perdendo alguém", mas sem esse "eu", apenas acompanhar e se despedir.&lt;br /&gt;Quando Xaquiamuni Buda estava morrendo, aos oitenta anos de idade, doente, disse a seus alunos e suas alunas:&lt;br /&gt;"Não se lamentem. Tudo que começa termina. Não é meu corpo que vocês amam, mas o Darma, a Lei Verdadeira - esta sim, que liberta e salva.&lt;br /&gt;Assim sendo, façam do Darma o seu Mestre e eu viverei para sempre."&lt;br /&gt;(Parinirvana Sutra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos em prece&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Monja Coen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte: http://www.monjacoen.com.br/entrevista_morte.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-5692251568959909185?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/5692251568959909185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=5692251568959909185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5692251568959909185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5692251568959909185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2009/08/monja-coen-responde-sobre-morte.html' title='Monja Coen responde sobre a morte'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SpPB5fZx0KI/AAAAAAAAATg/yuH2k-iZz7c/s72-c/coen_new.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-8614984779879257750</id><published>2009-01-30T11:39:00.006-03:00</published><updated>2009-01-30T11:55:39.698-03:00</updated><title type='text'>A consciência búdica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMSMPXtL3I/AAAAAAAAASY/ex9BirRnij8/s1600-h/consciencia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 215px; height: 232px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMSMPXtL3I/AAAAAAAAASY/ex9BirRnij8/s320/consciencia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297097588211527538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;por C. W. Leadbeater&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os estudantes estão teoricamente familiarizados com a idéia do plano búdico e sua maravilhosa característica de unidade de consciência; mas a maioria deles provavelmente considera a possibilidade de obter qualquer experiência pessoal daquela consciência como algo pertencendo ao longínquo futuro. O completo desenvolvimento do veículo búdico para a maioria de nós ainda está distante, pois isso pertence ao estágio da Quarta Iniciação, a de Arhat; mas talvez não seja inteiramente impossível para os que ainda estão longe daquele nível obterem algum toque deste tipo superior de consciência de uma maneira bastante diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu próprio me conduzi ao longo do que poderia descrever como a linha mais usual e comum de desenvolvimento oculto, e tive de abrir meu caminho acima laboriosamente, conquistando um subplano após o outro, primeiro no mundo astral, depois no mental, e então no búdico; o que significa que eu tinha um completo domínio de meus veículos astral, mental e búdico antes que qualquer coisa me sucedesse que eu pudesse definir com certeza como sendo uma verdadeira experiência búdica. Este método é lento e cansativo, ainda que eu pense que tem suas vantagens no desenvolvimento da acuidade de observação, assegurando- me de cada passo antes de dar o próximo. Não tenho quaisquer dúvidas de que foi o melhor para uma pessoa do meu temperamento; de fato, provavelmente foi o único caminho possível para mim; mas isso não implica que outras pessoas não possam ter oportunidades bem distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu-me no decorrer de meu trabalho de entrar em contato com diversas pessoas que estão empreendendo treinamento oculto; e talvez o fato que desponta mais proeminentemente de minha experiência nesta direção é a maravilhosa variedade de métodos empregados por nossos Mestres. O treinamento é tão intimamente adaptado ao indivíduo que nenhum é igual ao outro; não só cada Mestre tem seu próprio plano, mas o mesmo Mestre adota um esquema diverso para cada discípulo, e assim cada pessoa é conduzida exatamente ao longo da linha que lhe é mais adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo notável desta variabilidade de método chamou minha atenção não faz muito tempo, e creio que uma explanação dele pode talvez ser de utilidade para alguns de nossos estudantes. Deixe-me primeiro lembrá-los da estranha maneira invertida com que o Ego se reflete na personalidade; o manas superior, ou intelecto, reflete-se no corpo mental, a intuição, ou buddhi, se reflete no corpo astral, e o próprio espírito, ou atma, de algum modo corresponde ao físico. Estas correspondências se apresentam como três métodos de individualizaçã o, e desempenham suas funções em certos desenvolvimentos internos; mas até há pouco não havia me ocorrido que elas poderiam ser levadas em conta de modo prático em um estágio muito precoce por quem aspira por progresso oculto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo estudante de natureza profundamente afetiva desenvolveu (como seria correto e apropriado fazer) um intenso amor pelo instrutor que havia sido designado por seu Mestre para assisti-lo no treinamento preliminar. Ele desenvolveu uma prática diária de formar uma forte imagem mental daquele instrutor, e então derramar seu amor sobre ele com toda a sua força, inundando por conseguinte seu próprio corpo astral de carmesim, e temporariamente aumentando-o enormemente de tamanho. Ele costumava chamar este processo de “expandindo a sua aura”. Ele demonstrou uma aptidão tão notável neste exercício, e era-lhe tão obviamente benéfico, que um esforço adicional ao longo da mesma linha lhe foi sugerido. Recomendou-se- lhe que, mantendo a imagem claramente diante de si, e emitindo a força amorosa tão fortemente como sempre, tentasse elevar sua consciência a um nível superior e a unificasse com a de seu instrutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMSywhu3eI/AAAAAAAAASg/0gJ_lyAiPEI/s1600-h/space.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMSywhu3eI/AAAAAAAAASg/0gJ_lyAiPEI/s200/space.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297098249946979810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sua primeira tentativa de fazer isso foi extraordinariamente bem-sucedida. Ele descreveu uma sensação de como se estivesse realmente subindo pelo espaço; ele encontrou o que supôs ser o céu como sendo um teto bloqueando seu caminho, mas a força de sua vontade parecia formar uma espécie de cone nele, que logo se tornou um tubo através do qual viu-se passando. Ele emergiu em uma região de luz ofuscante que ao mesmo tempo era um oceano de beatitude tão arrasadora que não poderia achar palavras para descrevê-lo. Não era em nada sequer semelhante ao que já havia antes sentido; arrebatou-o tão definitiva e instantaneamente como se uma gigantesca mão o tivesse agarrado, e infundido em toda sua natureza num instante uma corrente de eletricidade. Foi mais real do que qualquer outro objeto físico que jamais ele tivesse visto, e ao mesmo tempo, absolutamente espiritual. “Foi como se Deus tivesse me levado para dentro de Si, e eu senti a Sua Vida passando através de mim”, ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gradualmente se recompôs e foi capaz de examinar sua condição; e ao fazê-lo começou a perceber que sua consciência já não estava mais limitada como havia estado até então – que ele estava de algum modo simultaneamente presente em cada ponto daquele maravilhoso mar de luz; na verdade, que de um modo inexplicável ele próprio era aquele mar, mesmo que aparentemente ao mesmo tempo ele fosse só um ponto flutuando nele. Pareceu-nos que ele estava tateando em busca de palavras para expressar a consciência que, como disse Madame Blavatsky tão bem, tem “seu centro em toda parte e sua circunferência em parte alguma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma percepção posterior lhe revelou que ele havia sido bem-sucedido na tentativa de unificar sua consciência à de seu professor. Ele viu-se integralmente compreendendo e compartilhando dos sentimentos do professor, e possuindo uma noção da vida muitíssimo mais larga e elevada do que jamais havia tido antes. Uma coisa que impressionou- o profundamente foi a imagem de si mesmo vista pelos olhos do professor; ela o encheu de uma sensação de indignidade, mas também de elevada determinação; como ele singularmente explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu me achei amando a mim mesmo através do intenso amor de meu instrutor por mim, e eu soube que eu poderia e me faria digno dele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentiu também uma profundidade de devoção e reverência que ele jamais havia alcançado antes; ele soube que ao tornar-se um com seu instrutor terreno ele havia também entrado no sacrário de seu verdadeiro Mestre, com quem era um, por sua vez, aquele professor, e ele vagamente sentiu-se em contato com uma Consciência de incompreensível esplendor. Mas aqui sua força faltou-lhe; ele pareceu deslizar de volta para dentro do tubo, e abriu seus olhos no plano físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consultado a respeito desta experiência transcendente, eu a analisei minuciosamente, e convenci-me facilmente de que havia sido uma inquestionável entrada no mundo búdico, não através de penoso progresso através dos vários estágios do mental, mas por um caminho direto ao longo do raio de reflexão do subplano astral mais alto até o subplano mais baixo do mundo intuicional. Eu procurei por efeitos físicos, e constatei que não houve nenhum; o estudante estava em radiante saúde. Assim eu recomendei que ele repetisse o esforço, e tentasse com a mais profunda reverência pressionar ainda mais para o alto, e se elevasse, se assim pudesse ser feito, àquela Consciência Augusta. Pois eu vi que se tratava de um caso daquela combinação de dourado amor e vontade férrea que é tão raro de ocorrer em nossa Estrela Tristonha; e eu sabia que um amor que é completamente altruísta e uma vontade que não conhece obstáculos pode levar seu possuidor aos pés do próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMTIy7XuiI/AAAAAAAAASo/Pj28sILFccg/s1600-h/consciencia1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 141px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMTIy7XuiI/AAAAAAAAASo/Pj28sILFccg/s200/consciencia1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297098628548508194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O estudante repetiu este experimento, e novamente foi bem sucedido além de qualquer esperança ou expectativa. Ele foi capaz de entrar naquela Consciência mais vasta, pressionando para frente e para cima n’Ela como se nadasse num vasto lago. Muito do que trouxe de volta consigo ele não poderia compreender; reminiscências de glórias inefáveis, fragmentos de concepções tão vastas e tão deslumbrantes que nenhuma mente meramente humana poderia captá-las em sua totalidade. Mas ele ganhou uma idéia nova do que o amor e devoção poderiam ser – um ideal pelo qual esforçar-se pelo resto de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia após dia ele continuou seus esforços (consideramos que uma vez por dia seria a freqüência máxima com que ele prudentemente poderia tentar); mais e mais ele penetrou naquele grande lago de amor, mas ainda não achou o seu fim. Mas gradualmente ele se tornou consciente de algo muito maior ainda; ele de algum modo percebeu que este esplendor indescritível era permeado por uma glória mais sutil mas inconcebivelmente ainda mais esplêndida, e tentou alçar-se até ela. E quando conseguiu, soube por suas características que era a Consciência do próprio grande Instrutor do Mundo. Ao tornar-se um com seu professor terreno ele inevitavelmente havia se unido à consciência de seu Mestre, ao qual aquele professor já estava unido; e nesta maravilhosa experiência ulterior ele estava apenas comprovando a estreita união que existe entre aquele Mestre e o Bodhisattva, que por sua vez O ensinara. Naquele mar ilimitado de Amor e Compaixão ele mergulha diariamente em sua meditação, com uma elevação e fortalecimento tais para si como prontamente pode ser imaginado; mas ele jamais pode alcançar seus limites, pois nenhum mortal pode medir um oceano como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando penetrar sempre mais fundo neste novo reino estupendo que tão subitamente se abrira para ele, ele conseguiu um dia alcançar um desenvolvimento adicional – uma beatitude tão mais intensa, um sentimento tão mais profundo, que pareceu-lhe a princípio tão superior como aquele primeiro toque de consciência búdica estivera acima de suas experiências astrais anteriores. Ele disse: “Se eu não soubesse que me é impossível ainda atingi-lo, eu diria que isso deve ser o Nirvana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade era apenas o próximo subplano do búdico – o segundo de baixo para cima, e o sexto de cima para baixo; mas sua impressão é significativa por mostrar que a consciência não só se expande ao subirmos, mas a razão em que se expande aumenta rapidamente. Não só o progresso é acelerado, mas a razão desta aceleração cresce em progressão geométrica. Agora este estudante atinge aqueles subplanos elevados diária e comumente, e está trabalhando com vigor e perseverança esperando avançar ainda mais além. E o poder, o equilíbrio e segurança que isso introduz em sua vida física diária é algo espantoso e belo de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro fenômeno que ele observa, acompanhando isso, é que a intensa beatitude daquele plano superior agora persiste além do tempo de meditação e mais e mais está-se tornando parte de toda a sua vida. No começo esta persistência era só de uns vinte minutos após cada meditação; então chegou a uma hora; depois duas horas; e ele confiante olha à frente vislumbrando um tempo em que será uma posse permanente – uma parte de si mesmo. Uma característica notável do caso é que esta prodigiosa exaltação diária não é seguida de nenhum sinal da mais leve que seja reação de depressão, mas em vez produz uma radiância solar crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornando-se gradualmente mais acostumado a atuar neste mundo mais elevado e glorioso, ele começou a olhar para si em alguma extensão, e logo foi capaz de identificar- se com muitas outras consciências menos exaltadas. Ele as achou existindo como pontos dentro de seu eu expandido, e descobriu que focalizando a si mesmo em quaisquer destes pontos ele poderia de imediato perceber as mais altas qualidades e aspirações espirituais da pessoa que representavam. Buscando uma simpatia mais completa com alguém que ele conhecia e amava, ele discerniu que estes pontos de consciência eram também, como ele disse, buracos através dos quais ele poderia colocar-se dentro de seus veículos inferiores; e assim ele entrou em contato com aquelas partes de suas vidas e disposições que não poderiam encontrar expressão nenhuma no plano búdico. Isto lhe deu uma simpatia por estas suas características, uma compreensão de suas fraquezas, que foi realmente notável, e que não poderia provavelmente ter sido adquirida de nenhum outro modo – uma qualidade valiosíssima para o trabalho de um discípulo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unidade maravilhosa daquele mundo intuicional se manifestava a ele em exemplos insuspeitados. Um dia, segurando na mão o que ele considerava um pequeno objeto especialmente formoso, parte do qual era branco, ele caiu numa espécie de êxtase de admiração por sua forma graciosa e harmônica coloração. Subitamente, através do objeto, enquanto o olhava, ele viu desdobrar-se diante dele uma paisagem, exatamente como se o pequeno objeto houvesse se tornado uma janelinha, ou talvez um cristal. A paisagem é uma que ele conhece bem e ama, mas não havia uma razão óbvia pela qual o pequeno objeto devesse tê-la trazido para diante dele. Uma característica curiosa era que a parte branca daquele objeto era representada no céu de sua imagem. Impressionado por este fenômeno inteiramente inesperado, ele tentou a experiência de elevar sua consciência enquanto deleitava-se na beleza do panorama. Ele teve a sensação de passar através de algum meio resistente para dentro de um plano superior, e percebeu que a vista diante dele havia se transformado em uma que lhe era estranha, mas ainda mais bela que a que ele conhecia tão bem. As colunas de nuvens brancas haviam se tornado uma alta montanha coberta de neve, com seu longo perfil mergulhando abaixo num mar de cor mais rica que qualquer um que nesta encarnação havia visto. As baías rochosas, as construções, a vegetação, eram-lhe de todo estranhas, ainda que bem conhecidas por mim; e por uma cuidadosa pesquisa eu logo me certifiquei sem margem de dúvida que a cena que ele estava vendo era o que eu suspeitara – um panorama físico real, mas milhares de quilômetros distante do local de onde ele o contemplava. Uma vez que aquele lugar santo está muitas vezes em minha mente, ainda que eu certamente não estivesse pensando nele no momento, o que o estudante viu pode ter sido uma forma-pensamento minha. Eu imagino que neste ponto o que ocorreu pode ser descrito com muita simplicidade. Eu presumo que a emoção do estudante estivesse excitada pela admiração, e que as vibrações aceleradas que eram originadas desta maneira puseram em operação seus sentidos astrais, e isto o tornou capaz de ver um panorama que não era fisicamente visível, mas estava bem ao alcance astral. A tentativa de pressionar mais além temporariamente abriu o sentido mental, e através deste poder ele foi capaz de ver minha forma-pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMUy8VQ__I/AAAAAAAAASw/YvZuJU85UJk/s1600-h/medit.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 182px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMUy8VQ__I/AAAAAAAAASw/YvZuJU85UJk/s200/medit.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297100452139171826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas o estudante não se quedou satisfeito com isso; ele repetiu sua tentativa para subir ainda mais alto, ou (como ele diz) ainda mais fundo no real significado de tudo isso. Uma vez mais ele teve a experiência de irromper em um estado de matéria mais exaltado e refinado; e desta vez não havia cena terrestre alguma para recompensar seus esforços, pois o cenário desdobrou-se em um universo ilimitável cheio de massas de esplêndidas cores, pulsando com vida gloriosa, e a montanha nevada tornou-se um grande Trono Branco mais vasto que qualquer montanha, velado em deslumbrante luz dourada. Um estranho fato ligado a esta visão é que o estudante a quem esta experiência ocorreu está inteiramente desfamiliarizado com as Escrituras Cristãs, e não era ciente de qualquer texto que pudesse ter alguma influência no que vira. Eu lhe perguntei se poderia repetir esta experiência à vontade; ele não o sabia, mas mais tarde ele tentou o experimento, e conseguiu novamente passar através daqueles estágios na mesma ordem, dando alguns detalhes adicionais da paisagem estrangeira que me provaram que isto não era meramente uma proeza da memória; e desta vez o atemorizado vidente sussurrou que em meio às fulgurâncias daquela luz ele uma vez teve um fugaz vislumbre do contorno de uma Poderosa Figura que assentava-Se no Trono. Isto também, diríamos, poderia ser uma forma-pensamento, construída por algum Cristão de imaginação vívida; mas quando alguns dias depois surgiu uma oportunidade, e eu perguntei a um Sábio qual o significado que poderíamos associar a tal visão, Ele replicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não vê que, já que só existe Um Amor, então só existe Uma Beleza? O que quer que seja formoso, em qualquer plano, o é somente porque se remontamos muito acima, sua conexão se torna manifesta. Toda a Beleza é de Deus, assim como todo o Amor é de Deus; e através deles, Suas Qualidades, o puro de coração pode sempre alcançá-lo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos estudantes fariam bem em ponderar nestas palavras, e seguir a idéia nelas contida. Toda a beleza, seja de forma ou cor, seja na natureza ou na moldura humana, em altas conquistas da arte ou no mais humilde utensílio doméstico, não passa de uma expressão da Beleza Única, e portanto mesmo na coisa mais insignificante que seja bela toda a beleza está implicitamente contida, e assim através dela toda a beleza pode ser percebida, e Aquele que em Si é a própria Beleza pode ser alcançado. Para entendermos isso plenamente necessitamos da consciência búdica pela qual nosso estudante chegou a esta percepção; mas mesmo em níveis muito inferiores a idéia pode ser útil e frutífera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito plenamente que o estudante cujas experiências relatei seja excepcional – que ele possui uma força de vontade, um poder de amar, uma pureza de coração e um completo altruísmo que são, infelizmente, raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, o que ele fez com tão marcado sucesso pode seguramente ser copiado em alguma medida por outros menos dotados. Ele desdobrou sua consciência num plano que normalmente não é atingido por aspirantes; lá ele está construindo rapidamente para si um veículo muito capaz e valioso – pois este é o significado da persistência sempre crescente da sensação de felicidade e poder. Que esta é uma linha definida de progresso, e não um mero exemplo isolado, é evidenciado pelo fato de que mesmo já o desenvolvimento búdico anormal está produzindo seu efeito sobre os corpos causal e mental aparentemente negligenciados, estimulando- os à atividade de cima em vez de deixá-los ser influenciados laboriosamente a partir de baixo como o usual. Todo este sucesso é resultado de contínuo esforço ao longo da linha que eu descrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ide e fazei o mesmo”. Nenhum mal pode advir a qualquer homem derivado de um esforço diligente para aumentar seu poder de amar, seu poder de devoção, e de seu poder de apreciar a beleza; e com tal esforço é possível pelo menos que ele possa atingir um progresso com que sequer sonhou. Somente seja lembrado que, neste caminho como em qualquer outro, o crescimento é conseguido só por quem o deseja não só por si, mas por amor ao serviço. O esquecimento do eu e um ávido desejo de ajudar os outros são as mais proeminentes características no estudante cuja história interior eu contei aqui; estas características devem ser igualmente proeminentes em qualquer um que aspire seguir seu exemplo; sem elas nenhuma consumação semelhante é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado originalmente em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "The Teosophist" &lt;/span&gt;- Agosto de 1915&lt;br /&gt;Tradução: Ricardo Frantz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-8614984779879257750?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/8614984779879257750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=8614984779879257750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8614984779879257750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8614984779879257750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2009/01/consciencia-budica.html' title='A consciência búdica'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SYMSMPXtL3I/AAAAAAAAASY/ex9BirRnij8/s72-c/consciencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-5037483216357859532</id><published>2008-11-13T08:31:00.005-03:00</published><updated>2010-01-26T15:27:59.712-03:00</updated><title type='text'>Revelação, Inspiração, Observação</title><content type='html'>Aqueles que assumem com seriedade o estudo da Teosofia não devem ficar satisfeitos com a mera leitura da volumosa literatura Teosófica que foi derramada sobre o mundo durante os séculos passados e continua a fluir em nossos dias. Eles devem, também, se tiverem alguma aptidão interna para esta investigação, preparar-se para desenvolver as faculdades pelas quais podem verificar por si mesmos o que lhes é contado por outros. Mas em todo o caso, muito estudo teórico é desejável antes que se passe para o estudo prático e, na maior parte dos casos, não será possível desenvolver os sentidos mais sutis dentro dos limites da atual encarnação, embora possa ser construído um bom alicerce para este desenvolvimento na próxima. Assim, o estudo teórico deve ocupar uma grande parte do treinamento de cada estudante Teosófico, e sua atitude com relação a este estudo é uma questão de séria importância. O estudante necessita discriminar os livros que lê, e adequar sua atitude ao tipo de livro; deve procurar compreender o que significa Revelação, e o que é Inspiração, sabendo distinguir literatura revelada de literatura inspirada, e, a ambas dos registros de observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas escrituras tidas como autorizadas estão por trás de todas as grandes religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hinduísmo divide todo conhecimento em dois tipos - o supremo e o inferior. No inferior ele coloca todos os seus livros sagrados juntamente com qualquer outra literatura, com toda ciência, toda instrução; na categoria do supremo, ele coloca apenas o "conhecimento Daquilo através do qual todo o resto é conhecido". Uma vez que o supremo conhecimento é atingido e a iluminação e experimentada, todas as Escrituras passam a ser inúteis. Isso é afirmado com toda clareza e coragem numa conhecida passagem do Bhagavad Gita: "Todos os Vedas são tão úteis para um Brahmane iluminado quanto um reservatório de água num lugar coberto pelas águas". A revelação é inútil para aquele a quem o Ser está revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição da liberdade intelectual para os budistas está contida no sábio conselho do seu Instrutor: "Não acreditem em uma coisa dita simplesmente porque é dita, nem em tradições porque vêm sendo transmitidas de um para outro desde a antigüidade; nem em rumores enquanto rumores; nem em escritos de sábios apenas porque foram sábios que os escreveram, nem na mera autoridade de seus próprios instrutores ou mestres. Mas devemos acreditar quando o escrito, a doutrina ou dito, é corroborado pela razão e consciência. Por isso tenho ensinado a vocês a não acreditar apenas por haverem escutado, mas acreditarem quando a crença ocorre a partir de sua própria consciência, e então agirem de acordo com isto e intensamente". Mesmo a revelação, deve ser confrontada com a pedra de toque da razão e da consciência; deve haver uma resposta a ela a partir de dentro, o testemunho interior do Ser, antes que posa ser aceita como verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;REVELAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é revelação? É a comunicação, feita por um Ser superior à humanidade, de fatos conhecidos por Ele mas desconhecidos por aqueles a quem ele faz a revelação - fatos que eles não podem perceber pelo exercício dos poderes que desenvolveram até agora. Estes fatos podem ser verificados a qualquer momento por quem haja alcançado o nível do revelador, que pode ser um Avatar, um Rishi, ou o Fundador de uma religião. Eles “falam com autoridade", a autoridade do conhecimento, a única autoridade diante da qual todos os homens sensatos se curvam. Verificamos que estes grandes Seres não escreveram seus próprios ensinamentos; ensinaram mas não fizeram registros. Algum seguidor ou discípulo, talvez depois de muitos anos e mesmo séculos, registrou o que ele ou seus antepassados escutaram por isso, a revelação - quase sem exceção - é inevitavelmente, em alguma medida, colorida, estreitada e distorcida por quem a transcreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico em relação a revelação? Ele deve tratar as escrituras do mundo com reverência, lembrando sua origem, mas não sentir submissão diante de nenhuma delas, sabendo que são transmitidas a ele através de vários canais. Deve usar seu melhor senso crítico, para separar a verdade essencial revelada de todos os acréscimos que podem haver se acumulado ao seu redor. Se já desenvolveu suas qualidades psíquicas mais elevadas, o estudante deve tentar investigar e dist1ngu1r o antigo do moderno e pesqu1sar os registros akáshicos para uma comparação, confirmação ou contradição da revelação tal como ela chegou até suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem este equipamento externo, muita coisa pode ser feita através do desenvolvimento interno: ele pode desenvolver dentro de si mesmo seus próprios poderes espirituais; pode procurar, em meditação profunda, a verdade que brilha na revelação sob os muitos véus de ignorância e das construções errôneas e purificar de tal modo, sua vida que seus corpos se tornarão translúcidos à luz do espírito dentro dele, iluminando as palavras escritas. O estudante Teosófico deve manter seu julgamento em suspenso diante das pretensões de cada revelação. Ela não é verdadeira para ele até que possa dar-lhe eco na voz de seu espírito, seu mais profundo Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INSPIRAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é inspiração? É a elevação das faculdades humanas normais por alguma 1nfluênc1a externa através de um grau após outro de poder 1ntelectual, moral e espiritual, até o ponto em que a influência externa pode até mesmo afastar o homem de seu corpo e usar este último para a expressão de outro indivíduo quando o novo possuidor é um Ser de uma estatura que transcende inteiramente o homem, a inspiração pode transformar-se em revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os graus inferiores de inspiração estão ao alcance da experiência de muitas pessoas. Será que você nunca sentiu, quando escutava alguém cujo poder e conhecimento eram maiores que os seus, que as suas capacidades mentais eram elevadas a um nível mais alto do que o nível que você podia alcançar sem ajuda? Em tais ocasiões você capta aspectos da realidade que até então eram incompreensíveis; você vê plenamente onde antes havia obscuridade; o campo de pensamento se torna iluminado, e os objetos são vistos em relações até então inimagináveis; você sente que você sabe. No dia seguinte você quer compartilhar com um amigo os tesouros que adquiriu, e fracassa: onde está a luz, onde estão as cenas distantes e amplas que seus olhos haviam percorrido? Sua mente mergulhou de novo em seu nível normal; a inspiração passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre com as faculdades intelectuais ocorre com as faculdades morais. Você havia visto uma beleza desconhecida, havia sentido uma avassaladora admiração pelo elevado e puro: o que aconteceu com o ardor e a intensidade? Você foi elevado para um nível superior ao nível que você pode chegar sem ajuda, mas não obstante, o ideal moral e seu poder foram mostrados a você “na montanha", e o fato de que você já experimentou uma vez o seu poder que a tudo domina o deixará mais suscetível a ele no futuro, e virá o dia em que aquilo que você sentiu quando inspirado por outro se transformará no exercício normal das suas próprias faculdades morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos graus mais elevados de inspiração, alguns de nós podemos saber o que é estar em presença dos Mestres e sent1r a maravilhosa elevação da Sua presença. Não há necessidade de palavras nem de ensinamento; Sua presença é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faculdades intelectuais e morais daqueles que falaram ou escreveram sob inspiração foram assim estimuladas e erguidas a um nível muito acima do normal. Seus próprios temperamentos e caráteres dão colorido ao que dizem e deixam marcas no que escrevam. Mas escrevem e falam com muito mais nobreza e poder do que fariam sem ajuda. Assim podemos nos elevar a graus cada vez ma1ores de inspiração, até que atingimos o estágio em que a mente e as emoções do homem já não controlam seu corpo, mas este é controlado inteiramente por alguém maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto a inspiração pode transformar-se em revelação. O processo em que tudo isto ocorre é muito simples. Sabemos que, devido à correlação entre as mudanças na consciência e as vibrações da matéria, cada mudança na onisciência é acompanhada por uma vibração da matéria apropriada pela onisciência e que forma o seu corpo; cada vibração da matéria de um corpo é acompanhada por uma mudança na consciência corporificada. Quando duas ou mais pessoas estão juntas, sendo uma delas mais evoluída que a outra ou outras, a pessoa mais evoluída, pensando, desejando, atuando, estabelece em seus próprios corpos mental, astral e físico, uma serie de vibrações que correspondem às mudanças em sua consciência; estas vibrações causam vibrações similares na matéria mental, astral e física que está entre ela e a pessoa ou pessoas menos avançadas presentes. Estas vibrações na matéria interveniente causam vibrações similares no corpo ou corpos vizinhos. Elas são imediatamente respondidas por mudanças correspondentes na consciência ou consciências corporificadas, e a pessoa ou pessoas colocadas assim en rapport com alguém mais avançado, pensam, desejam e agem a um nível mais elevado do que seria possível por sua própria iniciativa. Será mais fácil para elas responderem uma segunda vez, e assim sucessivamente, até que se estabeleçam permanentemente no nível mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados semelhantes podem ser alcançados através da leitura dos escritos daqueles que são mais evoluídos do que nós. Uma série de mudanças similares tem lugar, embora menos poderosamente do que quando estimulados pela presença direta. Além disso, o estudo reverente e determinado pode atrair a atenção do escritor. O conhecimento destas leis terá pouca utilidade para o estudante Teosófico se ele não se aplicar em sua propr1a ajuda e em favor dos outros ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico em relação ao homem ou livro inspirado? Ele deve ser receptivo, paralisando todas as suas vibrações normais tanto quanto possível, e abrindo toda sua natureza para o impacto e influxo das ondas de vibração que se derramam sobre ele. Mas sua atitude necessitaria ser mais do que receptiva: deveria tentar sintonizar suavemente a si mesmo e cooperar com o influxo das ondas. Ele deveria tentar fortalecer as vibrações simpáticas, de modo que as mudanças correspondentes na consciência fossem tão completas quanto possível. Para isso ele deve fazer fluir, em direção ao Objeto inspirador, seu amor, sua fé, sua completa confiança e auto-entrega, pois só assim ele pode sintonizar seus corpos em harmonia com os corpos do Inspirador. Ele deve, na ocasião, esvaziar-se de suas próprias idéias e sentimentos, atividades, dedicando-se a reproduzir, não a iniciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você vai ler um dos livros inspirados do mundo - “A Imitação de Cristo”; “Os Versos Áureos de Pitágoras”, “A Luz no Caminho”; “A Voz do Silêncio” - será bom anteceder a leitura com uma oração ou um manta. Então leia uma frase, releia, medite sobre ela. Saboreie-a mentalmente, absorva sua essência, sua vida. Assim o seu corpo sutil se tornará, ao menos parcialmente, sintonizado com o do autor inspirado, e repetindo suas vibrações você estabelecerá em sua consciência as mudanças correspondentes. Os livros inspirados têm um valor incalculável: são passos de uma escada situada entre a terra e céu, uma verdadeira “escada de Jacó" por onde sobem e descem os anjos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OBSERVAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há um terceiro tipo de livro que merece a atenção do estudante Teosofico, mas em relação ao qual sua atitude deve ser inteiramente diferente da adotada frente ao que é revelado e inspirado. São livros contendo as observações de estudantes mais avançados, observações de estudantes que estão evoluindo no conhecimento e poder sobre os planos mais sutis, e ainda não alcançaram a estatura de um Homem Perfeito. Há livros escritos por discípulos como "A Doutrina Secreta" e "Budismo Esotérico", que não são registros de observações diretas dos estudantes, mas mais propriamente transcrições dos ensinamentos dos Mestres, nos quais podem aparecer erros de compreensão daqueles ensinamentos. A própria H. P. Blavatsky nos disse que havia, inevitavelmente erros em “A Doutrina Secreta”; e como nós temos lido naquele livro maravilhoso suas próprias descrições de quadros mostrados a ela pelo seu Mestre, há uma abertura para possíveis erros de observação: provavelmente estes não são sérios, na medida em que ela foi cuidadosamente ajudada e supervisionada durante a produção da obra. Estes dois livros se destacam do conjunto de nossa literatura, porque os Mestres participaram diretamente da sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros de que falo são aqueles escritos por discípulos usando suas próprias faculdades normais, faculdades ainda em curso de evolução: livros que abordam principalmente os planos astral, mental e búdico, a constituição do homem, o passado de indivíduos, nações, raças e mundos. Com relação a estes, é prec1so levar em conta que os estudantes em questão estão em processo de evolução, e as faculdades que eles usaram hoje estão mais desenvolvidas e alcançam planos mais elevados do que há dez ou quinze anos. Qual é a observação verdadeira? Em cada caso o olho dá testemunho verdadeiro daquilo que ele vê. As diferentes condições lhe impõem visões diferentes. Os livros dedicados a observações são inúteis, e até nocivos, quando o estudante Teosófico os trata como revelações ou inspiração ao invés de observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico diante dos livros de observação? Vocês devem assumir a atitude do estudante científico, não do crente. Devem enfoca-los com uma clara inteligência, uma mente sagaz, um intelecto ávido, uma razão ponderada e crítica. Não aceitar como finais observações feitas por outros estudantes, mesmo que estes estudantes estejam usando faculdades que vocês ainda não desenvolveram. Devem aceita-las apenas pelo que são - observações sujeitas à modificação, correção e revisão, e mante-las dentro de uma visão flexível, como hipóteses temporariamente aceitas até que sejam confirmadas ou negadas por observações ulteriores, inclusive as suas próprias. Se elas iluminam obscuridades, se conduzem a uma sã moralidade, pegue-as e use-as; mas nunca deixe que se transformem em grilhões para sua mente nem obstáculos para seu pensamento. Estude estes livros, mas não perca o senso crítico; entenda-os mas deixe seu julgamento em suspenso; estes livros são úteis como auxiliares, mas perigosos como mestres; devem ser estudados, não adorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos aumentar o número já existente daqueles que acreditam cegamente, mas sim o número dos estudantes sóbrios e sensatos, que pac1entemente formam suas própr1as opiniões e educam suas próprias faculdades. Use seu próprio julgamento para cada observação que lhe for submetida; examine-a tão completamente quanto possível; cr1tique-a do modo mais completo possível. Vocês não nos prestam um bom serviço quando transformam estudantes em papas e repetem, como papagaios, afirmações que não sabem se são verdadeiras. Além disso, a crença cega gera o ceticismo igualmente cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não será tempo de deixarmos de ser crianças e começarmos a ser homens e mulheres, compreendendo a grandeza das nossas oportunidades e a pequenez das nossas realizações? Já não é hora de oferecermos à Verdade a homenagem do estudo em vez da credulidade cega? Estejamos sempre prontos a corrigir uma impressão errada ou observação imperfeita, e a caminhar com olhos abertos e mente alerta, lembrando que o melhor serviço à Verdade é o exame. A Verdade é um sol que brilha com sua própria luz; uma vez visto, não pode ser rejeitado. "Que lutem a Verdade e a falsidade; quem alguma vez viu a Verdade perder uma justa confrontação?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-5037483216357859532?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/5037483216357859532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=5037483216357859532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5037483216357859532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5037483216357859532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/11/revelacao-inspiracao-observacao.html' title='Revelação, Inspiração, Observação'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-8860503454937661212</id><published>2008-11-13T08:31:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T08:36:06.860-03:00</updated><title type='text'>Revelação, Inspiração, Observação - Sua abordagem pelo estudante teosófico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SRwRE2co-EI/AAAAAAAAASQ/sSoOZgojvTM/s1600-h/besant.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 170px; height: 289px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SRwRE2co-EI/AAAAAAAAASQ/sSoOZgojvTM/s320/besant.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268104439149426754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por Annie Besant&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que assumem com seriedade o estudo da Teosofia não devem ficar satisfeitos com a mera leitura da volumosa literatura Teosófica que foi derramada sobre o mundo durante os séculos passados e continua a fluir em nossos dias. Eles devem, também, se tiverem alguma aptidão interna para esta investigação, preparar-se para desenvolver as faculdades pelas quais podem verificar por si mesmos o que lhes é contado por outros. Mas em todo o caso, muito estudo teórico é desejável antes que se passe para o estudo prático e, na maior parte dos casos, não será possível desenvolver os sentidos mais sutis dentro dos limites da atual encarnação, embora possa ser construído um bom alicerce para este desenvolvimento na próxima. Assim, o estudo teórico deve ocupar uma grande parte do treinamento de cada estudante Teosófico, e sua atitude com relação a este estudo é uma questão de séria importância. O estudante necessita discriminar os livros que lê, e adequar sua atitude ao tipo de livro; deve procurar compreender o que significa Revelação, e o que é Inspiração, sabendo distinguir literatura revelada de literatura inspirada, e, a ambas dos registros de observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas escrituras tidas como autorizadas estão por trás de todas as grandes religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hinduísmo divide todo conhecimento em dois tipos - o supremo e o inferior. No inferior ele coloca todos os seus livros sagrados juntamente com qualquer outra literatura, com toda ciência, toda instrução; na categoria do supremo, ele coloca apenas o "conhecimento Daquilo através do qual todo o resto é conhecido". Uma vez que o supremo conhecimento é atingido e a iluminação e experimentada, todas as Escrituras passam a ser inúteis. Isso é afirmado com toda clareza e coragem numa conhecida passagem do Bhagavad Gita: "Todos os Vedas são tão úteis para um Brahmane iluminado quanto um reservatório de água num lugar coberto pelas águas". A revelação é inútil para aquele a quem o Ser está revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição da liberdade intelectual para os budistas está contida no sábio conselho do seu Instrutor: "Não acreditem em uma coisa dita simplesmente porque é dita, nem em tradições porque vêm sendo transmitidas de um para outro desde a antigüidade; nem em rumores enquanto rumores; nem em escritos de sábios apenas porque foram sábios que os escreveram, nem na mera autoridade de seus próprios instrutores ou mestres. Mas devemos acreditar quando o escrito, a doutrina ou dito, é corroborado pela razão e consciência. Por isso tenho ensinado a vocês a não acreditar apenas por haverem escutado, mas acreditarem quando a crença ocorre a partir de sua própria consciência, e então agirem de acordo com isto e intensamente". Mesmo a revelação, deve ser confrontada com a pedra de toque da razão e da consciência; deve haver uma resposta a ela a partir de dentro, o testemunho interior do Ser, antes que posa ser aceita como verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;REVELAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é revelação? É a comunicação, feita por um Ser superior à humanidade, de fatos conhecidos por Ele mas desconhecidos por aqueles a quem ele faz a revelação - fatos que eles não podem perceber pelo exercício dos poderes que desenvolveram até agora. Estes fatos podem ser verificados a qualquer momento por quem haja alcançado o nível do revelador, que pode ser um Avatar, um Rishi, ou o Fundador de uma religião. Eles “falam com autoridade", a autoridade do conhecimento, a única autoridade diante da qual todos os homens sensatos se curvam. Verificamos que estes grandes Seres não escreveram seus próprios ensinamentos; ensinaram mas não fizeram registros. Algum seguidor ou discípulo, talvez depois de muitos anos e mesmo séculos, registrou o que ele ou seus antepassados escutaram por isso, a revelação - quase sem exceção - é inevitavelmente, em alguma medida, colorida, estreitada e distorcida por quem a transcreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico em relação a revelação? Ele deve tratar as escrituras do mundo com reverência, lembrando sua origem, mas não sentir submissão diante de nenhuma delas, sabendo que são transmitidas a ele através de vários canais. Deve usar seu melhor senso crítico, para separar a verdade essencial revelada de todos os acréscimos que podem haver se acumulado ao seu redor. Se já desenvolveu suas qualidades psíquicas mais elevadas, o estudante deve tentar investigar e dist1ngu1r o antigo do moderno e pesqu1sar os registros akáshicos para uma comparação, confirmação ou contradição da revelação tal como ela chegou até suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem este equipamento externo, muita coisa pode ser feita através do desenvolvimento interno: ele pode desenvolver dentro de si mesmo seus próprios poderes espirituais; pode procurar, em meditação profunda, a verdade que brilha na revelação sob os muitos véus de ignorância e das construções errôneas e purificar de tal modo, sua vida que seus corpos se tornarão translúcidos à luz do espírito dentro dele, iluminando as palavras escritas. O estudante Teosófico deve manter seu julgamento em suspenso diante das pretensões de cada revelação. Ela não é verdadeira para ele até que possa dar-lhe eco na voz de seu espírito, seu mais profundo Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INSPIRAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é inspiração? É a elevação das faculdades humanas normais por alguma 1nfluênc1a externa através de um grau após outro de poder 1ntelectual, moral e espiritual, até o ponto em que a influência externa pode até mesmo afastar o homem de seu corpo e usar este último para a expressão de outro indivíduo quando o novo possuidor é um Ser de uma estatura que transcende inteiramente o homem, a inspiração pode transformar-se em revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os graus inferiores de inspiração estão ao alcance da experiência de muitas pessoas. Será que você nunca sentiu, quando escutava alguém cujo poder e conhecimento eram maiores que os seus, que as suas capacidades mentais eram elevadas a um nível mais alto do que o nível que você podia alcançar sem ajuda? Em tais ocasiões você capta aspectos da realidade que até então eram incompreensíveis; você vê plenamente onde antes havia obscuridade; o campo de pensamento se torna iluminado, e os objetos são vistos em relações até então inimagináveis; você sente que você sabe. No dia seguinte você quer compartilhar com um amigo os tesouros que adquiriu, e fracassa: onde está a luz, onde estão as cenas distantes e amplas que seus olhos haviam percorrido? Sua mente mergulhou de novo em seu nível normal; a inspiração passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre com as faculdades intelectuais ocorre com as faculdades morais. Você havia visto uma beleza desconhecida, havia sentido uma avassaladora admiração pelo elevado e puro: o que aconteceu com o ardor e a intensidade? Você foi elevado para um nível superior ao nível que você pode chegar sem ajuda, mas não obstante, o ideal moral e seu poder foram mostrados a você “na montanha", e o fato de que você já experimentou uma vez o seu poder que a tudo domina o deixará mais suscetível a ele no futuro, e virá o dia em que aquilo que você sentiu quando inspirado por outro se transformará no exercício normal das suas próprias faculdades morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos graus mais elevados de inspiração, alguns de nós podemos saber o que é estar em presença dos Mestres e sent1r a maravilhosa elevação da Sua presença. Não há necessidade de palavras nem de ensinamento; Sua presença é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faculdades intelectuais e morais daqueles que falaram ou escreveram sob inspiração foram assim estimuladas e erguidas a um nível muito acima do normal. Seus próprios temperamentos e caráteres dão colorido ao que dizem e deixam marcas no que escrevam. Mas escrevem e falam com muito mais nobreza e poder do que fariam sem ajuda. Assim podemos nos elevar a graus cada vez ma1ores de inspiração, até que atingimos o estágio em que a mente e as emoções do homem já não controlam seu corpo, mas este é controlado inteiramente por alguém maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto a inspiração pode transformar-se em revelação. O processo em que tudo isto ocorre é muito simples. Sabemos que, devido à correlação entre as mudanças na consciência e as vibrações da matéria, cada mudança na onisciência é acompanhada por uma vibração da matéria apropriada pela onisciência e que forma o seu corpo; cada vibração da matéria de um corpo é acompanhada por uma mudança na consciência corporificada. Quando duas ou mais pessoas estão juntas, sendo uma delas mais evoluída que a outra ou outras, a pessoa mais evoluída, pensando, desejando, atuando, estabelece em seus próprios corpos mental, astral e físico, uma serie de vibrações que correspondem às mudanças em sua consciência; estas vibrações causam vibrações similares na matéria mental, astral e física que está entre ela e a pessoa ou pessoas menos avançadas presentes. Estas vibrações na matéria interveniente causam vibrações similares no corpo ou corpos vizinhos. Elas são imediatamente respondidas por mudanças correspondentes na consciência ou consciências corporificadas, e a pessoa ou pessoas colocadas assim en rapport com alguém mais avançado, pensam, desejam e agem a um nível mais elevado do que seria possível por sua própria iniciativa. Será mais fácil para elas responderem uma segunda vez, e assim sucessivamente, até que se estabeleçam permanentemente no nível mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados semelhantes podem ser alcançados através da leitura dos escritos daqueles que são mais evoluídos do que nós. Uma série de mudanças similares tem lugar, embora menos poderosamente do que quando estimulados pela presença direta. Além disso, o estudo reverente e determinado pode atrair a atenção do escritor. O conhecimento destas leis terá pouca utilidade para o estudante Teosófico se ele não se aplicar em sua propr1a ajuda e em favor dos outros ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico em relação ao homem ou livro inspirado? Ele deve ser receptivo, paralisando todas as suas vibrações normais tanto quanto possível, e abrindo toda sua natureza para o impacto e influxo das ondas de vibração que se derramam sobre ele. Mas sua atitude necessitaria ser mais do que receptiva: deveria tentar sintonizar suavemente a si mesmo e cooperar com o influxo das ondas. Ele deveria tentar fortalecer as vibrações simpáticas, de modo que as mudanças correspondentes na consciência fossem tão completas quanto possível. Para isso ele deve fazer fluir, em direção ao Objeto inspirador, seu amor, sua fé, sua completa confiança e auto-entrega, pois só assim ele pode sintonizar seus corpos em harmonia com os corpos do Inspirador. Ele deve, na ocasião, esvaziar-se de suas próprias idéias e sentimentos, atividades, dedicando-se a reproduzir, não a iniciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você vai ler um dos livros inspirados do mundo - “A Imitação de Cristo”; “Os Versos Áureos de Pitágoras”, “A Luz no Caminho”; “A Voz do Silêncio” - será bom anteceder a leitura com uma oração ou um manta. Então leia uma frase, releia, medite sobre ela. Saboreie-a mentalmente, absorva sua essência, sua vida. Assim o seu corpo sutil se tornará, ao menos parcialmente, sintonizado com o do autor inspirado, e repetindo suas vibrações você estabelecerá em sua consciência as mudanças correspondentes. Os livros inspirados têm um valor incalculável: são passos de uma escada situada entre a terra e céu, uma verdadeira “escada de Jacó" por onde sobem e descem os anjos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OBSERVAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há um terceiro tipo de livro que merece a atenção do estudante Teosofico, mas em relação ao qual sua atitude deve ser inteiramente diferente da adotada frente ao que é revelado e inspirado. São livros contendo as observações de estudantes mais avançados, observações de estudantes que estão evoluindo no conhecimento e poder sobre os planos mais sutis, e ainda não alcançaram a estatura de um Homem Perfeito. Há livros escritos por discípulos como "A Doutrina Secreta" e "Budismo Esotérico", que não são registros de observações diretas dos estudantes, mas mais propriamente transcrições dos ensinamentos dos Mestres, nos quais podem aparecer erros de compreensão daqueles ensinamentos. A própria H. P. Blavatsky nos disse que havia, inevitavelmente erros em “A Doutrina Secreta”; e como nós temos lido naquele livro maravilhoso suas próprias descrições de quadros mostrados a ela pelo seu Mestre, há uma abertura para possíveis erros de observação: provavelmente estes não são sérios, na medida em que ela foi cuidadosamente ajudada e supervisionada durante a produção da obra. Estes dois livros se destacam do conjunto de nossa literatura, porque os Mestres participaram diretamente da sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros de que falo são aqueles escritos por discípulos usando suas próprias faculdades normais, faculdades ainda em curso de evolução: livros que abordam principalmente os planos astral, mental e búdico, a constituição do homem, o passado de indivíduos, nações, raças e mundos. Com relação a estes, é prec1so levar em conta que os estudantes em questão estão em processo de evolução, e as faculdades que eles usaram hoje estão mais desenvolvidas e alcançam planos mais elevados do que há dez ou quinze anos. Qual é a observação verdadeira? Em cada caso o olho dá testemunho verdadeiro daquilo que ele vê. As diferentes condições lhe impõem visões diferentes. Os livros dedicados a observações são inúteis, e até nocivos, quando o estudante Teosófico os trata como revelações ou inspiração ao invés de observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico diante dos livros de observação? Vocês devem assumir a atitude do estudante científico, não do crente. Devem enfoca-los com uma clara inteligência, uma mente sagaz, um intelecto ávido, uma razão ponderada e crítica. Não aceitar como finais observações feitas por outros estudantes, mesmo que estes estudantes estejam usando faculdades que vocês ainda não desenvolveram. Devem aceita-las apenas pelo que são - observações sujeitas à modificação, correção e revisão, e mante-las dentro de uma visão flexível, como hipóteses temporariamente aceitas até que sejam confirmadas ou negadas por observações ulteriores, inclusive as suas próprias. Se elas iluminam obscuridades, se conduzem a uma sã moralidade, pegue-as e use-as; mas nunca deixe que se transformem em grilhões para sua mente nem obstáculos para seu pensamento. Estude estes livros, mas não perca o senso crítico; entenda-os mas deixe seu julgamento em suspenso; estes livros são úteis como auxiliares, mas perigosos como mestres; devem ser estudados, não adorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos aumentar o número já existente daqueles que acreditam cegamente, mas sim o número dos estudantes sóbrios e sensatos, que pac1entemente formam suas própr1as opiniões e educam suas próprias faculdades. Use seu próprio julgamento para cada observação que lhe for submetida; examine-a tão completamente quanto possível; cr1tique-a do modo mais completo possível. Vocês não nos prestam um bom serviço quando transformam estudantes em papas e repetem, como papagaios, afirmações que não sabem se são verdadeiras. Além disso, a crença cega gera o ceticismo igualmente cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não será tempo de deixarmos de ser crianças e começarmos a ser homens e mulheres, compreendendo a grandeza das nossas oportunidades e a pequenez das nossas realizações? Já não é hora de oferecermos à Verdade a homenagem do estudo em vez da credulidade cega? Estejamos sempre prontos a corrigir uma impressão errada ou observação imperfeita, e a caminhar com olhos abertos e mente alerta, lembrando que o melhor serviço à Verdade é o exame. A Verdade é um sol que brilha com sua própria luz; uma vez visto, não pode ser rejeitado. "Que lutem a Verdade e a falsidade; quem alguma vez viu a Verdade perder uma justa confrontação?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do livro "A Doutrina do Coração" de Annie Besant, Ed. Teosófica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-8860503454937661212?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/8860503454937661212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=8860503454937661212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8860503454937661212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8860503454937661212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/11/revelao-inspirao-observao-sua-abordagem.html' title='Revelação, Inspiração, Observação - Sua abordagem pelo estudante teosófico'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SRwRE2co-EI/AAAAAAAAASQ/sSoOZgojvTM/s72-c/besant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-2637675856573701448</id><published>2008-10-04T11:22:00.005-03:00</published><updated>2008-10-04T11:47:02.295-03:00</updated><title type='text'>Teosofia Brasileira - A Religiosidade Ecológica Nativa do Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOd-hG3bU7I/AAAAAAAAASA/MmyMPq65WtI/s1600-h/teo_bras.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOd-hG3bU7I/AAAAAAAAASA/MmyMPq65WtI/s320/teo_bras.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253306597594846130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que é Teosofia Brasileira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Para esclarecermos isso, vamos considerar em primeiro lugar, o que é &lt;strong&gt;Teosofia&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Teosofia ou Sabedoria Iniciática das Idades, ou ainda Sabedoria Divina é&lt;/span&gt; um cabedal de saber transmitido de uma humanidade à outra humanidade. De Seres Humanos evoluídos à Seres Humanos em estado de desenvolvimento, os primeiros muitas vezes considerados deuses. Assim Seres Humanos de outras plagas siderais legaram as seres da Terra seu “&lt;strong&gt;Saber dos Ciclos dos Céus&lt;/strong&gt;” (&lt;em&gt;Arandu Arakuaa&lt;/em&gt;), e os remanescentes da Civilização Atlânte, transmitiram aos homens da atual humanidade, no início de sua jornada essa mesma Sabedoria, que foi transmitida, era após era, civilização após civilização, à egípcios, fenícios, caldeus, babilônicos, persas, hebreus, tibetanos, hindus, chineses, celtas, gregos, romanos, etc. Idade após idade, até chegar aos nossos dias, isso que veio a ser chamado atualmente de Teosofia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Por que então ser chamada de Sabedoria Iniciática, isso porque o conhecimento outrora livre e de fácil acesso, foi com o tempo restrito a um conjunto cada vez menor de iniciados se convertendo no que veio a ser chamado mais tarde de “&lt;strong&gt;Sabedoria Oculta&lt;/strong&gt;” (&lt;em&gt;Tuyabaé-Cuaá)&lt;/em&gt; . Isso ocorreu em parte, devido a degeneração humana e em parte devido as perseguições religiosas. Assim a Sabedoria Oculta foi se tornando cada vez mais restrita de modo a proteger esse cabedal de conhecimentos e seus detentores das fogueiras da ignorância e da perseguição obscurantista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Sendo assim, vamos encontrar a Teosofia, ou Sabedoria Iniciática das Idades, a Sabedoria Oculta, mantida viva por grupo de iniciados que no passado, assim como nós hoje, sentavam-se em círculo e estudavam a Sabedoria legada à eles pelos seus ancestrais divinos e enriquecida através da experiência dos séculos de seus antepassados. Assim, houve épocas, bem como lugares, onde esses conhecimentos puderam ser estudados livremente, seguidos de períodos obscuros. E hoje, devido aos esforços de uma corrente ininterrupta de iniciados essa Sabedoria chega até nós, não como um conjunto de conhecimentos teóricos e mortos, mas como um saber vivo e atualizado, sempre renovado pela contribuição humana, através dos séculos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Considerando o exposto, vemos que cada povo foi o guardião de uma parte, pelo menos por um momento da “Ciência das Idades” que chegou até os nossos dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Mas qual é o objeto de estudo da Teosofia? Por que ela também seria acertadamente chamada de “&lt;em&gt;O Saber do Movimento do Universo&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;Arandu Arakuaa&lt;/em&gt;)? Isso por que entre seus principais objetos de estudo encontram-se as Leis Universais e o estudo dos Arquétipos Cósmicos que controlam a existência humana na Terra e que são capazes de dar ao Homem o domínio sobre a vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Cada povo por sua vez, revelou (&lt;em&gt;re&lt;/em&gt; + &lt;em&gt;velou&lt;/em&gt;), ou como dizia o professor &lt;strong&gt;Henrique José de Souza&lt;/strong&gt;, “&lt;em&gt;velou com outros véus”&lt;/em&gt; essa Sabedoria, vertendo-a em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que a tornavam inteligível para eles. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jaunted.com/files/admin/egypt5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.jaunted.com/files/admin/egypt5.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Assim, vamos encontrar a Teosofia Egípcia apresentada através de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; comuns as Terras dos Faraós e ao nível cultural e de desenvolvimento psicológico de seu povo, revelada de acordo com sua cultura e sua realidade. O mesmo ocorreu na babilônia, entre os caldeus, fenícios, chineses e hindus. Dessa forma, podemos dizer tivemos uma Teosofia Caldaica, uma Teosofia Fenícia, uma Teosofia Chinesa, Hindu, Tibetana, etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Porém, apesar disso, a Teosofia, não está ligada, nem limitada a nenhum povo ou cultura, pois ela não é ligada a nenhum conjunto de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; específicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;No sec. XIX &lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;elena &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;etrovna &lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;lavatsky (H.P.B.), fundadora do moderno movimento Teosófico, trouxe esse Saber do Oriente para o Ocidente, das Índia, principalmente do Tibet, onde esse conhecimento tinha sido mais preservado. Na época ambas as regiões eram áreas de influência inglesa, um dos povos que representava a vanguarda da civilização européia ocidental. Era necessário demonstrar a Sabedoria existente ainda na Índia e no Tibet, para evitar que eles, os ingleses, no seu afã modernizador, “&lt;em&gt;não jogassem fora a água suja (da superstição e do erro), junto com a criança (a sabedoria verdadeira)”&lt;/em&gt;, ou seja que no ímpeto de lutar contra a ignorância e o erro, destruíssem também algo precioso, que ainda não eram capazes de compreender.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Por ter sido inicialmente dirigida aos ingleses e através deles aos europeus de um modo geral, que uma das características da moderna Teosofia é o seu cartesianismo europeu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://geocities.yahoo.com.br/logica_reencarnacao2/images/hinduismo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 127px; height: 194px;" src="http://geocities.yahoo.com.br/logica_reencarnacao2/images/hinduismo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Assim quando H.P.B. trouxe a moderna Teosofia do oriente para o ocidente, ela veio carregada de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Indianas e Tibetanas, &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;a ponto de muita gente confundir Teosofia com Hinduismo ou Budismo, ou ainda considerar que para se aprender Teosofia, tem que se aprender sânscrito. Ledo engano, a Teosofia ou Sabedoria das Idades, não está limitada a cultura dos povos Tibetanos, ou Hindus, como muitos pensam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Assim a Teosofia moderna, organizada originalmente em língua inglesa por H.P.B. e extraída originalmente da tradição esotérica hindu e tibetana, ficou carregada de sânscrito e de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; hindus e tibetanos, além de ficar impregnada por um forte cartesianismo europeu, por que era principalmente aos aos europeus que ela era orientada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Mas temos também na Teosofia ensinada por H.P.B. muitos elementos das alegorias dos povos egípcios, porém o bloco principal encontra-se radicado no Hinduismo e no Budismo Tibetano. Da mesma forma, se H.P.B. tivesse ido buscar a Teosofia no Japão, a principal corrente da Teosofia, que foi por ela ensinada, estaria impregnada de Zen Budismo e de Xintoísmo japonês, ou caso ela tive-se buscado esse saber em meio aos gregos, a Sabedoria das Idades seria fortemente impregnada dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; gregas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Assim, é importante desfazermos de uma vez por todas a idéia errônea de que “&lt;em&gt;temos que aprender sânscrito para estudar Teosofia&lt;/em&gt;” ou mesmo que para isso seria necessário aprender filosofia oriental. Isso é totalmente errado, com já dizemos nem sânscrito, nem hinduismo ou mesmo budismo, ou qualquer cultura, oriental, ou ocidental, são capazes de conter a Sabedoria Iniciática das Idades. Pelo contrário, é esta Sabedoria que abarca todas estas e muitas outras culturas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2007/07/29/0840PB0199.image_media_horizontal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2007/07/29/0840PB0199.image_media_horizontal.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Considerando isso, ao apresentarmos a &lt;strong&gt;Teosofia Brasileira&lt;/strong&gt;, procuramos apenas resgatar alguns &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que também pertencem a Sabedoria Iniciática das Idades, que foram guardados pelos Mestres e Guias da Raça Vermelha dos Senhores da Atlântida, e que chegaram até nossos dias através dos nativos brasileiros, seus últimos guardiões, os antigos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tupis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Mas quais seriam os motivos que nos levaram a buscar revelar a Sabedoria das Idades, através dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dos nativos desta terra?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Respondemos isso, afirmando que cada povo tem uma maneira muito peculiar de aprender e guardar informações, um modo de aprender que é mais comum a todos os seus membros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Assim através de um atavismo cultural cada povo responde melhor a determinados &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Se nos dirigimos a orientais, ou a ocidentais, a europeus ou americanos, temos que considerar os meios de mobilizar o conteúdo subconsciente que existe no interior do povo ao qual nos dirigimos, isso se quisermos facilitar o entendimento das Verdades Arquetípicas que estamos tentando transmitir. É claro que sabemos que cada pessoa&lt;span&gt; &lt;/span&gt;possui maneiras individuais de aprender e assimilar informações, porem como membro de um determinado povo, cada pessoa apresenta também alguns elementos de aprendizado comuns em relação aos seus conterrâneos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Além disso, nossos antepassados possuem uma tradição extremamente rica em sabedoria, principalmente para ensinar as pessoas ditas civilizadas, um sistema de vida e relações humanas baseado no desenvolvimento e progresso de corações valorosos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Comparando o saber acumulado pela humanidade com a alegoria de um grande banquete, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;onde várias culturas e povos sentam-se a mesa com uma parte da Sabedoria das Idades que receberam dos que os antecederam e que eles próprios enriqueceram, contribuindo de uma forma ou de outra para alimentar de saber a humanidade sedenta de conhecimentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Da mesma forma que os demais povos e civilizações da Terra, o povo brasileiro não precisa sentar-se a esta mesa, onde é servido o alimento do saber, como um indigente. Ao contrário, ele também é detentor de uma vasta cultura esotérica e de uma espiritualidade ecológica mágica que herdou de seus antepassados ameríndios. Uma riqueza de saber e conhecimento que só precisa ser resgatada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;A &lt;strong&gt;Teosofia Brasileira&lt;/strong&gt; é um dos caminhos para acessar esses conhecimentos adormecidos, mas de maneira nenhuma perdidos. &lt;strong&gt;&lt;span&gt;A Teosofia Brasileira&lt;/span&gt;, não é uma dissidência da Teosofia Clássica,&lt;/strong&gt; na realidade procuramos através dela, enriquecer a Teosofia Clássica, resgatando mais um de seus filões esquecidos,  que é a &lt;strong&gt;Espiritualidade Ecológica e Esotérica&lt;/strong&gt; dos ameríndios pré-colombianos, com seus totens, animais de poder, suas ervas, seus cantos e suas danças de cura, etc. Considerando isto, vemos que quem estuda &lt;strong&gt;Teosofia Brasileira&lt;/strong&gt;, aprende Teosofia Clássica, estudando a Sabedoria Iniciática das Idades baseada nos conhecimentos hindus, tibetanos, egípcios, celtas, etc. mas também aprende os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tupi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, povo que encontra-se praticamente todo encarnado no Brasil, formando o grosso do povo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOeBPwVHGJI/AAAAAAAAASI/FesMC5_aUCM/s1600-h/indios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOeBPwVHGJI/AAAAAAAAASI/FesMC5_aUCM/s200/indios.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253309598022441106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Assim a utilização dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;signos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;símbolos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegorias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de nossos ancestrais nativos americanos falam diretamente a alma do brasileiro, que é essencialmente uma &lt;strong&gt;Alma &lt;em&gt;Tupi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no seu âmago mais profundo. Nela as revelações da &lt;strong&gt;Teosofia Brasileira&lt;/strong&gt; encontram eco e fazem brilhar a luz da compreensão do “&lt;em&gt;Saber dos Ciclos dos Céus&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Podemos dizer então que a &lt;strong&gt;Teosofia Brasileira&lt;/strong&gt; é uma tentativa dentro do movimento Teosófico de encontrar uma perspectiva brasileira da Teosofia, e o &lt;strong&gt;SETE&lt;/strong&gt; – Sociedade de Estudos Teosóficos, está realizando o desafio de apresentar essa nova perspectiva da Teosofia, enriquecendo seu aprendizado e tornando-a magicamente mais assimilável pela Alma do povo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Dessa maneira, iniciamos uma nova abordagem do saber esotérico, através dos ensinamentos da &lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Religião Ecológica de nossos antepassados nativos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujo objetivo é tratar das origens espirituais do nosso povo, auxiliá-lo no presente e apontar-lhe um caminho para um futuro melhor. Porém, essa revelação se dirige aquelas poucas pessoas que ainda forem capazes de assimilar algo que vai além do cartesianismo europeu e do estreito intelecto do Mental Concreto, algo que fala a nossa mais profunda intuição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Ao apresentarmos esses ensinamentos dirigimo-nos principalmente as pessoas que são na realidade reencarnações dos antigos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tupis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que outrora viveram nesta mesma terra e que tendo reencarnado aqui constituem o melhor do nosso povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Porém, muitos são os que andam confusos, e orgulhosamente procuram ressaltar suas origens genéticas na descendência européia por parte de um avô português, espanhol, ou italiano, sem considerar a parte nativa, ou negra envolvida nisso. Todos os estrangeiros que vieram para cá, nos primeiros tempos da colonização, misturaram o seu sangue por séculos, com aquele dos índios nativos, e paralelamente com a raça negra. Só mais tarde, é que vieram para cá, imigrantes de outras culturas e etnias, mas mesmo assim essas emigrações tardias jamais sobrepujaram a presença ameríndia nativa na formação biológica e espiritual do povo brasileiro. De qualquer forma, qualquer espiritualista mediano sabe que do ponto de vista espiritual, a genética fica em segundo plano. Assim, não estamos tratando aqui de descendência biológica, mas das origens espirituais do nosso povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Mas é triste ver, o efeito do colonialismo, não só material, mas também espiritual sobre este povo. Muitos que se dizem espiritualistas, afirmando acreditar na reencarnação, consideram-se almas vindas do Oriente, da Ásia, da Europa, mas não cogitam, em momento nenhum, onde estão encarnadas 5 milhões de almas nativas, que viviam no Brasil na época do “descobrimento”. Para termos uma proporção em Portugal na mesma época só havia 1 milhão de pessoas. Responda-me com sinceridade, em sua maioria onde elas reencarnaram? No Egito, na França, no Japão? Eu afirmo com toda tranqüilidade, a maioria delas reencarnaram aqui nas Américas, principalmente no Brasil, onde hoje constituem, o melhor do povo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blogvisao.files.wordpress.com/2007/07/amazonia-1-full-thumb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://blogvisao.files.wordpress.com/2007/07/amazonia-1-full-thumb.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Aqui, é onde nós, que buscamos nossas verdadeiras raízes, muitas vezes radicadas nos nativos Sul-americanos; &lt;em&gt;Quíchuas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;mbyá-guarani,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Incas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Tupis, &lt;/em&gt;poderemos nos reunir, nos reconhecermos e nos reencontrarmos. E o objetivo de nossos encontros é tratar das origens espirituais do povo desta terra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;Nossos encontros são dedicados àquelas poucas pessoas que ainda são capazes de assimilar algo que vai além do estreito intelecto, que consideram-se reencarnações dos nativos sul-americanos que outrora viveram nestas mesmas terras e tendo renascidos aqui, se empenham para melhorar material, cultural e espiritualmente as condições de vida do nosso povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span&gt;São essas pessoas, que agora no início do novo milênio, encontram-se com seu &lt;strong&gt;Veículo Intuitivo &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Arandu&lt;/em&gt;) amadurecido apto à assimilar uma nova revelação da &lt;strong&gt;Lei Justa e Perfeita&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Dharma &lt;/em&gt;em &lt;em&gt;sânscrito, &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;Tekoa&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;tupi&lt;/em&gt;), através de uma &lt;strong&gt;Espiritualidade Ecológica&lt;/strong&gt; condizente com sua natureza. É essa nova revelação de algo perene que já era conhecido por vários povos do passado, e também por nossos ancestrais &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tupis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que apresentamos à vocês com o nome moderno de &lt;strong&gt;Teosofia Brasileira&lt;/strong&gt;, mas que o &lt;strong&gt;Homem Vermelho&lt;/strong&gt; chamava de o  “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Saber que Movimenta o Cosmos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” (&lt;em&gt;&lt;span&gt;Arandu Arakuaa&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse Material é parte integrante do Livro de Introdução à Teosofia Brasileira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://sete.org.br/portal/?p=54"&gt;SETE - Sociedade de Estudos Teosóficos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-2637675856573701448?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/2637675856573701448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=2637675856573701448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2637675856573701448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2637675856573701448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/10/teosofia-brasileira-religiosidade.html' title='Teosofia Brasileira - A Religiosidade Ecológica Nativa do Brasil'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOd-hG3bU7I/AAAAAAAAASA/MmyMPq65WtI/s72-c/teo_bras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-8321877967445311753</id><published>2008-10-01T16:17:00.004-03:00</published><updated>2008-10-01T16:24:36.510-03:00</updated><title type='text'>Cagliostro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPNPqxq8uI/AAAAAAAAARg/Up9qRkvucc8/s1600-h/cagliostro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPNPqxq8uI/AAAAAAAAARg/Up9qRkvucc8/s320/cagliostro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252267259508486882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O mistério envolve os homens que passam suas vidas a serviço da humanidade e  mantêm-se extremamente dedicados somente aos seus superiores. Os padrões de julgamento social e a moralidade convencional não podem ser separados de seus caracteres. O mistério que envolve Alessandro, Count di Cagliostro, foi montado por boatos e calúnias sem fundamento a uma tal extensão que, “Sua história aceita é muito bem conhecida para precisar ser repetida,  e sua verdadeira história nunca foi contada”. A pesquisa conscienciosa tem dissipado as nuvens dos boatos e da difamação o suficiente para revelar à análise imparcial uma vida nobre permeada com sabedoria e envolvida pela compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não posso”,  testemunhou Cagliostro, “falar positivamente com relação ao lugar onde nasci, nem dos pais de quem nasci”. Seus inimigos diziam que ele era José Balsamo, um famoso aventureiro e criminoso da Sicília, mas suas palavras e atos negam essa identificação. Ninguém que reconhecesse Balsamo veio a público para estabelecer a relação. De acordo com o próprio Cagliostro, ele viveu como uma criança chamada Acharat no palácio do Mufti Salahayyam em Medina. Seu governador, um Adepto Oriental chamado Althotas, disse-lhe que ele nascera de nobres pais cristãos, porém se recusou a falar mais. Referências casuais, contudo, levaram Cagliostro a acreditar que ele nascera em Malta. Althotas tratava-o como um filho e cultivava sua aptidão para as ciências, especialmente botânica e química. Cagliostro aprendeu a respeitar a religião e a lei em cada cultura e região. “Ambos nos vestimos como Maometanos e estamos  externamente de acordo com a devoção do Islam, mas a verdadeira religião  foi impressa em nossos corações”. Quando criança, aprendeu os idiomas árabe e orientais e também muito sobre o  Egito antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos doze anos, Althotas levou-o a Mecca, onde permaneceram por três anos. Quando Acharat encontrou o Sharif, ambos imediatamente sentiram uma forte ligação e choraram na presença um do outro. Embora passassem muito tempo juntos, o Sharif recusou-se a discutir a origem de Acharat, embora uma vez o tivesse avisado de que “se algum dia eu deixasse Mecca, estaria ameaçado com as maiores infelicidades, e acima de tudo ordenou-me cautela com a cidade de Trebizond”. A uniformidade da vida no palácio falhou em saciar a sede por conhecimento e experiência de Acharat  e a tempo ele decidiu ir para o Egito com Althotas. Na hora da partida, o Sharif despediu-se dele chorando, com as palavras, “Filho infeliz da natureza, adeus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Egito, ele aprendeu que as pirâmides continham segredos desconhecidos pelo turista. Foi admitido pelos sacerdotes do templo “a  lugares tais, que nenhum outro viajante comum jamais havia entrado antes”. Após três anos de viagem “pelos principais reinos da África e da Ásia”, ele chegou a Rhodes em 1766, onde pegou um navio francês para Malta. Enquanto estava hospedado no palácio de Pinto, Grão Mestre de Malta, o Cavalheiro d’Aquino de Caramanica apresentou-o à ilha.  “Foi aqui que eu pela primeira vez assumi o modo de vestir Europeu e com ele o nome de Conde Cagliostro”. Althotas apareceu com a roupa e a insígnia da Ordem de Malta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenho todas as razões para acreditar que o Grão Mestre Pinto estava familiarizado com minha verdadeira origem.  Freqüentemente me falava do Sharif e mencionava a cidade de Trebizond, porém jamais consentiria em entrar em outros detalhes particulares sobre o assunto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nesta referência, alguém especulou  que Cagliostro era o filho do Grão Mestre Pinto e uma nobre senhora de Trebizond, mas Cagliostro, ele mesmo, jamais expressou esta opinião. Enquanto ainda em Malta, Althotas faleceu. Minutos antes de sua passagem, ele declarou a Cagliostro: “Meu filho, conserve para sempre diante de seus olhos o temor a Deus e o amor de suas pequenas criaturas; logo você estará convencido, pela experiência, de tudo aquilo que tenho lhe ensinado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a permissão relutante do Grão Mestre, Cagliostro deixou Malta na companhia do Cavalheiro d’Aquino para a Sicília, as Ilhas Gregas, e finalmente, Nápoles, o lugar natal do Cavalheiro. Enquanto o Cavalheiro se ocupava com assuntos pessoais, Cagliostro prosseguiu para Roma. Retirou-se para um apartamento para melhorar seu italiano, mas logo o cardeal Orsini solicitou  sua presença e, através dele, conheceu vários cardeais e príncipes romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1770, com a idade de vinte e dois anos, ele conheceu e se apaixonou por Seraphina Feliciani. Embora ela fosse a dona do seu amor e devoção pelo resto de suas vidas, ela nunca foi capaz de totalmente romper com a Igreja e seria usada como “a ferramenta dos Jesuítas”. Aconteceu que a natureza de Cagliostro, boa ao extremo, e a total confiança que  colocava em seus amigos foram a causa de seus  desapontamentos. A generosidade de Cagliostro logo esgotou suas fontes e o casal foi desfeito quando viajavam para visitar amigos em Piemonte e Genova. Mas em julho de 1776, quando chegaram a Londres, estavam outra vez em boas situação, porém a causa de seu progresso fica, como sempre, perdida em mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se hospedaram e logo atraíram admiradores, ainda que ninguém tivesse certeza de onde se originavam, ou qual era seu itinerário recente. Um laboratório foi montado num aposento para estudos de Física e Química. A grande generosidade de Cagliostro levou um grupo de impostores gananciosos a tentar trapaceá-lo através de processos legais que exigiam dinheiro, acusando-o de praticar bruxaria. Esta última acusação foi retirada imediatamente, mas uma coalizão de advogados e juízes desonestos arrancaram-lhe cada centavo que puderam antes que o Conde ficasse livre de suas intrigas. Suas intenções ficaram evidentes pelo fato de que, finalmente, todos eles, de alguma forma, morreram na prisão ou foram executados por fraude, perjúrio e outros crimes. Cagliostro recusou a oportunidade de propor recursos reparatórios, mas decidiu deixar a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da partida, contudo, tanto ele como a condessa foram admitidos na Loja Esperança da ordem da Estrita Observância. Seu lema era “União, Silêncio, Virtude”, seu trabalho filantropia e seu estudo, ocultismo. Através desta Ordem, Cagliostro espalharia a Maçonaria Egípcia por toda a Europa. Deixando Londres em Novembro de 1777 com apenas cinqüenta guinéus, viajou para Bruxelas “onde encontrei a Providência esperando que enchesse meu bolso outra vez”. Esta é sempre a história de Cagliostro. Quando ele aparece na história, ele tem tudo, não pede nada e deixa tudo generosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio para Hague, onde foi recebido como um Franco-maçom pela loja local da Ordem da Estrita Observância. Seu discurso sobre Maçonaria Egípcia, a mãe do puro impulso Maçônico, motivou a Loja a adotar o Rito Egípcio tanto para homens como para mulheres. A Condessa Cagliostro foi instalada como Grã-Mestra. Aqui emergiu a missão de Cagliostro de purificar, restaurar e elevar a Maçonaria ao nível de verdadeiro ocultismo. Esta tarefa comanda o centro das atenções pelo do resto de sua vida. Como suas numerosas profecias sobre grandes e pequenos assuntos indicavam, ele tinha uma visão clara da iminente arrancada da ordem social, política e religiosa da Europa.  Ele antevia que somente nas Lojas unificadas os servidores dos homens sábios do Oriente poderiam,  poderiam atuar junto tanto os nobres e os homens comuns em mútua lealdade aos mais altos ideais e guiar a Europa através da transição em direção a uma era iluminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPNn_QO12I/AAAAAAAAARo/aS8jShuY50s/s1600-h/cagliostro_cross.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPNn_QO12I/AAAAAAAAARo/aS8jShuY50s/s200/cagliostro_cross.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252267677322237794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao passar por Nuremberg, ele trocou sinais secretos com um Franco-Maçom, hospedando-se no mesmo hotel. Quando indagado quem  era, Cagliostro desenhou num papel a serpente mordendo sua cauda. O hóspede, imediatamente, reconheceu um grande ser numa missão importante e, tirando um rico anel de diamante de sua mão, investiu-o em Cagliostro. Quando ele chegou a Leipzig, a Ordem estava preparada para homenageá-lo com um lauto banquete preparado para um dignitário visitante, mas havia chegado a época de ser colocada a Maçonaria Egípcia em sua verdadeira perspectiva. Após o jantar, Cagliostro fez um discurso sobre o sistema e seu significado. Ele convocou os Maçons reunidos para adotarem o Rito, porém a direção da Loja hesitou. Cagliostro avisou que o momento da escolha para Maçonaria havia chegado e profetizou que a vida do chefe – Herr Scieffort – estava na balança: se a Maçonaria Egípcia não fosse abraçada, Scieffort não sobreviveria durante aquele mês. Scieffort recusou a aceitar modificações em sua Loja, e cometeu suicídio poucos dias depois. Abalados e intrigados, os membros da Loja aclamaram Cagliostro, e seu nome foi ouvido pela cidade. Enquanto ele continuava a viagem, as Lojas da Ordem da Estrita Observância calorosamente lhe davam boas vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu para Mittau, capital de Duchy de Courland e centro de estudos ocultos, ali chegando em março de 1791. Cagliostro explicou o significado da Maçonaria Egípcia em termos de regeneração moral da humanidade. Embora o homem tenha conhecido a natureza da deidade e o mundo, os profetas, apóstolos e padres da Igreja apropriaram-se deste conhecimento para seus próprios fins. A Maçonaria Egípcia continha as verdades que poderiam restaurar este conhecimento numa humanidade renovada. O Marechal Von Medem e sua família convidaram Cagliostro para ficar em Courland e apresentaram-no às pessoas de influência. O longo interesse de Von Medem pela alquimia logo se voltou para outros fenômenos, e ele pediu insistentemente a Cagliostro que demonstrasse os poderes que, segundo boatos, ele possuía. A princípio relutante, ele finalmente produziu uma quantidade de fenômenos, além suas curas medicinais universalmente aclamadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagliostro agora deixou que soubessem que ele era o Grande Cophta da Loja, um sucessor na linhagem de Enoch, e que ele, obedientemente, recebia ordens de “seus chefes”. Infelizmente, a vontade de apoiar a Maçonaria Egípcia alimentava-se da insaciável fome por mais fenômenos. Cagliostro mostrou seus poderes em numerosas ocasiões, mas recusava-se a ser empurrado para um mercado atacadista de milagres. E pela primeira vez ele se viu chamado de impostor, quando não atendia aos pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O espiritismo nas mãos de um Adepto se torna magia”, H.P.Blavatsky escreveu, “pois  ele é versado na arte de entremesclar as leis do Universo, sem quebrar nenhuma delas e sem por isso violar a natureza”. Ela disse que homens tais como Mesmer e Cagliostro “controlam os Espíritos, em vez de permitir que seus assuntos sejam controlados por eles; e o Espiritismo está a salvo nas suas mãos”. Mas, Cagliostro explicou, tais poderes eram para serem usados para o bem do mundo e não para a gratificação da curiosidade ociosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele decidiu ir para São Petersburg, onde foi aceito na Loja e inúmeras curas foram testemunhadas, mas não receberam com calor a idéia da Maçonaria Egípcia. Recusando-se a produzir os fenômenos, pensaram que era um curador, não um mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varsóvia respondeu melhor, contudo. Lá ele encontrou o Conde Moczinski e o Príncipe Adam Poninski, que insistiu com Cagliostro para ficar em sua casa. Ele aceitou a Maçonaria Egípcia e uma grande parte da sociedade polonesa o seguiu. Dentro de um mês, uma Loja para o Rito Egípcio foi fundada. Em 1780 ele foi recebido em várias ocasiões pelo Rei Stanislaw Augustus.  Descreveu o passado e predisse o futuro de uma senhora da Corte que duvidou de seus poderes. Ela, imediatamente, atestou o passado, enquanto a história provou a verdade no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagliostro deixou  Varsóvia em 26 de junho e não foi visto até 19 de setembro, quando chegou a Strasburgo. Multidões  aguardavam na Ponte de Keehl para ver sua carruagem e ele foi aclamado quando entrou na cidade. Imediatamente, começou a atender aos pobres, libertando devedores da prisão, curando os doentes e fornecendo remédios gratuitamente. Tanto os amigos quanto os inimigos concordavam que Cagliostro se recusava a receber qualquer remuneração ou benefício por seus incansáveis trabalhos. Embora a nobreza se tornasse interessada, ele se recusava a produzir fenômenos, salvo em seus próprios e estritos termos. Logo ficou íntimo do Cardeal de Rohan, para quem ele previu a hora exata da morte da Imperatriz Maria Theresa. O cardeal convidou-o a se hospedar em seu palácio e mais tarde declarou que ele havia testemunhado em várias ocasiões Cagliostro produzir ouro num vaso alquímico. “Posso dizer-lhe com certeza”, ele insistiu com uma senhora que duvidava da habilidade de Cagliostro, “que ele nunca pediu ou recebeu qualquer coisa de mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O General Laborde escreveu que nos três anos que Cagliostro viveu em Strasburgo ele atendeu quinze mil pessoas doentes, das quais apenas três morreram. Sua reputação foi confirmada quando ele salvou o Marquês de Lasalle, Comandante de Strasburgo, de um caso desesperador de gangrena. Durante este período, o primo do Cardeal, Príncipe de Soubise, adoeceu em Paris. Os médicos não lhe deram nenhuma esperança de cura e o Cardeal, alarmado, suplicou a ajuda de Cagliostro. Este viajou incógnito a Paris com o Cardeal, e o Príncipe recuperou a saúde em uma semana. Somente após a cura foi sua identidade anunciada, para espanto da faculdade de medicina parisiense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava em Strasburgo, Cagliostro recebeu a visita de Lavater, o fisiognomonista de Zurique, que indagou acerca da fonte do grande conhecimento de Cagliostro. “In verbis, in herbis, in lapidibus”, ele respondeu, sugerindo três grandes tratados de Paracelso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi naquela época que Cagliostro foi tocado  pela condição de pobreza de um homem chamado Sacchi e empregou-o em seu hospital. No espaço de uma semana, Cagliostro descobriu que o homem era um espião de alguns médicos invejosos e havia extorquido dinheiro de seus pacientes a fim de torná-lo desacreditado. Posto para fora do  hospital, Sacchi ameaçou a vida de Cagliostro e foi imediatamente expulso de Strasburgo pelo Marquês de Lasalle. Sacchi inventou e publicou uma história difamatória na qual afirmava que Cagliostro era um filho criminoso de um cocheiro napolitano. Esse absurdo estava destinado a ser usado contra Cagliostro pelo resto de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cardeal de Rohan, que havia instalado um busto de Cagliostro talhado pelo escultor Houdon em seu estúdio em Saverne, surgiu em sua defesa. Três cartas chegaram em março de 1783 da Corte de Versalhes, para o Real Baylor de Strasburgo. A primeira, do Conde de Vergennes, Ministro dos Negócios Estrangeiros, dizia: “O Sr. Di Cagliostro pede apenas por paz e segurança. A hospitalidade lhe assegura ambas. Conhecendo as inclinações naturais de V.S., estou convencido de que se apressará a cuidar para que desfrute de todos os benefícios e amenidades que ele pessoalmente merece”. A segunda veio do Marquês de Miromesnil, Guardador do Selo: “O Conde di Cagliostro tem estado comprometido ativamente no auxílio dos pobres e infelizes, e sou conhecedor de um fato notavelmente humanitário desempenhado por esse estrangeiro, que merece lhe seja garantida proteção especial”. A terceira, do Marechal de Segur, Ministro da Guerra, dizia: “O Rei encarrega V.S. que cuide não somente de que ele não  seja atormentado em Strasburgo, como também que  deva receber nessa cidade toda consideração totalmente merecida  pelos serviços que  tem prestado aos doentes e aos pobres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho chegou uma carta de Nápoles, informando-lhe de que o Cavalheiro d'Aquino, seu companheiro em Malta, estava seriamente doente. Apressou-se a ir  para Nápoles, apenas para encontrar o Cavalheiro morto. A Loja União Perfeita saudou-o com homenagens e ali ficou por vários meses, já que o governo napolitano tinha acabado de remover o banimento da Franco-Maçonaria. Bordeaux convidou-o a ir para lá, e ele decidiu assim fazer, viajando em lentas etapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conde de Saint-Martin já havia preparado terreno em Bordeaux e Lyons para instituir o Rito Retificado de Saint-Martin, que havia purificado e enobrecido a idéia da Maçonaria. O Duque de Crillon e Marechal de Mouchy pessoalmente lhe deram as boas vindas, mostrando-lhe a cidade e homenageando-o em banquetes. Os pobres afluíam até ele e eram curados. Em Bordeaux, Cagliostro teve um sonho no qual era levado a uma brilhante câmara, na qual sacerdotes egípcios e nobres Maçons estavam sentados. “Esta é a recompensa que você terá no futuro”, uma grande voz anunciou, “mas por enquanto você deve trabalhar ainda com mais diligência” Havia chegado o tempo de enraizar firmemente a Maçonaria Egípcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alquier, Grão Mestre em Lyons, chefiou um grupo de delegações solicitando que ele se estabelecesse ali permanentemente. Aceito com toda a cerimônia dentro da Loja Lyons, foi convidado a fundar uma Loja para a Maçonaria Egípcia. Uma captação feita entre Maçons forneceu fundos para construírem um belo prédio, de acordo com as instruções de Cagliostro. Logo teve início a construção da Loja da Sabedoria Triunfante, a qual foi a Loja Mãe de todos os Maçons Egípcios, e a Cagliostro foi dado completo gerenciamento da Loja de Alquier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagliostro instruiu seus novos discípulos a se retirarem em meditação por três horas diariamente, pois o conhecimento é adquirido pelo  “preenchimento de nossos corações e mentes com a grandeza, a sabedoria e o poder da divindade, aproximando-nos dela através de nosso fervor”. Cada um deve cultivar a tolerância por todas as religiões, uma vez que existe a verdade universal em seus âmagos; segredo, porque é o poder da meditação e a chave da iniciação; e o respeito pela natureza, pois ela contém o mistério do divino. Com estas três diretrizes como base, o discípulo poderia esperar pela imortalidade espiritual e moral. A motivação que deverá estar sempre em mente é “Qui agnoscit mortem, cognoscit artem” – aquele que tem conhecimento sobre a morte, conhece a arte de dominá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo estabelecido a Maçonaria Egípcia sobre as firmes fundações erigidas por Saint-Martin, Cagliostro  não estava destinado a testemunhar seu florescimento no grande templo para ela construído. O Cardeal de Rohan insistiu com veemência que ele viesse a Paris. A Ordem dos Philaléthes tinha organizado a Convenção Geral da Maçonaria Universal. Maçons proeminentes de todas as Lojas da Europa tinham vindo para a primeira assembléia realizada em novembro de 1784. Mesmer e Saint-Martin foram convidados. Agora era a chance para a bênção final do Rito Egípcio – “onde A Sabedoria triunfará” – fosse confirmada. Cagliostro decidiu ir em janeiro de 1785. Deixando os negócios da Loja em ordem, ele escolheu os oficiais permanentes e lembrou-lhes de seus compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós, os Grandes Cophtas, fundadores e Grão Mestres da Suprema Maçonaria Egípcia em todas as quadrantes orientais e ocidentais do globo, damos ciência a todos aqueles que verão o que está  aqui presente,que em nossa estada em Lyons muitos membros deste Oriente que seguem o rito ordinário, e que carregam o título de “Sabedoria”, tendo manifestado a nós seu ardente desejo de se submeterem ao nosso governo e de receberem de nós a iluminação e os poderes necessários para conhecerem e propagarem a Maçonaria em sua verdadeira forma e pureza original, atendemos aos seus pedidos, persuadidos de que, aos lhes fornecermos sinais de nossa boa vontade,  conheceremos a grata satisfação de termos trabalhado para a glória do Eterno e para o bem da humanidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em aditamento, instruímos cada um dos irmãos que andem constantemente no estreito caminho da virtude e que mostre, pela propriedade desta conduta, que  conhecem e amam os preceitos e o propósito de nossa Ordem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Cagliostro chegou a Paris, tentou viver uma vida retirada, de modo a trabalhar pela união das Ordens Maçônicas. Mas os doentes irromperam em sua casa e ele outra vez passou longas horas curando-os. Panfletos surgiram por toda Europa com um retrato do divino Cagliostro, desenhado por Bartolozzi, sob o qual se escreveram as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Reconheçam as marcas do amigo da humanidade. Cada dia é marcado por novo benefício. Ele prolonga a vida e socorre o indigente, o prazer de ser útil é sua única recompensa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagliostro veio para auxiliar o progresso da Maçonaria Egípcia. Rapidamente fundou duas Lojas. Savalette de Langes convidou-o a se unir à Philaléthes, junto com Saint-Martin. Este último recusou, com base em que a Ordem seguia práticas espíritas, porém Cagliostro aceitou provisoriamente, e declarou sua missão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desconhecido Grão Mestre da verdadeira Maçonaria lançou seus olhos sobre os Philalétheanos... Tocado pelo sincero reconhecimento de seus desejos,  ele se digna estender sua mão sobre eles, e consente em conceder-lhes um raio de luz dentro da escuridão de seu templo. É o desejo do Desconhecido Grão Mestre provar a eles a existência de um Deus – a base de sua fé; a dignidade original do homem, seus poderes e destino... É por atos e fatos, pelo testemunho dos sentidos, que eles conhecerão DEUS, O HOMEM e as coisas espirituais intermediárias (princípios) existentes entre eles: dos quais a verdadeira  Maçonaria dá os símbolos e indica o verdadeiro caminho. Que eles, os Philaléthes abracem as doutrinas desta verdadeira Maçonaria, submetam-se às normas de seu chefes, e adotem sua constituição. Mas, acima de tudo, que o Santuário seja purificado; saibam os Philaléthes que a luz pode apenas descer dentro do Templo da Fé (baseada no conhecimento), não dentro daquele do Ceticismo. Que se dediquem às chamas as vaidades acumuladas em seus arquivos; pois é apenas sobre as ruínas da Torre da Confusão que o Templo da Verdade pode ser erigido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após infrutíferas negociações, ele enviou a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Saibam que não estamos trabalhando para um homem, porém para toda a humanidade. Saibam que desejamos destruir o erro – não somente um simples erro, porém todos os erros. Saibam que esta política é dirigida não contra exemplos isolados de perfídia, porém contra todo um arsenal de mentiras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPOQjkEp1I/AAAAAAAAARw/v9AsiaoXh-k/s1600-h/cagliostro_c.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 163px; height: 185px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPOQjkEp1I/AAAAAAAAARw/v9AsiaoXh-k/s320/cagliostro_c.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252268374263899986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Finalmente, após ter ficado claro que a grande Convenção não chegaria a nenhum acordo, ele enviou a última e triste carta: “Já que vocês não têm fé nas promessas do Deus Eterno ou de Seu ministro na terra, eu os abandono a vocês mesmos, e lhes digo esta verdade: não é mais minha missão ensinar-lhes. Infelizes Philaléthes, vocês semearam em vão; vocês colherão apenas ervas daninhas”. Assim, foi perdida a maior possibilidade de lançar as fundações da Fraternidade Universal à época de Cagliostro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restante da vida de Cagliostro é trágico. O cardeal de Rohan desejou obter um lugar na corte, porém Maria Antonieta não gostava dele. Madame de Lamotte, desconhecida da Rainha, viu uma chance para um grande ganho pessoal na frustração do Cardeal. Fazendo-se de confidente da Rainha, ela forjou cartas de Maria Antonieta para de Rohan e fingiu que levava respostas de volta a Versalhes.  Finalmente ela induziu o Cardeal a comprar um ostentoso colar no valor de um milhão e seiscentos mil livres para a Rainha, colocando o valor em sua conta.  Quando a primeira prestação venceu, a Rainha, que não sabia nada do negócio, não pagou e de Rohan foi forçado a honrá-lo. A batalha que se seguiu na Corte viu Madame de Lamotte defendendo-se e acusando a Rainha de trapaça e Cagliostro de roubar o colar que ela mesma havia quebrado e vendido. A Rainha ficou furiosa, e todas as partes envolvidas no caso foram encarceradas na Bastilha. Embora Cagliostro fosse completamente inocente, tanto ele como Seraphina passaram seis meses na prisão. O caso alcançou tão horríveis proporções que a velha e abusiva denúncia de Sacchi veio a público e lida contra Cagliostro, mas o Parlamento de Paris ordenou sua supressão por ser “injuriosa e caluniadora”. Finalmente Cagliostro foi declarado inocente e libertado diante de dez mil parisienses que esperavam por ele. O “Caso do Colar de Diamantes” é em geral admitido como sendo o prólogo da Revolução [francesa]. Maria Antonieta considerou a libertação de Cagliostro e do Cardeal como um ataque à sua reputação. O Rei ordenou que Cagliostro deixasse a França e afastou o Cardeal de suas atribuições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagliostro viajou para a Inglaterra, porém seus inimigos, agora completamente cientes da total natureza de sua missão, viram a chance de destruí-lo. Mal havia chegado à Inglaterra quando o famoso editor do vicioso Correio da Europa o atacou. Cagliostro alojou Seraphina com o artista de Loutherbourg e viajou para a Suíça em 1787.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seraphina juntou-se a ele na companhia de Loutherbourg imediatamente depois. A Maçonaria Egípcia era praticada por pequenos grupos em Bale e Bienne, mas não puderam apoiar o casal Cagliostro. Já que seus próprios poderes somente poderiam ser usados para os outros e não para si mesmo, e agora que os outros o rechaçavam, ele era forçado a viajar sem repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1789 ele chegou a Roma para encontrar-se em segredo com Franco-Maçons da Loja Verdadeiros Amigos. A Igreja, porém, totalmente ciente da ameaça espiritual que Cagliostro apresentava para ela, enviou dois Jesuítas fazendo-se de convertidos para a Maçonaria Egípcia. Na ocasião em que eram admitidos à Ordem, eles convocaram a policia papal, e o casal os Cagliostro foi levado para a prisão no Castelo Santo Ângelo em 17 de dezembro. Se Seraphina se voltou contra Cagliostro ou sucumbiu por medo diante da Inquisição, não está claro. Mas seus depoimentos foram prejudiciais. Após dúzias de interrogatórios, nos quais a trama foi ameaçadoramente disposta, a Inquisição soube apenas o que todo mundo sabia: que Cagliostro era um Maçom, um herege pela  sua crença de que todas as religiões são iguais, e que desprezava a intolerância religiosa. A farsa terminou em 21 de março de 1791, quando a Inquisição condenou Cagliostro à morte. Entretanto, antes de o Papa assinar a sentença, um estrangeiro apareceu no Vaticano.  Dando uma palavra ao Secretário do Cardeal, foi imediatamente admitido em  audiência. Após sua saída, o Papa comutou a sentença para prisão perpétua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seraphina foi libertada apenas para ser presa por novas acusações e internada no convento de Santa Apolônia de Trastevere. Nada mais se soube sobre ela e seu corpo nunca foi encontrado. Cagliostro foi enviado ao Castelo São Leo e colocado no topo inacessível de um rochedo.  Lá ele pereceu até 1795.  Uma inscrição que fez na parede de sua cela tem a data de 15 de março. Roma reportou que ele morreu em 26 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui acaba a história, mas a tradição maçônica sussurra que Cagliostro escapou da morte. Endreinek Agardi de Koloswar relatou que o Conde d’Ourches, que  quando criança havia conhecido Cagliostro, jurou que o Senhor e a Senhora de Lasa, saudados em Paris em 1861, não eram ninguém menos que o Conde e a Condessa Cagliostro. Com o nascimento envolto em mistério, Cagliostro saiu desta vida também em mistério, conquanto sua existência tenha sido dedicada ao serviço da humanidade e à esperança da imortalidade espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.levir.com.br/teosofia/inst-010.php"&gt;Levir&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-8321877967445311753?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/8321877967445311753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=8321877967445311753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8321877967445311753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/8321877967445311753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/10/cagliostro.html' title='Cagliostro'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOPNPqxq8uI/AAAAAAAAARg/Up9qRkvucc8/s72-c/cagliostro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-1906890282464098153</id><published>2008-09-29T14:33:00.004-03:00</published><updated>2008-09-29T15:05:37.710-03:00</updated><title type='text'>A alma e sua existência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEYBnjMOPI/AAAAAAAAARI/AcS3iGOlKiw/s1600-h/butterfly1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEYBnjMOPI/AAAAAAAAARI/AcS3iGOlKiw/s200/butterfly1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251505056566229234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baseado no texto original de António Rocha Fadista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca da verdade passa pela questão da existência da alma. A resposta a esta questão colocou em campos opostos filósofos do quilate de Hume, Hamilton, Stuart Mill, Taine, que admitiam que a alma se reduzisse a um grupo de sensações, de idéias, de emoções, etc. Como dizia Broussais, "o homem racional não pode admitir a existência de uma coisa que não seja percebida por algum dos sentidos". Dizia ainda Broussais que o cérebro é a causa e o princípio do pensamento e, por conseguinte, o espírito é uma hipótese inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sendo o cérebro composto de células, que se renovam a todo o instante como, aliás, em todo o corpo, se no homem existem apenas fenômenos sucessivos, sem um laço que ligue o passado ao presente, como então se explicam o hábito, a associação de idéias e a memória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, é forçoso admitir que existe em nós uma realidade que independe do cérebro, que é a sede das nossas mudanças psicológicas, e que é também a causa dos atos que praticamos. A esta realidade, chamamos de alma. Se existe a alma, qual será a sua natureza? Será espírito, ou será matéria? O espiritualismo defende a distinção da alma do corpo; o materialismo, só admite a existência do corpo e da matéria. No homem, ocorrem fenômenos quantitativos, como a digestão, a circulação, etc. e fenômenos qualitativos, só percebidos pela consciência, como a alegria, o pensamento, ou o remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, existe no homem uma substância extensa, divisível e palpável, que é o corpo, e uma outra substância simples, perceptível somente pela consciência, a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma é una, e o homem, por ter só uma alma, comprova a sua unicidade. Ela não é única só numericamente, mas é una também por ser simples e indivisível. Enquanto que todas as células do corpo se renovam em um curto período de tempo, isto é, o corpo muda em substância, a alma permanece sempre idêntica a si mesma, não havendo mudanças no nosso Eu ao longo do tempo, que permanece o mesmo, tanto no passado quanto no presente. É esta imutabilidade da alma que confere a identidade ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ESPIRITUALIDADE DA ALMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEYgFrFv9I/AAAAAAAAARQ/MeCKacUEyDA/s1600-h/soul.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEYgFrFv9I/AAAAAAAAARQ/MeCKacUEyDA/s200/soul.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251505580048498642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ser espiritual é aquele que existe independente da matéria e das suas condições de ser e de operar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que a alma está unida ao corpo, e que exige o concurso dos órgãos do mesmo, para realizar as suas operações sensitivas. Apesar disso, também é fato que a alma é independente do corpo nas suas funções intelectuais. Deste modo, a alma pensa e quer sem o auxílio destes órgãos. Podemos assim concluir que a alma não está completamente imersa no corpo, que é independente dele sob diversos aspectos, e que, por conseguinte, é um ser espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia Aristóteles que um ser se conhece por suas operações. Ora, a nossa alma forma idéias, e a idéia é imaterial. Em conseqüência, a inteligência, a faculdade do pensamento, também é imaterial. Deste modo, a alma, que opera pela inteligência, é imaterial pela mesma razão. Enquanto a matéria é indiferente à inércia ou ao movimento, isto é, ao determinismo, a alma, ao contrário, é livre para operar ou não, para resistir ou ceder aos impulsos da sensibilidade, isto é, a alma goza do livre arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se assim que a alma é simples, é idêntica a si mesmo, e é espiritual, necessariamente distinta do corpo, que é composto, mutável e material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ALMA, O FÍSICO E A MORAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade e a espiritualidade que caracterizam os fenômenos da inteligência impedem que afirmemos que o cérebro - substância material e em constante mutação - seja a verdadeira causa do pensamento. Por outro lado, a inteligência necessita para se expressar, para o seu funcionamento normal, de um cérebro saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, o cérebro nada mais é do que o instrumento material de que se vale o espírito, imaterial, para expressar os seus pensamentos. Aristóteles notou que pensamos sem órgãos, que o entendimento não está ligado a nenhum órgão corporal, e que pode trabalhar e existir separado do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que, em nosso estado atual, nunca pensamos sem imagens, e a imaginação depende diretamente do sistema nervoso. Daí que o pensamento e a inteligência dependem indiretamente do corpo, e em particular do cérebro. Assim se explica a desordem na inteligência proveniente de uma lesão cerebral; não porque o entendimento tivesse sido atingido, mas porque essa lesão determina uma perturbação na imaginação, e as imagens extravagantes chamam idéias discordantes e incoerentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um louco pudesse ter transplantado o cérebro lesado por um outro que fosse são, com certeza pensaria de modo correto. Isto porque a desordem e a deterioração dos órgãos não lesam a inteligência em si mesma, mas somente a privam das condições e meios requeridos para o seu funcionamento normal. Pode-se dizer que o cérebro é a interface entre o espírito e o mundo material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles, S. Tomás e a maior parte dos espiritualistas não admitem no homem dois princípios de vida. Afirmam que além da sua atividade consciente e psicológica, a alma inteligente possui também a faculdade de presidir às funções fisiológicas. Desta maneira, a alma seria o único princípio de toda a atividade vital do homem, da sua vida vegetativa e sensitiva, e também de sua vida propriamente espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vimos que a correlação íntima que existe entre as diversas operações da alma pensante (sensibilidade, inteligência e vontade), prova a unidade substancial do princípio de onde elas se originam. Esta mesma correlação se verifica entre as operações psicológicas e as funções orgânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comoção violenta da alma faz parar a circulação do sangue, o medo paralisa, e a confiança sustenta as forças físicas; o trabalho intelectual intenso retarda a digestão, etc.; poder-se-ia citar numerosos fatos que provam a influência do físico no moral, e reciprocamente. Demonstrada a união da alma e do corpo, como se faz esta união? O corpo não existe antes da sua união com a alma. Da alma, o corpo recebe a sua unidade, a organização, a vida e atividades próprias, numa palavra, tudo o que faz dele o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o corpo apenas se separa da alma pela morte, quando perde todos estes caracteres, todas as suas determinações específicas, dissolvendo-se nos elementos químicos de que foi formado. Quanto à alma, sem dúvida que existirá separadamente do corpo, vivendo a sua vida espiritual, mas, sem o corpo, não mais poderá exercer as faculdades que exigem o concurso dos órgãos corporais, como a sensibilidade, a percepção externa e a imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo se conclui, com Aristóteles, que o corpo é a matéria, e a alma é a forma, e que a união do corpo com a matéria forma um todo verdadeiro e substancial. É esta união no ser que faz da alma e do corpo um só princípio de ação, que faz com que não haja ação humana na qual o corpo não faça a sua parte, nem tão humilde e material que não repercuta na alma. É este o princípio que coloca em cheque o racionalismo de Descartes, expresso na frase: Penso, Logo, Existo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IMORTALIDADE DA ALMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEY20LJ7JI/AAAAAAAAARY/JjKiaGcGH1U/s1600-h/almaa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEY20LJ7JI/AAAAAAAAARY/JjKiaGcGH1U/s200/almaa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251505970488142994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com a morte, o corpo se dissolve. Acontecerá o mesmo com a alma e morreremos inteiramente? O que é a imortalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imortalidade consiste na sobrevivência substancial e pessoal do eu, na identidade permanente da alma, que conserva as suas faculdades de conhecer e amar, sem as quais não há felicidade humana. Após a morte, a alma mantém a consciência da sua identidade, com as lembranças e responsabilidades do seu passado, sem as quais não poderia haver nem recompensa nem castigo - em uma palavra - não existiria o princípio da justiça divina. A metafísica demonstra que a alma é imortal por sua natureza incorruptível. A razão para a sua sobrevivência após a morte do corpo é demonstrada pelo argumento moral. Que esta sobrevivência é indefinida e ilimitada, prova-o o argumento psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo se desagrega e se dissolve logo que se separa do seu princípio de unidade, da sua forma substancial que é a alma. Pelo contrário a alma, sendo como é, metafisicamente simples e espiritual, não pode decompor-se nem se desagregar. Não morre, pois, com o corpo. Este é o argumento metafísico da imortalidade da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há Deus e lei moral, a justiça exige absolutamente que o crime seja punido e a virtude seja recompensada. Neste mundo, nem a natureza, nem a sociedade, nem a própria consciência dispõem de sanções suficientes para recompensar plenamente a virtude ou punir adequadamente o vício; é necessário, portanto, que haja outra vida onde a justiça seja plenamente satisfeita, e a ordem seja restabelecida. Este é o argumento moral, que demonstra a sobrevivência da alma, mas não prova que esta existência seja ilimitada na sua duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento psicológico, que prova a perseverança indefinida da existência da alma humana depois da morte, assenta sobre o princípio de que Deus não pode, sem se contradizer a si próprio, dar um fim a um ser, sem lhe dar os meios de o atingir. Tudo na natureza do homem prova que ele é criado para atingir a felicidade perfeita; mas é evidente que não a pode alcançar neste mundo, e que deve haver uma outra vida onde a possa obter. E como por outra parte não existe felicidade completa sem duração ilimitada, segue-se que essa vida futura não pode e não deve ter limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano aspira a um objeto infinito, a uma verdade, beleza e bondade absolutas, cuja posse nos deve fazer felizes. Nossas faculdades superiores possuem capacidade ilimitada, que não se pode satisfazer completamente fora deste bem infinito, que não é outro senão o próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto até que descanse em Vós (Santo Agostinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que encontramos neste mundo que apague esta sede de felicidade do homem, que preencha o vazio deste coração criado para o infinito? A natureza é tão limitada e o mundo tão pequeno; esta vida é tão curta e a realidade tão imperfeita! Queremos amar, queremos viver o mais possível, e por toda a parte só encontramos obscuridade, decepção, sofrimento e morte. Assim, é evidente a total desproporção entre os nossos meios e as nossas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, se há um Deus sábio e justo, esta contradição não pode ser definitiva; deve haver outra vida onde se restabeleça o equilíbrio entre o que desejamos e o que podemos, uma vida em que sejamos perfeitamente felizes. A duração ilimitada da imortalidade é evidente que constitui o elemento essencial da felicidade completa; não se pode gozar plenamente um bem quando receamos perdê-lo. A incerteza dói tanto mais quanto maior é o bem possuído. Como diria Marco Túlio Cícero:&lt;br /&gt;Si amitti vita beata potest, beata esse non potest&lt;br /&gt;(Se se pode perder a vida feliz, já não se pode ser feliz)&lt;br /&gt;Logo, a vida futura da alma, a imortalidade, não tem fim, é infinita e ilimitada, e a sua tendência natural é a prática da virtude, em conformidade com os desígnios do seu criador, Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles, J.J.Rousseau, S. Tomás de Aquino, Espinosa, John Stuart Mill, S. Agostinho, Bergson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.hermanubis.com/"&gt;Hermanubis&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-1906890282464098153?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/1906890282464098153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=1906890282464098153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/1906890282464098153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/1906890282464098153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/09/alma-e-sua-existncia.html' title='A alma e sua existência'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SOEYBnjMOPI/AAAAAAAAARI/AcS3iGOlKiw/s72-c/butterfly1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-7200391552608645748</id><published>2008-09-24T08:56:00.002-03:00</published><updated>2008-09-24T09:12:47.002-03:00</updated><title type='text'>A Escravidão Está na Mente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SNoty7RW57I/AAAAAAAAAQo/qYhUGLrfRyg/s1600-h/freemind.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SNoty7RW57I/AAAAAAAAAQo/qYhUGLrfRyg/s320/freemind.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249558668580939698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por Radha Burnier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Presidenta Internacional da Sociedade Teosófica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bem conhecida sentença em um dos Upanishads, afirma que a mente, por si só, é causa, tanto da escravidão, como da libertação do homem. A maioria das pessoas acreditam que está presa pelas circunstâncias e agem como se fossem vítimas, porque não compreendem as forças e condições existentes em torno delas. O homem primitivo, que observava o relâmpago e o trovão, o desaparecimento do sol e a descida da escuridão sobre a terra e vários outros fenômenos, sentia-os como ameaças e que ele devia apaziguar os deus e, para isso, recorrer a feiticeiros, aprender encantamentos, erigir colunas totêmicas e fazer todo tipo de coisas para afastar o mal que ele acreditava pudesse sobrevir. Os mesmos fenômenos, vistos pelo homem moderno, não geram nele mais o medo, porque o conhecimento o fez compreender as leis e forças operando por detrás dos fenômenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma teia de forças na natureza que cria as condições nas quais as pessoas vivem. Elas incluem forças como a gravidade, a eletricidade e o magnetismo. O homem sabe como essas forças funcionam e é capaz de predizer as condições que serão criadas. Pode controlar as circunstâncias em torno dele, alterando e regulando tais leis. O conhecimento habilita-o a mudar as condições e a não considerar a si mesmo como vítima delas. Esta é a posição do homem agora em relação àquela parte do mundo fenomênica que passou a compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vôos à Lua e comunicação através de satélites com distantes partes da terra são maneiras de conquistar o ambiente. Mas o conhecimento do homem, mesmo agora, pertence a um campo muito limitado. Os homens brilhantes que podem manipular a natureza e neutralizar as forças de gravidade, etc., são também vítimas das circunstâncias no campo psicológico. A ignorância torna-os temerosos e inseguros e tão escravizados pelas forças interiores, quanto o homem primitivo o era em relação às forças externas, físicas. No campo psicológico também, as forças criam as condições e aquele que quiser ser livre e destemido, deve compreender as leis que operam. Uma das três grandes verdades proclamadas no livro “O Idílio do Lótus Branco”, declara: “CADA HOMEM É SEU ABSOLUTO LEGISLADOR, O DISPENSDOR DE GLÓRIA OU ESCURIDÃO PARA SI  MESMO, O DECRETADOR DE SUA VIDA, RECOMPENSA E PUNIÇÃO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, cada homem cria as condições ao seu redor, o seu  carma. A escravidão nada mais é senão a prisão construída pelas forças-cármicas que cada um cria. A escrividão diz-se estar no ciclo de nascimentos e mortes, a compulsão para o sofrer. São modos diferentes de afirmar a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas acredita que pode escapar das conseqüências de seus atos, mentais e físicos. Existem algumas que reconhecem, pelo menos teoricamente, que não é possível escapar das conseqüências das forças que liberam, mas não crêem realmente nisso. Se acreditassem no carma, seriam extremamente cuidadosas acerca de tudo o que fazem, o que pensam e sentem, seu relacionamento com as outras pessoas e assim por diante. A fraqueza da crença é tornada evidente pela negligência na conduta. È possível escapar às conseqüências de um ato no mundo físico durante o curso de uma vida. No caso de uma pessoa que rouba, ela pode ser presa imediatamente ou sua falta pode permanecer encoberta durante muito tempo; mas não pode escapar dos resultados indefinidamente, pois “os moinhos de Deus moem lentamente”, trituram até pedaços extraordinariamente pequenos. No entanto, o que é mais sério não é a descoberta do roubo e a pessoa ser presa, mas o efeito da conseqüência imediata no campo psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que engana outra pessoa e pensa que pode ir embora, ilude-se dolorosamente. Muitas pessoas encobrem fatos ou os deturpam ao relatá-los, pretendendo serem diferentes do que são. Não é raro se mostrar uma face diferente sob circunstâncias diferentes. Tudo isso acontecem porque no fundo da mente há um sentimento de que se pode escapar. Na verdade, porém, há um efeito imediato quando há qualquer ação. Quando há um ato de enganar, dá surgimento a um certo “momento” na psique da pessoa. Esta é a a imediata, mas invisível conseqüência. Há muitas coisas na psique que não são percebidas. Há as memórias conscientes e também as inconscientes. Se você encontra alguém a quem não vê ou na qual você não pensa há anos em sua mente consciente, pode não haver memória dessa pessoa, se ela é desta ou daquela maneira. Tudo desaparece. Posteriormente você a encontra e a reconhece. Esse reconhecimento significa que, embora a mente consciente não mantivesse nenhuma memória, a inconsciente manteve-a e essa recordação veio à superfície. O reconhecimento implica em comparar como agora ela aparece, seu comportamento, seus gestos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, há memórias mais profundas. As pessoas têm recordações da infância que estão além da lembrança, exceto sob hipnose ou em momentos de crise. Atrás do limiar da memória consciente há toda um área, como um iceberg oculto. Se a energia é liberada na psique, o “momento” também pode submergir abaixo do nível consciente. Quando há uma oportunidade adequada, ele consegue manifestar-se. Por exemplo, quando uma ação é fraudulenta, como dissemos antes, um “momento” é criado, que pode estar oculto e dormente, abaixo do nível consciente. Num determinado instante, transforma-se num impulso para fazer o mesmo tipo de coisa. Isto torna-se um círculo vicioso, de escravidão; a ação que cria a tendência, a tendência que impele à ação, seja ela de fraude, medo ou inveja, ou uma mistura de vários tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ser humano existem inúmeras tendências “empurrando” a pessoa indiretamente, queira ou não, saiba ou não. Quando uma pessoa sofre de timidez ou medo, cada sombra a faz sentir que pode haver um inimigo oculto. Quando há orgulho, um homem imagina que há intenção de ofendê-lo, mesmo diante de uma afirmação inocente a seu respeito. Além disso, a mente inconsciente conecta o sentimento com características externas pertencentes a outra pessoa, de quem o perigo ou o insulto é pensado decorrer. Assim, as pessoas têm reações compulsivas contra negros ou brancos, judeus, etc. e contra todos os tipos de coisas. “Momento”, tendências e compulsões vêm à tona no campo da ação, não apenas do passado recente mas das profundezas até de nossa natureza animal. A maioria das pessoas age de acordo com esse profundo condicionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto há compulsão de dentro, um “momento” sobre o qual não há controle, não há liberdade de modo algum. É a escravidão que  a mente cria, porque está num estado de não apercebimento, já que não se dá ao trabalho de descobrir o que está acontecendo a si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os condicionamentos da mente criam enormes problemas – de cor, nacionalismos, diferenças raciais, etc. Por causa desse condicionamento existente, ela identifica-se com a família, a comunidade, a religião, etc. Mas a mente pode libertar-se se vê que está criando círculos dentro dos quais está escravizada. Não é necessário que alguém seja vítima de qualquer circunstância. Em lugar de criar “momentos” de insinceridade ou medo através do não-apercebimento, a pessoa pode gerar outras energias, tais como paciência, afeição e calma. Estas regras surgem através do apercebimento e têm uma qualidade de estabilidade. Não são reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás da vigilância e do cuidado exercidos na vida diária, a pessoa pode começar a perceber o que é o estado de liberdade. Dentro da mente há possibilidades de escravidão, como de liberdade. Não se tem de rezar a algum Deus, encontrar um sacerdote, para libertar a si mesmo, mas apenas descobrir o que está profundamente no interior. O Bhagavad Gita fala do homem estável, que não é dependente, porque as circunstâncias não têm poder sobre ele. Isto é o que todos os seres humanos têm de aprender. Pela ativa vigilância, a pessoa cessa de ser vítima das condições e torna-se uma fonte de energia espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.teosofia.com.br"&gt;Sociedade Teosófica no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-7200391552608645748?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/7200391552608645748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=7200391552608645748' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/7200391552608645748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/7200391552608645748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/09/escravido-est-na-mente.html' title='A Escravidão Está na Mente'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SNoty7RW57I/AAAAAAAAAQo/qYhUGLrfRyg/s72-c/freemind.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-5921936163507575652</id><published>2008-09-17T10:49:00.002-03:00</published><updated>2008-09-17T10:53:43.224-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos de Blavatsky</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.oapocalipse.com/home/estudos/imagens/fig01_blavatsky.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.oapocalipse.com/home/estudos/imagens/fig01_blavatsky.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Helena Petrovna Blavatsky&lt;/span&gt; - a corajosa e fascinante personagem da renascença ocultista que floresceu na metade do século dezenove - foi uma revolucionária do pensamento humano. Sua obra monumental de informações e denúncias culturais abalou os dogmas e a história de nosso tempo. Ela passou quase toda sua vida mergulhada a desvendar o mistério do ser humano, construindo um sistema de pensamento novo e ao mesmo tempo antigo. H. P. B. foi, antes de tudo, uma poderosa pensadora. O pensar era a sua terrível arma contra a ignorância de sua época. Do alto de suas cátedras, os sábios oficiais e intocáveis foram queimados por uma nova forma de pensar o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1921, um discípulo e amigo Winfred A. Parley, compilou uma extensa coleção de citações e pensamentos de H. P. B.; posteriormente, esse material foi publicado pela Editora Teosófica da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1970, foram convocados vinte teósofos de todo o mundo para selecionar outras citações da pensadora, as quais fazem parte hoje do Calendário da Sabedoria, publicado pela The Theosophical Publishing House. No Brasil a publicação desta obra foi feita pela Editora Pensamento, com tradução de Joaquim Gervásio de Figueredo, e cujo trabalho serviria de base para a nossa pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, também, em português, editada pela Ground, um Glossário Teosófico, de H. P. B., enfeichando mais de 18.000 verbetes sobre esoterismo, ciências ocultas, hermetismo, espiritualidade, religião e outros segmentos do conhecimento, cuja leitura se torna obrigatória para o estudante de Teosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos pensamentos abaixo listados foram selecionados por membros da Sociedade Teosófica no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"O universo é a combinação de milhares de elementos, e contudo é expressão de um simples espírito - um caos para os sentidos, um cosmos para a razão."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se há um espírito imortal desenvolvido no homem, ele deve existir em tudo o mais, pelo menos em estado latente ou germinal; pode ser apenas uma questão de tempo para que cada um destes germes torne-se plenamente desenvolvido."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Doutrina Secreta ensina o progressivo aperfeiçoamento de todas as coisas, tanto dos mundos como dos átomos. E este estupendo aperfeiçoamento não tem um começo concebível nem um fim imaginável. Nosso "Universo" é apenas um de um infinito número de Universos, todos eles "Filhos da Necessidade", porque na grande cadeia cósmica de Universos cada elo acha-se numa relação de efeito com referência ao antecessor, e de causa com referência ao sucessor."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O altruísmo é uma parte integral do auto-aperfeiçoamento. Mas temos de discernir. Ninguém tem o direito de inanir-se até a morte para que outrem possa ter alimento, a não ser que a vida deste último obviamente seja mais útil do que a do primeiro. Mas é seu dever sacrificar o próprio conforto e trabalhar pelos outros se estes estão incapacitados para o trabalho."&lt;br /&gt;(A Chave da Teosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A harmonia no mundo físico e matemático dos sentidos é justiça no mundo espiritual. A justiça produz harmonia e a injustiça discórdia; a discórdia, numa escala cósmica, significa caos - aniquilação."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os maus pensamentos são menos prejudiciais do que os pensamentos utópicos e medíocres. Porque contra os maus pensamentos estais sempre alerta, e estando determinados a combatê-los e vencê-los, essa determinação vos auxilia a desenvolver a força de vontade. Os pensamentos medíocres, ao contrário, servem simplesmente para distrair a atenção e desperdiçar energias."&lt;br /&gt;(Ocultismo Prático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A idéia da Absoluta Unidade estaria inteiramente fragmentada em nossa concepção se não tivéssemos algo concreto, diante de nossos olhos, que contivesse essa Unidade. E a deidade, sendo absoluta, deve ser onipresente; por isso é que nenhum átomo deixa de contê-LA em si. As raízes, o tronco e seus muitos galhos são três objetos distintos, e no entanto formam uma árvore."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meditação, abstinência em tudo, observação dos deveres morais, pensamentos agradáveis, boas ações e palavras amáveis, como também a boa vontade com todos e o total esquecimento do Eu, são os meios mais eficazes de obter conhecimento e preparar-se para a recepção da sabedoria superior."&lt;br /&gt;(Ocultismo Prático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um alto desenvolvimento das faculdades intelectuais não implica a verdadeira vida espiritual. A presença de uma alma intelectual humana, altamente desenvolvida numa pessoa... é perfeitamente compatível com a ausência de Buddhi, ou a alma espiritual. A não ser que o primeiro evolua ou se desenvolva dos ou sob os benéficos raios da última, ele permanecerá sempre e tão-somente uma progênie direta dos princípios terrestres, inferiores, estéreis quanto às percepções espirituais, sepulcro magnificente, luxurioso, cheio de ossos secos de matéria_ decomposta em seu interior."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A perfeição, para ser completa, deve nascer da imperfeição; o incorruptível deve brotar do corruptível, tendo a este por veículo, base e contraste."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Homem, como Homem Arquetípico ou Adão, é feito para conter todo o Sistema Cabalístico. Ele é o grande símbolo e a sombra projetados pelo Cosmos manifestado, que em si é o reflexo do princípio impessoal e sempre incompreensível. Esta sombra supre com sua estrutura - o pessoal nascido do impessoal - uma espécie de símbolo objetivo e tangível de todas as coisas visíveis do Universo."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os antigos... compreenderam o fato de que as relações recíprocas entre os corpos planetários são tão perfeitas quanto as que existem entre os corpúsculos sangüíneos que flutuam num fluido comum, e que cada um é afetado pelas influências combinadas dos restantes, uma vez que cada um por sua vez afeta todos os demais."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os juramentos nunca impõem uma obrigação, até que cada homem compreenda plenamente: 1º) que a humanidade é a mais alta manifestação na Terra da Suprema Deidade Invisível; 2º) que cada homem é uma encarnação de seu Deus; 3°) quando o sentido de responsabilidade pessoal estiver tão desenvolvido nele que considere o perjúrio o maior insulto possível a si mesmo e à humanidade. Nenhum juramento impõe uma obrigação de fato, a não ser quando prestado por alguém que, sem qualquer juramento, guarde solenemente uma palavra de honra."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A pessoa dotada da faculdade de pensar nas coisas mais insignificantes do plano superior do pensamento, em virtude de tal dom tem, por assim dizer, um poder plástico de formação em sua imaginação real. Sobre o que quer que essa pessoa pense, seu pensamento será tão ou mais intenso que o pensamento de uma pessoa comum, que por esta mesma força obtém o poder de criação."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A humanidade - pelo menos em sua maioria - detesta refletir, mesmo em benefício próprio. Magoa-se, como se fora um insulto, ao mais humilde convite para sair por um momento das velhas e batidas veredas e, a seu critério, ingressar num novo caminho para seguir em alguma outra direção."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mente recebe indeléveis impressões mesmo de conhecimentos ou pessoas casualmente encontradas apenas uma vez. Assim como alguns segundos de revelação da chapa fotográfica sensibilizada é tudo o que se necessita para preservar indefinidamente a imagem de um objeto, o mesmo acontece com a mente."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O motivo certo para a busca do autoconhecimento é aquele que pertence ao conhecimento e não ao eu. O autoconhecimento merece ser procurado em virtude de ser conhecimento e não em virtude de pertencer ao eu. O principal requisito para adquirir o autoconhecimento é um amor puro. Buscai o conhecimento por puro amor, e o autoconhecimento finalmente coroará o esforço."&lt;br /&gt;(Ocultismo Prático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A força centrípeta não poderia manifestar-se sem a centrífuga na revolução harmoniosa das esferas; todas as formas são produtos desta força dual da natureza."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A sabedoria oriental ensina que o espírito tem de passar pelo ordálio da encarnação e da vida, e ser batizado com a matéria antes de poder atingir a experiência e o conhecimento. Só após isso ele recebe o batismo da alma, ou autoconsciência, e pode retornar à sua condição original de um deus, mais a experiência, terminando com a onisciência. Em outras palavras, ele pode retornar ao estado original da homogeneidade da essência primordial, somente através da frutificação do Karma, que é o único capaz de criar uma absoluta deidade consciente, distante apenas um grau do TODO absoluto."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vivemos numa atmosfera de escuridão e desespero... porque nossos olhos estão voltados e fitos na terra, repleta de manifestações físicas e grosseiramente materiais. Se, ao invés disso, o homem, prosseguindo na jornada de sua vida, olhasse não para o céu - o que é apenas uma figura de retórica - mas para dentro de si mesmo, e centralizasse seu ponto de observação no homem interior, muito logo escaparia dos rolos compressores da grande serpente da ilusão."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magia, como ciência, é o conhecimento destes princípios e da maneira como a onisciência e onipotência do espírito e seu domínio sobre as forças da natureza podem ser adquiridas pelo indivíduo, mesmo estando ainda no corpo físico. Como arte, a magia é a aplicação deste conhecimento na prática."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A filosofia platônica era a da ordem, sistema e proporção. Abrangia a evolução dos mundos e espécies, a correlação e conservação da energia, a transmutação da forma material, a indestrutibilidade da matéria e do espírito. Sua posição a este respeito estava muito à frente da ciência moderna, e enfeixava o arco de seu sistema filosófico com um fecho a um tempo perfeito e inabalável."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O egoísmo pessoal é que excita e estimula o homem a abusar de seus conhecimentos e poderes. O egoísmo é um edifício humano, cujas janelas e portas estão sempre escancaradas para que toda espécie de iniqüidades entre na alma humana."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A doutrina fundamental da filosofia esotérica não admite privilégios ou dons especiais no homem, salvo aqueles adquiridos por seu próprio Ego, através de esforços e méritos pessoais, durante toda uma longa série de metempsicoses e reencarnações."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para tomar-se autoconsciente, o Espírito deve passar pelos diversos ciclos de existência, atingindo na Terra o seu ápice no homem. O Espírito em si é uma abstração negativa inconsciente. Sua pureza é inerente, não adquirida por mérito; daí que para tornar-se o mais elevado Dhyan Chohan (Senhor de Luz), é necessário que todo Ego atinja a plena autoconsciência como humano, isto é, consciente, sintetizado para nós no Homem."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atinge-se a cultura espiritual pela concentração. Deve ser continuada diariamente e ser usada a todo o momento. A meditação foi definida como a ´cessação da atividade externa do pensamento´. Concentração é a total tendência da vida para um dado fim."&lt;br /&gt;(Ocultismo Prático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há nenhum bem ou mal em si, como não há nem "elixir da vida" nem "elixir da morte", nem veneno em si. Tudo está contido na única e mesma essência universal, dependendo os resultados do grau de sua diferenciação e de suas várias correlações. O seu lado de luz produz vida, saúde, bem-aventurança, paz divina, etc.; o lado de trevas traz morte, doenças, tristezas e conflitos."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Natureza revela seus mais íntimos segredos e partilha a verdadeira sabedoria somente àquele que busca a verdade por amor à própria verdade, e que aspira ao conhecimento para conferir benefícios aos outros, não à sua insignificante personalidade."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Karma é uma lei infalível, que nos planos físico, mental e espiritual da existência ajusta o efeito à causa. Assim como não existe causa sem efeito - desde uma perturbação cósmica até o movimento de nossas mãos; assim como cada coisa engendra sua semelhante, da mesma forma o Karma é aquela lei invisível e desconhecida que sábia, inteligente e eqüitativamente ajusta cada efeito à sua causa e leva esta ao seu produtor."&lt;br /&gt;(A Chave da Teosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há nenhum Demônio, nenhum Mal fora do gênero humano para produzir um Demônio. O Mal é uma necessidade no Universo Manifestado, e um dos seus sustentáculos. É uma necessidade para o progresso e a evolução, tanto quanto a noite é necessária para a produção do dia, e a morte para a produção da vida, afim de que o homem possa viver por todo o sempre."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma lei oculta ensina que todo homem corrige seus defeitos individuais, aperfeiçoa, por pouco que seja, o organismo de que é parte integrante. Do mesmo modo, ninguém peca ou sofre os efeitos do pecado, sozinho. De fato, não existe nenhuma "separatividade". A mais achegada aproximação desse estado egoísta, que as leis da vida permitem, está na intenção ou motivo."&lt;br /&gt;(A Chave da Teosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Resumindo tudo em poucas palavras, MAGIA é SABEDORIA espiritual. A Natureza é a aliada, aluna e serva do mago. Um princípio comum, vital, penetra todas as coisas, e é controlável pela vontade do homem perfeito. O Adepto pode estimular os movimentos das forças naturais nas plantas e animais num grau sobrenatural. Tais fatos não são obstruções da Natureza, mas aceleramentos em que são dadas condições de ação vital mais intensa."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Karma não cria nem planeja nada. É o homem quem planeja e cria causas, e a Lei Cármica ajusta o efeito. Tal ajustamento não é um ato, mas a harmonia universal que tende sempre a reassumir sua posição original, tal qual um galho de árvore que, puxado violentamente para baixo, retorna com igual violência. Se o braço que o puxou se deslocar ou quebrar, quem teria sido o causador do sofrimento? O galho ou a nossa insensatez?"&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma completa familiaridade com as faculdades ocultas de tudo que existe na Natureza, tanto visível quanto invisível; suas mútuas relações, atrações e repulsões, bem como sua causa, investigada até o princípio espiritual que penetra e anima todas as coisas; a habilidade para prover as melhores condições para que tal princípio se manifeste - noutras palavras, um profundo e exaustivo conhecimento das leis naturais - essa era e é a base da Magia."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A oração é uma ação enobrecedora quando é um intenso sentimento, um ardente desejo emitido de nosso próprio coração para o bem de outros, e quando inteiramente isento de qualquer objetivo egoísta, pessoal."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vontade do Criador, pela qual todas as coisas foram feitas e receberam seus primeiros impulsos, é propriedade de todo ser vivente. O homem, dotado de uma espiritualidade adicional, tem a maior partilha dessa vontade. Ele obterá maior ou menor sucesso no uso do poder mágico da mesma, proporcionalmente à matéria nele existente."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós produzimos causas, e estas despertam as forças correspondentes no Mundo Sideral. Elas são magnéticas e irresistivelmente atraídas por aqueles que as produzem, e reagem sobre tais pessoas, sejam praticamente os malfeitores ou simplesmente "pensadores" que nutrem maldades."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agir e agir sabiamente no momento oportuno, esperar e esperar pacientemente quando é hora de repouso, põem o homem em sintonia com as marés cheias e baixas, de sorte que, com a natureza e a lei como apoio, e a verdade e a beneficência como farol, ele pode realizar maravilhas."&lt;br /&gt;(Ocultismo Prático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A roda da Lei gira rapidamente. Mói noite e dia. Separa do dourado grão as cascas inúteis, e da farinha o farelo. A mão do Karma guia a roda, cujas rotações marcam as palpitações do coração cármico."&lt;br /&gt;(A Voz do Silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A idéia teosófica da caridade significa esforço pessoal pelos outros; compaixão e bondade pessoais, interesse pessoal pelo bem estar dos que sofrem; simpatia pessoal, providência e assistência em seus sofrimentos e necessidades."&lt;br /&gt;(A Chave da Teosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pela radiante luz do oceano magnético universal, cujas ondas elétricas abarcam o Cosmos, e em seu incessante movimento penetram cada átomo e molécula da infinita criação, os discípulos do mesmerismo - não obstante a pobreza de seus vários experimentos - intuitivamente percebem o alfa e o ômega do grande mistério. Sozinho, o estudo deste agente, que é o divino alento, pode desvendar os segredos da psicologia e da fisiologia, dos fenômenos cósmicos e dos espirituais."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O reto pensamento é uma boa coisa, mas o pensamento solitário pouco vale; precisará ser traduzido em ação."&lt;br /&gt;(Theosophist)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém deve entrar no Ocultismo, nem mesmo tocar nele, antes de estar perfeitamente familiarizado com seus próprios poderes, e de saber como comensurá-lo com suas próprias ações. E isto ele só pode fazer estudando a filosofia do Ocultismo antes de entrar num treinamento prático. Caso contrário, fatalmente ele cairá na Magia Negra."&lt;br /&gt;(Revista Lúcifer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quedamo-nos estupefatos diante do mistério que nós próprios fabricamos, e dos enigmas da vida que não queremos resolver, e depois acusamos a grande Esfinge de nos devorar. Mas, em verdade, não há um acidente em nossa vida, não há um dia mau ou uma desgraça cuja causa não possa ser encontrada em nossas próprias ações, nesta ou noutra existência. Se alguém infringe as leis da harmonia ou, conforme a expressão de um teósofo, as "leis da vida", deve estar preparado para cair no caos que ele mesmo produziu."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O único decreto do Karma - decreto eterno e imutável - é a Harmonia completa no Mundo da Matéria, como o é no Mundo do Espírito. Portanto, não é o Karma que nos pune ou recompensa, porém somos nós mesmos que nos recompensamos ou punimos, segundo trabalhemos com a Natureza, pela Natureza e de acordo com a Natureza, obedecendo ou transgredindo às leis de que depende essa Harmonia."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pitágoras ensinava que todo o universo é um vasto sistema de combinações matematicamente corretas. Platão mostra a deidade geometrizada. O mundo é sustentado pela mesma lei de equilíbrio e harmonia sobre a qual foi construído."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certamente o homem não é nenhuma criação especial. Ele é o produto do trabalho do aperfeiçoamento gradual da Natureza, semelhante a qualquer outra unidade vivente nesta Terra. Mas isto é apenas com referência ao tabernáculo humano. Aquilo que vive e pensa no homem e sobrevive a essa forma é o "Eterno Peregrino", a protéica diferenciação no Espaço e Tempo do Uno "Incognoscível" e Absoluto."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parabrahman, a Realidade única, o Absoluto, é o campo da Consciência Absoluta, isto é, aquela Essência que está além de toda relação com a existência condicionada, e da qual a existência consciente é um símbolo condicionado. Mas desde que, em pensamento, passemos desta (para nós) Absoluta Negação, sobrevém a dualidade no contraste de Espírito (ou Consciência) e Matéria, Sujeito e Objeto.&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A idéia que um homem tem de Deus é aquela imagem de luz ofuscante que vê refletida no espelho côncavo de sua própria alma, e contudo isso não é Deus, mas apenas Seu reflexo. Sua glória está ali, porém é a luz de seu próprio Espírito que ele vê: é tudo o que ele pode comportar. Quanto mais claro o espelho, tanto mais brilhante será a divina imagem. Mas o mundo exterior não pode testemunhá-lo no mesmo momento."&lt;br /&gt;(Ísis sem Véu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há uma lei fundamental do Ocultismo que diz não haver repouso ou cessação de movimento na Natureza. Aquilo que parece repouso é apenas a mudança de uma forma para outra; a mudança de substância anda de mãos dadas com a de forma - conforme nos ensina a Física oculta."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O pensamento é uma energia que afeta a matéria de várias maneiras, mas a consciência em si, como a entende e explica á Filosofia oculta, é a mais elevada qualidade do princípio senciente espiritual em nós, a Alma Divina (ou Buddhi) e nosso Ego superior - e não pertence ao plano da materialidade."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Doutrina Secreta ensina a identidade fundamental de todas as Almas com a Alma Suprema Universal, sendo esta um aspecto da Raiz Desconhecida. Ensina também a peregrinação obrigatória para todas as Almas - centelhas daquela Alma Suprema -através do Ciclo Reencarnatório, durante todo esse período, de acordo com a Lei Cíclica e Cármica."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente requer purificação toda vez que nos irritamos, que dizemos uma falsidade, ou divulgamos faltas alheias. Devemos purificá-la, toda vez que falamos ou fazemos qualquer coisa, com a finalidade de bajular, ou quando alguém é enganado pela insinceridade de nossas palavras ou de nossos atos."&lt;br /&gt;(Ocultismo Prático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os ensinos secretos referentes à evolução do Cosmos Universal não podem ser ministrados, já que não poderiam ser compreendidos pelas mais altas mentalidades desta época, e parece haver poucos Iniciados, mesmo entre os maiores, aos quais é permitido especular sobre este assunto... os Instrutores dizem claramente que nem mesmo os Dhyani-Chohans jamais penetraram nos mistérios que se acham além dós limites que separam do Sol Central os bilhões de sistemas solares. Portanto, os ensinos transmitidos se referem apenas ao nosso Cosmos visível, após uma Noite de Brahmâ."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por aquela intuição superior adquirida por meio da Teosofia - ou Conhecimento Divino - que projetou a mente, do mundo da forma para o do espírito sem forma, o homem tem sido às vezes capaz, em todos os séculos e em todos os países, de perceber coisas no mudo interior ou invisível."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lúcifer - o Espírito da Iluminação Intelectual e Liberdade de Pensamento-é, metaforicamente, o farol orientador que ajuda o homem a encontrar o seu caminho por entre as rochas e bancos de areia da Vida. Pois Lúcifer, em seu aspecto mais elevado, é o Logos, e no mais baixo, o "Adversário" - ambos refletidos em nosso Ego."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para o Ocultista oriental, a Árvore do Conhecimento, no Paraíso do próprio coração do homem, torna-se a Árvore da Vida Eterna, e nada tem a ver com os sentidos animais do homem. É mistério absoluto que se revela somente através dos esforços do Manas aprisionado, o Ego, para libertar-se da escravidão da percepção sensória, e ver à luz da única e eterna Realidade presente."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não pode haver nenhuma real libertação do pensamento humano nem expansão dos descobrimentos científicos, enquanto não for reconhecida a existência do espírito, e aceita como um fato a dupla revolução".&lt;br /&gt;(A Modern Panarion)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vários são os pensadores que, ao estudar os sucessos e reveses das nações e grandes impérios, têm-se surpreendido com uma característica idêntica em suas histórias, a saber, a inevitável repetição de acontecimentos similares, depois de iguais períodos de tempo."&lt;br /&gt;(Cinco Anos de Teosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Imaginar que um cérebro humano possa conceber algo que nunca dantes foi concebido pelo "cérebro universal" é falácia e vaidosa presunção. No melhor dos casos, o primeiro pode apanhar, aqui e ali, perdidos vislumbres do "Pensamento Eterno" depois que este assumiu alguma forma objetiva, quer no Universo visível, quer no invisível."&lt;br /&gt;(A Modern Panarion)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos idos dias de Sócrates e de outros sábios da antiguidade, como agora, aqueles que estão desejosos de aprender a grande Verdade sempre terão sua oportunidade se apenas "procurarem" encontrar alguém que os conduza à porta de ´quem sabe quando e como´."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo é vida, e cada átomo, mesmo da poeira mineral, é uma VIDA, embora isso esteja além de nossa compreensão e percepção, porque está fora do âmbito das leis conhecidas por aqueles que rejeitam o Ocultismo."&lt;br /&gt;(A Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está bem, Ouvinte. Prepara-te, pois terás que viajar sozinho. O Instrutor pode apenas indicar o caminho. A Senda é uma para todos; os meios para chegar à meta variam com os peregrinos."&lt;br /&gt;(A Voz do Silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.levir.com.br"&gt;Levir&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-5921936163507575652?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/5921936163507575652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=5921936163507575652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5921936163507575652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5921936163507575652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/09/pensamentos-de-blavatsky.html' title='Pensamentos de Blavatsky'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-6991274473487099928</id><published>2008-09-15T14:09:00.003-03:00</published><updated>2008-09-15T14:19:14.810-03:00</updated><title type='text'>A Verdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SM6YtXODMrI/AAAAAAAAAQg/UDVBmY1_6KU/s1600-h/sun.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SM6YtXODMrI/AAAAAAAAAQg/UDVBmY1_6KU/s320/sun.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246298521027687090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;por Louis-Claude de Saint Martin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade não exige mais do que fazer aliança com o homem; mas ela quer que seja com o homem puro, sem nenhuma mistura com qualquer coisa que não seja fixo e eterno como ela. Quer que esse homem se purifique e se regenere continuamente e por inteiro, na fonte do fogo e na sede da unidade; quer que a terra absorva os pecados dele todos os dias, isto é, que absorva toda a sua matéria, porque este é o seu verdadeiro pecado; quer que tenha o corpo sempre pronto para a morte e os sacrifícios, a alma pronta para o exercício de todas as virtudes, o espírito pronto para entender todas as luzes e fazê-las frutificar para a glória da fonte de onde provêm; quer que se considere em todo o seu ser como um exército sempre em prontidão, prestes a marchar ao primeiro sinal; quer que tenha uma resolução e uma constância que nada possa alterar, e estando avisado de que continuando encontrará apenas sofrimento, porque o mal vai se oferecer a cada passo, que essa perspectiva não o detenha em sua marcha, e que dirija sua visão exclusivamente, para o marco que o espera ao fim do percurso. Se ela o encontra nessa disposição, aí estarão as promessas que lhe faz e os favores que lhe destina. Porque tão logo o interior do homem se lhe abre, ela é inundada por uma carga de alegria, não somente como a mãe mais terna por um Filho que não vê há muito tempo, mas como o mais augusto gênio à vista da mais sublime produção que, inicialmente, lhe parecia bisonha, estranha a seu espírito e, por assim dizer, apagada de sua memória, mas que, em seguida, lhe faz unir o amor mais vivo a essa profunda admiração, quando esse excelso gênio chega a reconhecer que essa sublime produção é um trabalho seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal a verdade vê nascer o desejo e a vontade no coração do homem, precipita-se com todos os ardores da sua Vida Divina e do seu amor. As vezes, não pede a ele mais que a privação de tudo o que é insignificante, e para esse sacrifício negativo, ela o suprirá de realidades. A primeira realidade é dar-lhe sinais de advertência e de preservação, a fim de que não tenha como Caim, razão para temer e dizer: quem me achar, me matará. Em seguida, põe sobre ele os sinais do terror, para que sua presença provoque medo e faça seus inimigos fugirem; finalmente ela o ornamenta com os sinais da glória, a fim de que possa fazer brilhar a majestade do seu mestre e receber por todos os lados as honoráveis recompensas que são devidas a um servidor fiel. É assim que ela tratará aqueles que tiverem confiança na natureza de seu ser; que não deixarem escapar a mínima centelha; que forem considerados como uma idéia fundamental ou um texto do qual a nossa vida inteira deveria ser apenas o desenvolvimento e o comentário de maneira que todos os nossos momentos serviram para explicá-lo e torná-lo mais claro, e não para obscurecê-lo, apagá-lo e lançá-lo no esquecimento, como ocorre quase sempre para a nossa infeliz posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos curar, a verdade possui um medicamento real, que sentimos fisicamente quando ela julga oportuno administrá-lo a nós. Esse medicamento é composto de dois ingredientes, de acordo com nossa enfermidade, que é uma mistura do bem com o mal e que apanhamos de quem não sabe se preservar do desejo de conhecer essa ciência fatal. É um medicamento amargo, mas é o seu amargor que nos cura, porque essa parte amarga, a justiça une-se ao que há de viciado em nosso ser para lhe trazer a retificação; então, o que há de sadio e vivo em nós, se une, por sua vez, ao que há de doce no medicamento, e obtemos saúde. Enquanto essa operação medicinal não se realiza em nós, é inútil considerar-nos sadios e bem; não estamos sequer em condições de usar alimentos salutares e puros, porque nossas faculdades ainda não estão abertas para recebê-los. Dessa forma, não é suficiente para nosso restabelecimento, abster-nos de alimentos malsãos e corrompidos; é necessário que consumamos esse medicamento amargo que os ministros espirituais da sabedoria introduziu em nós, produzindo aí uma sensação dolorosa que poderíamos chamar de febre da penitência, mas que termina com a doce sensação da vida e da regeneração. As pessoas que se encontram na via da regeneração, recebem e sentem esse medicamento todas as vezes que o inimigo as tocam, para viciar qualquer coisa em seu ser. Os outros nem o recebem, nem o sentem, porque se encontram num contínuo estado de transtorno e enfermidade que não permite ao medicamento aproximar-se deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse medicamento é tão necessário ao nosso restabelecimento, que aqueles que não o receberam não podem comer de forma proveitosa o "pão da vida" e não se tornam "ouro puro". Enfim, ele deve moldar e trabalhar nossa alma sem descanso, sem interrupção, como o tempo trabalha constantemente todos os corpos da natureza para reconduzi-los à pureza, à simplicidade e à atividade viva dos seus princípios constitutivos. É desse modo que se abre em nós uma fonte ativa, que é alimentada e mantida pela própria vida; e é por esse meio que atingimos uma natureza de alegrias que não cessam e que estabelecem em nós antecipadamente e para sempre, o reino eterno daquele que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil constatar que esse medicamento não deve ser confundido com as atribulações terrenas, com as doenças do corpo, com as injustiças que podemos receber de nossos semelhantes e que mantêm nossa alma na angústia. Todas essas coisas são para punir a alma ou submetê-la à provação, mas não lhe dão mais que uma sabedoria temporária; ou por outra, só podemos receber a Vida Divina por preparações de mesma ordem; e o medicamento do qual falamos é essa preparação exclusiva. Feliz é aquele que perseverar até o fim, desejando-o e aproveitando-o todas as vezes que tiver a felicidade de experimentá-lo! Constatará desse modo que o homem pode ter grandes coisas a dizer, não necessariamente ditas por ele, e que ele deve esperar que o façam dizer ou escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o orvalho que Deus faz descer no homem é todo composto de ações totalmente vivas, totalmente formadas, totalmente completas, como guerreiros armados dos pés à cabeça, ou como médicos poderosos, portando nas mãos a ambrosia, ou como anjos celestes todos brilhantes tanto no interior como no exterior, luzes puras e santas da vida; e o homem destinado as ser o objeto e o receptáculo de tantos benefícios percebe pela inteligência, no meio desse orvalho sagrado, a mão suprema de Deus resplandecente de glória, que quer tomá-lo como o termo dessa incomparável magnanimidade. Tanto isso é verdadeiro que a palavra divina não pode vir a nós sem criar, ao mesmo tempo, todo um mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, bem sei que sois a vida, e que não sou digno de que vos aproximeis de mim, que não sou senão desonra, miséria e iniqüidade. Sei bem que tendes uma palavra viva, mas que as trevas espessas da minha matéria impedem que os ouvidos de minha alma a ouça. Contudo, 3 fazei entrar em mim em abundância essa palavra, para que seu peso possa contrabalançar a quantidade de vazio no qual está absorvido todo o meu ser, e que no dia do seu julgamento universal, o peso e a abundância de vossa palavra, possam me resgatar do abismo e me elevar até vossa santa morada; colocai nas diversas regiões e faculdades que me compõem, numerosos trabalhadores hábeis e vigilantes que desobstruam os canais de todas as suas imundícies e quebrem até mesmo as rochas que se opõem à circulação das águas; então a vida de vossas fontes puras e ativas em mim encherá meus rios até a borda; então criareis um mundo de espíritos em meu pensamento, um mundo de virtudes em meu coração e um mundo de poderes em minha ação, e será o todo - poderoso, o santificador universal, que sustentará, ele mesmo, todos os mundos em mim, nutrindo-os continuamente com suas próprias bênçãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segredo ao mesmo tempo imenso e terrível foi comunicado no homem de vontade, n.º 146, pag. 217. Esse segredo é que o coração do homem é a única passagem por onde a serpente venenosa eleva sua cabeça ambiciosa, e por onde seus olhos gozam de alguma luz elementar, porque sua prisão está bem abaixo da nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ousamos comunicar um outro segredo não menos profundo, porém mais consolador, mais encorajador, e que serve para nos ensinar a respeitar uns aos outros, tanto no que diz respeito a santidade de nossa origem como ao caráter sublime da obra que devemos e podemos realizar sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.hermanubis.com.br/"&gt;Hermanubis&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-6991274473487099928?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/6991274473487099928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=6991274473487099928' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6991274473487099928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6991274473487099928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/09/verdade.html' title='A Verdade'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SM6YtXODMrI/AAAAAAAAAQg/UDVBmY1_6KU/s72-c/sun.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-4392076898147216615</id><published>2008-09-04T10:02:00.003-03:00</published><updated>2008-09-04T10:08:32.916-03:00</updated><title type='text'>O que é o ocultismo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SL_dLUDx5fI/AAAAAAAAAN4/7WQkhWT2jZ0/s1600-h/subbarow.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SL_dLUDx5fI/AAAAAAAAAN4/7WQkhWT2jZ0/s320/subbarow.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242151677715408370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por T. Subba Row&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há diferença entre o antigo e o moderno ocultismo. Até onde sei, todo verdadeiro "ocultismo" está fundamentado nos mesmos princípios, embora os termos em que eles foram expressos tenham variado em diferentes idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocultismo entendo a ciência, ou melhor dizendo, a sabedoria que dá uma explicação verdadeira e exata do trabalho das leis da natureza, assim como sua aplicação , em todo o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto que toda verdade é una, seus ensinos devem necessariamente estar de acordo com todos os fatos provados da ciência, quer seja antiga ou moderna. Até mais, ela deve explicar todos os fatos da história, ou as leis que governam as relações entre os homens, todas as mitologias, e as relações com que o homem se encontra com respeito ao universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, de fato, a ciência da origem, o destino, os poderes do universo e todas as coisas que ele inclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto discordante entre ocultismo e ciência moderna é que o primeiro trabalha para usar as forças e materiais da natureza em sua condição natural enquanto o ultimo usa estes em sua condição separada e limitada nos planos inferiores da manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo o ocultista usa uma força invisível da mesma natureza quando quer produzir correntes de calor, eletricidade, e outros semelhantes, como elementos em sua forma mas alta e espiritual enquanto que o cientista é obrigado a usar materiais como a luz , água, etc. e primeiro deve desintegrá-los em seus componentes básicos, como eles se encontram no plano material inferior, para levar a cabo seus experimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ocultista observa a natureza como uma unidade, e atribui toda diversidade ao fato de que esta unidade compõe-se por manifestações nos diferentes planos, percepção de cujos planos depende do desenvolvimento do observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita que a única lei que se estende a todas as coisas é o desenvolvimento por evolução, a um grau quase infinito, até a fonte original de toda evolução - O Logos Divino: Daí que o homem, tal como lhe conhecemos é capaz de um desenvolvimento quase infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O também acredita na absoluta unidade original de todas as formas e modos de existência, e que todas as formas de matérias são intercambiáveis , assim como o gelo pode converter-se em água e vice-versa. Ao olhar a idéia dos milagres, sua idéia é que os homens excepcionais podem obter faculdades adicionais de percepção e ação e ser capazes de controlar os elementos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SL_dr2aXEVI/AAAAAAAAAOA/USMMmkVZT4I/s1600-h/natureza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 257px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SL_dr2aXEVI/AAAAAAAAAOA/USMMmkVZT4I/s320/natureza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242152236692738386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acreditando que a natureza e suas leis são unas, o ocultista sabe que toda ação contrária as suas leis encontra força opostas e será destruída, e assim o homem desenvolvido deve , se deseja obter a divindade, converter-se em um cooperador da natureza. Isto deve fazê-lo treinando-se a si mesmo de acordo com a natureza. Esta conformidade com a natureza o conduz a atuar com benevolência para obter sem desviar o mas alto bem, porque o que se chama bem não é mais que a ação de acordo com a Lei Una. O ocultismo não dá uma afirmação racional da conduta correta como nenhum outro sistema, porque o converte à moral em uma lei cósmica, em vez de apoiá-la em uma superstição. Ainda mais, a realização da unidade da natureza conduz o ocultista a compreender que a unidade da vida que subjaz a tudo esta trabalhando também dentro de si mesmo e o esta conduzindo a encontrar na consciência não meramente um critério do correto e o incorreto, mas sim o germe de uma faculdade superior, uma luz que o guia em seu caminho, enquanto que na vontade o encontra força capaz de indefinido incremento e expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as mitologias são representações pictóricas das leis e forças da natureza , como os credos não são nada mais que as expressões parciais das leis universais, através do estudo intuitivo das mas antigas que estão em poder do conhecimento oculto. Este conhecimento em sua pureza foi transmitido desde tempos imemoriais de mestre a discípulo e cuidadosamente conservado de seu abuso recusando-o a compartilhá-lo até que o candidato haja realmente provado ser incapaz de usá-lo incorretamente porque é óbvio que nas mãos de uma pessoa ignorante e mau disposta seu uso pode trazer um enorme dano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os experimentos atuais de leitura do pensamento, psicometria, clarividência, mesmerismo, etc...mostraram que existem boas razões para acreditar que existem poderes ocultos e faculdades latentes no homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As "maravilhas" do ocultismo são o resultado de uma cultivação científica e o fruto do perfeito controle sobre estes poderes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sabedoria secreta é o fundamento de todas as antigas religiões e filosofias, quer sejam Indianas, Egípcias, Caldeias, Zoroástricas, Gregas, etc. Seus rastros se encontram em todas as idades e países, não há engano mas grande que se supor que sua realidade depende de uma só autoridade . Seus iniciados e adeptos formam uma sucessão ininterrupta da mais antiga aparição do homem neste planeta, sua organização é hoje como era virtualmente há milhares de anos, e como será dentro de milhares de anos. No momento atual esta vibrando mas na mente das pessoas e muitos então acreditam que é uma coisa nova. Não é assim. Assim como em alguns momentos do ano a luz do dia tem maior duração que em outros assim mesmo a luz divina da sabedoria em alguns ciclos é mas abertamente difundida que em outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que tenham olhos para ver, uma luz mais brilhante surgiu, mas ela não deixará de brilhar porque poucos lhe prestam atenção e muitos inclusive a desprezam, enquanto outros a mal representem e tratem de persuadirem-se a si mesmos e a outros que não há senão trevas sobre todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Artigo publicado originalmente em Janeiro de 1905.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.levir.com.br/"&gt;Levir&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-4392076898147216615?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/4392076898147216615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=4392076898147216615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/4392076898147216615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/4392076898147216615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/09/o-que-o-ocultismo.html' title='O que é o ocultismo?'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SL_dLUDx5fI/AAAAAAAAAN4/7WQkhWT2jZ0/s72-c/subbarow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-6837255580178896459</id><published>2008-08-11T16:23:00.005-03:00</published><updated>2008-08-11T16:45:02.155-03:00</updated><title type='text'>Amônio Sacas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SKCWjnDJ4rI/AAAAAAAAANw/4-DCizMV1_k/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SKCWjnDJ4rI/AAAAAAAAANw/4-DCizMV1_k/s320/01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233348305526317746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Academia Platônica do século IV AC preservou a luminosa marca de seu fundador, e foi modelada sobre os ensinamentos e metodologia de Pitágoras. Estudantes mais jovens empreendiam os rigorosos estudos de matemática, astronomia e filosofia, estabelecidos por Platão, enquanto que discípulos maduros do mestre se engajavam em discussões exploratórias das proporções dinâmicas entre as idéias arquetípicas e a geometria viva do cosmos. Spêusipo, Xenócrates e Pólemon mantiveram a tradição Pitagórica dentro da escola, elaborando os ensinamentos de Platão e aplicando-os a cada departamento da Natureza. Durante o século III a Antiga Academia declinou, quando sob Crates e Arcesilau, e a Academia Média voltou sua atenção para disputas filosóficas com os Estóicos. Embora discípulo de Platão, Aristóteles, houvesse há muito estabelecido o rival Liceu, em oposição aos elementos Pitagóricos essenciais nas doutrinas Platônicas, foi a Média, ou Nova, Academia que os abandonou por uma forma de ceticismo filosófico grego. A argumentação deixou de ser um subsídio para viver a vida filosófica e se tornou um fim em si mesmo, e os ensinamentos de Platão foram virtualmente abandonados por aqueles que viam a si mesmos como seus herdeiros. Por volta do século I AC, Atenas ainda permanecia como um centro intelectual, mas seu papel social e político havia sido eclipsado por outras cidades, e seus filósofos eram inábeis tanto para gerar originalidade no pensamento quanto para chegar além dos limites da Grécia. A tocha da criatividade passou para Alexandria, onde surgiu uma outra Academia para ofuscar e sobreviver à sua progenitora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandria era o ponto focal do mundo Mediterrâneo, atraindo para suas fervilhantes ruas romanos, gregos, judeus, egípcios, núbios, persas, indianos e uma hoste de outros. Uma intensa inter-fertilização religiosa e intelectual produziu incontáveis facções litigantes e cultos abortivos, mas forneceu também a arena em que emergiram uma profunda visão espiritual e filosófica. Mesmo conquanto parcialmente destruída por tropas de Júlio César no tempo de Cleópatra, a mundialmente afamada Biblioteca continuava a encorajar a investigação erudita nos sistemas filosóficos. As idéias religiosas orientais estimularam uma volta ao pensamento original de Pitágoras e Platão. De acordo com Cícero, Públio Nigídio Fígulo clamou por uma renovação do ensino Pitagórico já no início do século I DC. Na época de César Augusto, Juba II, Rei da Líbia, mostrou tamanho interesse em Pitágoras que tratados espúrios foram produzidos para seu consumo, enquanto que Apolônio de Tiana esposou tanto o ensinamento e prática Pitagóricos em sua vida que foi amplamente reconhecido por seu entendimento intuitivo de seu mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse em Pitágoras naturalmente conduziu a um renovado interesse nos ensinamentos de Platão. Eudoro de Alexandria escreveu comentários sobre o Timeu em torno de 25 DC, E Trasilo, um mago na tradição Caldéia e astrólogo do imperador Tibério, arranjou os diálogos Platônicos em uma ordem imaginada para auxiliar a apresentação do pensamento Platônico para o leitor. Theon de Esmirna elaborou as doutrinas matemáticas de Platão em um tratado que até hoje sobrevive. Cláudio Galeno - o celebrado Galeno da medicina - seguiu a filosofia Platônica ao menor detalhe, e Celso, que disputou a verdade e as fontes da ortodoxia Cristã com Orígenes, era um declarado Platônico. Numênio de Apaméia reuniu os ensinamentos de Pitágoras e Platão e sustentava que sua sabedoria havia originalmente vindo do Oriente. A receptividade Alexandrina às idéias preservadas no Oriente, o interesse filosófico nos puros ensinamentos da tradição Pitagórico-Platônica e o reconhecimento de que as verdades devem ser vivenciadas para ser plenamente entendidas, estabeleceu o campo onde os ensinamentos da Religião-Sabedoria poderiam germinar e crescer novamente. O que era preciso era um instrutor que pudesse emoldurar idéias universais em uma linguagem comum compreensível e que pudesse treinar discípulos de visão e devoção suficientes para evocar aquelas idéias de cada tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SKCVS_yybdI/AAAAAAAAANo/XrI25aRBXyE/s1600-h/ammonius.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 121px; height: 123px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SKCVS_yybdI/AAAAAAAAANo/XrI25aRBXyE/s320/ammonius.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233346920599154130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Amônio Sacas nasceu em torno de 175 DC de pais Cristãos que tentaram educá-lo na fé. Desde a tenra meninice, contudo, ele foi repelido pelo extremo dogmatismo que caracterizava o vociferante movimento Cristão de Alexandria. Desgostoso com as tendências mediúnicas e supersticiosas permitidas por numerosos devotos Cristãos, ele mergulhou na análise filosófica da antiga religião helenística. Ao contrário de muitos intelectuais da época, Amônio voluntariamente trabalhava para sustentar-se, e enquanto a tradição vulgar sustenta que o sobrenome "Sacas" seja derivado de sua ocupação como estivador, seu nome  poderia igualmente ser tomado no sentido de "escudo de Amon". Sua busca de um entendimento da natureza das coisas foi nutrido pela convicção de que o indivíduo deveria praticar as verdades que aprendesse em todos os contextos caso objetivasse compreendê-las completamente. A devoção aos seus estudos levou-o a uma profunda apreciação do ensinamento de Platão, e ele encontrou ali um espírito de questionamento que ajustou-se ao seu interesse em descobrir uma filosofia universal. Sua meditação persistente sobre estes ensinamentos abriu caminho para que recebesse insights iluminados através de sonhos e visões. Com propriedade, Hiérocles chamou-o de Theodidaktos, "ensinado por Deus", pois ele fundia uma mente vigorosa com uma intuição desperta. Esta combinação emprestou tamanha claridade e força à sua compreensão de Platão e apreciação de Pitágoras que ele foi reconhecido amplamente como o fundador do Neoplatonismo. Este movimento enfim insuflaria uma vida nova nas Academias Alexandrina e Ateniense e encorajaria os estudantes a viver a vida filosófica ao invés de apenas discutí-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo período de retiro para estudo e meditação, Amônio estabeleceu uma escola de filosofia em Alexandria em 193 DC. Ele ensinava oralmente, e invariavelmente recusava confiar seu pensamento à forma escrita. Porfírio escreveu que "Erênio, Orígenes e Plotino fizeram uma promessa mútua de não divulgar a doutrina de Amônio: mas tendo Erênio quebrado o acordo, Orígenes e Plotino já não se sentiram obrigados por ele". De qualquer modo, Amônio mantinha um círculo interno, ao qual os três pertenciam. Enquanto que a revelação de Erênio foi perdida para a história, Orígenes e Plotino transmitiram muito do que Amônio lhes ensinou, mas velado pela linguagem de seus próprios pensamentos. Ambos honravam os Mistérios. Clemente de Alexandria, que louvou extensamente a Amônio, estava bem a par de que havia uma escola esotérica no Cristianismo primitivo, pois era um de seus membros, e é provável que Orígenes soubesse o mesmo. Plotino, de acordo com o testemunho de Porfírio, conheceu o significado dos Mistérios diretamente através de suas próprias iluminações extáticas. Os detalhes dos ensinamentos de Amônio podem ser desconhecidos, mas o fato de que tenha tido discípulos tão leais de diferentes escolas de pensamento demonstra que sua doutrina era tão universal que podia acomodar uma larga variedade de formulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu ensinamento iniciava-se com a proposição de que a Deidade é um princípio absoluto, completamente transcendente, indescritível e incompreensível. Nemésio de Emesa escreveu que desta pressuposição inicial Amônio concluíra que a alma humana é uma radiação imortal da alma universal, ou Éter, idêntica a ela em essência, e portanto imperecível. Se a alma é imortal e de origem divina, então é possível a teurgia - a obra divina, a arte da total autotransformação e transvalorização de toda experiência. Amônio insistia que havia uma base universal para a ética no coração de todo sistema metafísico, e que o valor do pensamento mais altamente abstrato reside em sua habilidade de transformar a natureza humana através da luz sagrada que ele revela. Ele sustentava que cada homem deveria derivar sua ética do cerne da tradição de seu próprio povo e elevar sua mente através da meditação. A sabedoria universal dos antigos era a única mãe de todas as verdades, e deixando de lado as querelas sectaristas os povos poderiam viver uma vida cheia de reverência mútua, compromisso com a humanidade e compaixão para com todas as criaturas. A prática da contemplação, como indicava Plotino, deveria passar através dos estágios da opinião, limitada pelos sentidos e pela percepção; da ciência, baseada na dialética; e enfim atingindo a iluminação intuitiva. Amônio ensinava que a memória, também caracterizada por Olimpiodoro como fantasia, era a inimiga do êxtase divino da alma, e o primeiro obstáculo para a clarividência espiritual. Mas, dizia Amônio, para a alma pura não seria estranho que outras almas semelhantes revelassem a ela visões e concepções nobres através de seu toque. Seus ensinamentos mais preciosos eram secretos na melhor tradição de Pitágoras, e seus discípulos não os revelaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Apolônio antes dele, Amônio ensinava que a sabedoria mais profunda devia ser encontrada nas tradicionalmente honoráveis filosofias do Oriente. Ele remontava as origens de sua escola à mesma origem das de Platão e Pitágoras - os Livros de Toth-Hermes. As doutrinas deste Thot ou seu "colégio", dizia, se originaram com os primeiros sábios Brâmanes da Índia. A tolerância universal de Amônio é característica do catenoteísmo da verdadeira tradição Hermética que jamais adorou "um deus" individual, mas sempre "os Deuses Unos" de todas as teogonias. Ele ensinou seus discípulos a não venerar as imagens exotéricas e supersticiosas dos diversos deuses, mas procurar por hypnóia, ou "significado oculto" destes deuses. Seus discípulos vieram a ser chamados de Analogistas por causa de seu ensinamento de que todas as lendas, mitos e mistérios sacros deviam ser entendidos à luz do princípio da analogia e correspondência, onde todos os eventos externos manifestados representam processos interiores e operações da alma. Este ecletismo, que foi delineado por Diógenes Laércio até o Pot-Amon ptolemaico, era, para Amônio, central para a pesquisa da Universal Sabedoria Divina - a Theosophia - dos antigos. Aplicando estes princípios, Amônio procurou demonstrar, por exemplo, que as filosofias de Platão e Aristóteles poderiam ser harmonizadas se corretamente entendidas, e que se o Evangelho segundo São João fosse tomado em seu fundamento filosófico, a doutrina Cristã poderia ser vista como uma expressão autêntica da sabedoria perene. Jesus, ele ensinava, foi um homem excelente e "amigo de Deus", que buscou reinstituir e restaurar a pristina sabedoria dos antigos à sua integridade original, purgando a religião popular de seu acúmulo de conceitos, mentiras e superstições, e expondo os princípios filosóficos necessários à uma vida de pura devoção. Amônio sustentava que o sectarismo surge pelo amálgama da superstição com a fraqueza humana. Quem não pratica a vida filosófica invariavelmente corromperá tanto a filosofia como a religião, personalizando e materializando-as. A escola de Amônio existia longe dos círculos da moda de sua época. Os estudantes se lhe eram atraídos um a um, muitas vezes depois de considerarem estéreis os ensinamentos convencionais dos outros, e cada um estudaria com ele e depois iria pelo mundo para praticar o que havia aprendido, de acordo com seu melhor entendimento. A escola de Amônio era dividida em três graus - neófitos, iniciados e mestres - e todos eram ligados por votos e juramentos de preservar o segredo dos ensinamentos de seus respectivos graus. As regras da escola eram derivadas dos Mistérios de Orfeu, que, segundo Heródoto, foram trazidos da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os discípulos mais importantes de Amônio estava Orígenes Adamâncio, o Cristão, que mais tarde se tornou o diretor da escola catequética em Alexandria, onde se distinguiu como o mais habilidoso porta-voz da nova fé no mundo Mediterrâneo. Seus extensos comentários alegóricos e espirituais sobre as escrituras do Velho e Novo Testamentosderam origem à tríplice interpretação da escritura - literal, simbólica e espiritual - que influenciou poderosamente os pensadores da Renascença, incluindo Pico della Mirandola. Orígenes também ensinava uma doutrina de reencarnação e de perfectibilidade através de meios e esforços auto-desenvolvidos. Orígenes foi solicitado pela Igreja para refutar os escritos de Celso, também um membro da escola de Amônio. Celso havia demonstrado que as formas originais e mais puras da doutrina Cristã haviam de ser encontradas nos ensinamentos de Platão. Ele também havia acusado o Cristianismo popular de aceitar os elementos mais supersticiosos do pensamento pagão e de interpolar passagens mal-entendidas do Livro das Sibilas nas suas doutrinas. Orígenes conseguiu citar Celso copiosamente, mas fez pouco para refutá-lo, de modo que na altura do século V a Igreja não teve recurso senão ordenar a destruição de todos os escritos de Celso. É dito que uma cópia de seu Verdadeira Doutrina ainda sobrevive nos recessos do Monte Athos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos discípulos de Amônio buscaram demonstrar a sabedoria universal que subjaz nas várias tradições, incluindo um segundo Orígenes que estudou com Amônio e se tornou filósofo Neoplatônico e escreveu comentários sobre vários diálogos. Erênio, um outro estudante, destacou-se ao definir a metafísica como aquilo que está por trás da esfera da natureza. Longino, um filólogo mais do que um filósofo, levou as idéias de Amônio para o âmbito político como ministro da Rainha Zenóbia de Palmira. Ele é identificado como o autor do Sobre o Sublime, uma obra substancial e penetrante sobre a estética. Porfírio estudou com Longino antes de se tornar um discípulo de Plotino. O próprio Plotino foi o mais ilustre discípulo de Amônio, estudando com o mestre por onze anos antes de fundar uma escola própria em Roma. Como Amônio, ele era conhecido por uma vida de simplicidade, integridade e pureza, e não confiou seus ensinamentos ao escrito até que foi convencido disto por seus discípulos, tarde na vida. Sua Enéadas, organizadas por Porfírio, é a mais profunda elaboração do pensamento Neoplatônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discípulos de Amônio receberam vários nomes associados às suas atividades, mas talvez o mais significativo foi o de Filaleteus - amigos da verdade - porque estavam abertos à sabedoria onde quer que ela pudesse ser encontrada. Também eram conhecidos como Extáticos, porque buscavam, através da meditação, a união consciente com a fonte inefável que transcende todas as limitações de forma e matéria. Amônio chamava sua filosofia espiritual de Teosofia Eclética, pois ele buscava a Sabedoria Divina em todas as tradições que a preservavam em suas doutrinas veladas e nos seus fragmentos imaculados da verdade. Amônio morreu em torno da metade do século III, mas sua escola perdurou até o início do século V e as depredações de Teófilo e São Cirilo, o assassino de Hipátia. Em Roma, através da escola de Plotino, e em Atenas, através da Academia revitalizada com Neoplatônicos como Proclo, os ensinamentos de Amônio continuaram a fermentar o mundo Mediterrâneo até o início do século VI. Depois, com o zeloso sectarismo de Justiniano, a Academia foi fechada e suas propriedades confiscadas. Os últimos sete homens sábios do Oriente, o grupo de Neoplatônicos remanescentes, partiu para a Pérsia e Índia, e o reinado da sabedoria terminou. Os Filaleteus não mais existiam e os sagrados Livros de Thot-Hermes não tinham intérpretes na Europa Cristã. Amônio havia ensinado os segredos dos Mistérios como e quando apropriado, não registrando nada, mas abrindo tantas portas quantas em que a pessoa pudesse sabiamente adentrar. Ele trabalhou pelo o futuro em meio das limitações de sua época. A marca que deixou na história da aspiração humana é tão profunda e durável quanto invisível. Mesmo quando a estrutura institucional e a prática dos Mistérios estavam rapidamente entrando em decadência, ele as estabeleceu em uma nova fundação que as garantiu para indivíduos que chegariam a elas separadamente, com a vontade e capacidade de seguir as disciplinas mentais e morais necessárias para descerrar a porta do espírito imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://teosofia.levir.com.br/inst-006.php"&gt;Levir&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-6837255580178896459?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/6837255580178896459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=6837255580178896459' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6837255580178896459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6837255580178896459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/08/amnio-sacas.html' title='Amônio Sacas'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SKCWjnDJ4rI/AAAAAAAAANw/4-DCizMV1_k/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-6970492429264211126</id><published>2008-08-08T17:40:00.006-03:00</published><updated>2008-08-08T17:51:10.670-03:00</updated><title type='text'>A Ordem dos Templários</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJywVLbikcI/AAAAAAAAANI/hecDcuwNXZs/s1600-h/templarsign.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJywVLbikcI/AAAAAAAAANI/hecDcuwNXZs/s320/templarsign.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232250744989716930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O fato de que nunca se teve a oportunidade de se ter acesso a documentos originais dos julgamentos contra os templários motivou o surgimento de muitos livros e filmes, com grande repercussão pública, porém, sem nenhum embasamento histórico. Também muitas sociedades secretas como a maçonaria se colocam como herdeiras dos templários, entretanto, a partir de documentos históricos, e, não a partir de fábulas e astúcia é possível entendermos melhor esse episódio da história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A obra, publicada pela Biblioteca Vaticana: “Processus contra templários”, restaura a verdade histórica sobre Os Cavaleiros da Ordem do Templo, conhecidos como templários, cuja existência e ulterior desaparecimento foram motivo de numerosas especulações e lendas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os pergaminhos são relativos ao processo contra os templários, realizados sob o pontificado do Papa Clemente V, cujos originais são conservados no Arquivo Secreto do Vaticano. O principal valor da publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e por que o pontífice Clemente V absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Ordem dos Cavaleiros do Templo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os templários foram fundados por Hugo de Payens, depois da primeira Cruzada em 1119. São Bernardo escreveu a regra dessa ordem monacal e militar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os Templários eram membros de uma ordem religiosa de monges guerreiros. O nome de Cavaleiros do Templo lhes veio porque seu convento principal e primeiro fora estabelecido junto ao local onde existira o Templo de Salomão, &lt;st1:personname productid="em Jerusalém. A" st="on"&gt;em Jerusalém. A&lt;/st1:personname&gt; finalidade da Ordem dos Cavaleiros do Templo era a de defender a Terra Santa dos ataques dos maometanos, mantendo os reinos cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Ordem do Templo e sua regra fora aprovada pela Igreja. Os Templários foram, durante muito tempo, fiéis à sua regra e à sua finalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estes cavaleiros fizeram voto de pobreza e seu símbolo passou a ser o de um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede, do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome da Ordem, "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", ou simplesmente "Cavaleiros Templários".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sob a divisa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam&lt;/span&gt; (Sl 115,1) - (Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seu crescimento vertiginoso ao mesmo tempo que ganhava grande admiração da Europa se deu pelo grande fervor religioso e pela sua incrível força militar. Os Papas guardaram a ordem acolhendo-a sob sua imediata proteção, excluindo qualquer intervenção de qualquer outra jurisdição fosse ela secular ou episcopal. Não foram menos importantes também os benefícios temporais que tal ordem recebeu dos soberanos da Europa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os Templários como "leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monjes piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Levando uma forma de vida austera não tinham medo de morrer para defender os cristãos que iam em peregrinação a Terra Santa. Como exército nunca foram muito numerosos aproximadamente não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da ordem, mesmo assim foram conhecidos como o terror dos maometanos. Quando presos rechaçavam com desdém a liberdade oferecida a preço de apostatarem (negar a Fé cristã).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O grande crescimento da Ordem e a perda de sua missão&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com o passar do tempo a ordem ficou riquíssima e muito poderosa: receberam várias doações de terras na Europa, ganharam enorme poder político, militar e econômico, o que acabou permitindo estabelecer uma rede de grande influência no continente, o que pode ter provocado um relaxamento da moral, sede pelo poder, pelo dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Também começaram a ser admitido na ordem devido à necessidade de contingente, pessoas sem levar em conta os mesmos critérios do seu inicio. Logo, o fervor cristão, a vida austera e a vontade de defender os cristãos da morte deixaram de ser as motivações principais dos cavaleiros templários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A grande riqueza da ordem atrai a atenção do Estado&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Felipe IV pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia. A perseguição aos templários começou em 1307, quando o rei da França, acusou os templários de heresia e imoralidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJywkYhqoOI/AAAAAAAAANQ/5u0uhtTTOJc/s1600-h/philippe_iv_le_bel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 134px; height: 143px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJywkYhqoOI/AAAAAAAAANQ/5u0uhtTTOJc/s200/philippe_iv_le_bel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232251006203109602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No dia 13 de Outubro de 1307 o rei obrigou o comparecimento de todos os templários da França. Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no castelo de Chinon, no qual Felipe IV da França (Felipe o Belo) havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os templários, das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de oportunismo político.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJyw8dbXAOI/AAAAAAAAANY/cER6bvT36WM/s1600-h/templars_burning.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJyw8dbXAOI/AAAAAAAAANY/cER6bvT36WM/s200/templars_burning.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232251419835695330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Da perda de sua missão o que caracterizou não mais uma vida austera como no inicio da ordem se aproveitou o Rei Felipe IV, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição (Concílio de Viena (França) em 1311 e Concílio regional de Narbona (França) em 1243).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A sentença do Papa Clemente V a Ordem dos Templários&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A ata de Chinon declara que os Templários não dissolvidos, mas absolvidos, suscitou a reação da monarquia francesa, tanto que obrigou Clemente V à ambígua discussão sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, com a bula «Vox in Excelso», na qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia, mas só a indignidade e os maus hábitos difundidos entre muitos membros da Ordem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao declarar que o processo não tinha comprovado a acusação de heresia, Clemente V suspendeu a Ordem dos Templários mediante uma sentença não definitiva, sem dissolvê-la, para impedir um cisma com a França, reintegrando os altos dignitários Templários na comunhão da Igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os templários, das acusações de heresia, mostrando assim, que o Pontífice não considerou a ordem como sendo herege (conforme se especulava). E que deu a absolvição ao último grã-mestre dos Templários, Jacques de Molay, e aos cavaleiros da Ordem. O Pontífice ainda permitiu a eles "receber os sacramentos cristãos e serem acompanhados por um capelão" até os últimos momentos de sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Considerações finais&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A destruição da Ordem do Templo propiciou ao Rei francês não apenas os tesouros imensos da Ordem (que estabelecera o início do sistema bancário), mas também a eliminação do exército da Igreja, o que o tornava senhor rei absoluto, na França.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos demais países a riqueza da ordem pertencente à Igreja em sua maioria também ficou com os respectivos Estados. A ordem dos Hospitalarios também herdou uma parte do dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJyxRcz7xkI/AAAAAAAAANg/ewOFNy1APcE/s1600-h/templar_demolay.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJyxRcz7xkI/AAAAAAAAANg/ewOFNy1APcE/s320/templar_demolay.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232251780447585858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jacques de Molay&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grãos-Mestres&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                                                &lt;p class="MsoNormal"&gt;1. Hugo de Payens (Huguens de Payns) (1118-1136)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;2. Hugue, conde de Champagne&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;3. Rossal de Clairvaux&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;4. Geoffro de Bissor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;5. André de Condemare&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;6. Archambaud de Saint-amande&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;7. Philippe de Milly (Philippus de Neapoli/de Nablus) (1169-1171)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;8. Odo de St Amand|Odo (Eudes) de St Amand ou Odon de Saint-Chamand (1171-1179)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;9. Arnaud de Toroge (Arnaldus de Turre Rubea/de Torroja) (1179-1184)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;10. Gérard de Ridefort (1185-1189)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;11. Robert de Sablé (Robertus de Sabloloi) (1191-1193)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;12. Gilbert Horal (Gilbertus Erail/Herail/Arayl/Horal/Roral) (1193-1200)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;13. Phillipe de Plessis / Plaissie`/ Plesse` /Plessiez (1201-1208)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;14. Guillaume de Chartres ou Willemus de Carnoto (1209-1219)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;15. Pedro de Montaigu|Pierre (Pedro) de Montaigu (Petrus de Monteacuto) (1219-1230)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;16. Armand de Périgord (Hermannus Petragoricensis) ou Hermann de Pierre-Grosse (???-1244)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;17. Richard de Bures (1245-1247)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;18. Guillaume de Sonnac (Guillelmus de Sonayo) (1247-1250)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;19. Renaud de Vichiers (Rainaldus de Vicherio) (1250-1256)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;20. Thomas Bérard (1256-1273)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;21. Guillaume de Beaujeu (Guillelmus de Belloico) (1273-1291)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;22. Thibaud Gaudin (Thiband Ggandin) (1291-1292)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;23. Jacques de Molay (1292-1314)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_dos_Templ%C3%A1rios"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-6970492429264211126?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/6970492429264211126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=6970492429264211126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6970492429264211126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6970492429264211126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/08/ordem-dos-templrios.html' title='A Ordem dos Templários'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJywVLbikcI/AAAAAAAAANI/hecDcuwNXZs/s72-c/templarsign.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-988269816443267942</id><published>2008-08-07T10:12:00.006-03:00</published><updated>2008-08-07T10:37:44.446-03:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr4ZInJeiI/AAAAAAAAAMo/yxtBq1UcfAQ/s1600-h/meditate.GIF"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr4ZInJeiI/AAAAAAAAAMo/yxtBq1UcfAQ/s320/meditate.GIF" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231767027836353058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estado de consciência&lt;/span&gt; onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I am That:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte dessa confusão é criada pela mente. Podemos dizer que ela é o instrumento de nossa consciência e contém a somatória de nossos condicionamentos, padrões de pensamento, nossa memória e nosso lado racional. A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua refletida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de ação e, assim, podemos transformá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dicas para a prática&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr5N-QgFtI/AAAAAAAAAMw/AgkIIvR5jvI/s1600-h/medita.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr5N-QgFtI/AAAAAAAAAMw/AgkIIvR5jvI/s200/medita.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231767935590078162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;* Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas eretas. Use roupas que não apertem nem incomodem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranqüilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Exercícios de meditação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saíndo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr5z497bLI/AAAAAAAAAM4/KXhgKTHgf1E/s1600-h/meditate.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 136px; height: 136px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr5z497bLI/AAAAAAAAAM4/KXhgKTHgf1E/s200/meditate.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231768587005029554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;2. Quando estiver em contato com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluíndo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Repita o mantra OM durante todo o tempo da sua meditação. Mantras são sons que trazem uma determinada qualidade de energia para quem os vocaliza. O mantra OM é um dos mais antigos do hinduísmo e sua qualidade é o equilíbrio e a serenidade. Ele nos traz energia e ajuda a clarear a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Olhe atentamente para um símbolo ou um objeto que lhe chame a atenção naturalmente. Pode ser um desenho, uma estatueta, um yantra (diagramas cósmicos do hinduísmo), etc. No Yoga, usamos o simbolo do OM para meditar (veja o desenho ao lado). Olhe para esse símbolo e envolva-se com ele. Observe-o atentamente até que você possa mantê-lo com clareza na sua mente, mesmo de olhos fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Sente-se em silêncio e preste atenção a cada som que surgir ao seu redor. Ouça tudo ao mesmo tempo. Não se detenha em nenhum deles. Nenhum é mais importante do que os outros, nenhum é melhor ou mais agradável. Não julgue, apenas ouça. Evite relacioná-los com os objetos ou seres que os produzem. Permita-se ouvir o som puro e perceber sua qualidade intrínseca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Você pode meditar com as cores também. Pergunte ao seu corpo de qual cor ele necessita para estar em harmonia. Aceite qualquer cor que lhe venha à mente. Imagine um grande jorro de luz dessa cor fluindo sobre você ou mergulhe num oceano tingido com a cor escolhida. Não se preocupe em "ver" a cor, você pode apenas sentí-la com seus sentidos interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Observe seus pensamentos e tente perceber o espaço que existe entre um e outro. Mesmo numa mente completamente confusa, os pensamentos surgem e desaparecem deixando um breve espaço entre si. Descubra esse espaço, nem que seja apenas um segundo. Observe-o e você vai perceber que ele começará a se ampliar. Ao penetrar nesse espaço em branco, você estará além da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O observador passivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem centenas, talvez milhares, de técnicas de meditação. Cada um deve descobrir a que melhor combina consigo e a que produz melhores resultados. Alguns preferem meditar com mantras, muitos gostam de observar a respiração e outros usam imagens ou símbolos. Porém, o que essas técnicas têm em comum é o fato de despertarem o observador passivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chamo de observador passivo aquela parte nossa que se mantém distante da turbulência da nossa vida diária. Ele é como um sábio que olha o vilarejo do alto de uma colina. Ele vê as pessoas correndo de um lado para outro, as crianças brincando, um cachorro procurando comida, alguém morrendo, um bebê nascendo, a geada queimando a colheita e nada disso o afeta. Ele permanece sentado no alto de seu monte, eqüânime, pois sabe que a dor ou a alegria brotam da mesma fonte e nenhuma delas é permanente. O observador passivo sabe que a verdadeira felicidade pertence ao Eu-Superior e que quando estamos conscientes dele, nada mais nos afeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele também é um grande professor. Se você ficar com alguém 24 horas por dia observando como ele come, como se veste, como fala e age, como dorme, no final de uma semana você conhecerá muito dessa pessoa. Assim, se nos observarmos tempo suficiente, aprenderemos muito a nosso respeito. Aprenderemos como é que funcionamos, como agem nossos pensamentos e sentimentos, como eles influenciam nossas escolhas, etc. Quando desenvolvemos o observador passivo, podemos olhar de longe a paisagem de nossa vida e encarar os desafios que ela nos propõe com insenção de ânimos, sem deixar que o emocional nuble nossa percepção. É por isso que é tão fácil aconselhar um amigo com problemas. Como não estamos envolvidos emocionalmente, temos uma visão panorâmica da situação e podemos perceber as falhas e as possibilidades que ele não vê. Quando olhamos as coisas com uma certa distância, entendemos o contexto e os motivos por trás dos fatos. E, com essa compreensão, podemos encontrar saídas criativas, podemos ver portas onde antes parecia existir apenas muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A técnica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se confortavelmente e faça algumas respirações profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece a observar os pensamentos que lhe chegam. Tome consciência deles e deixe que sumam em seguida. Não os evite nem os incentive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande video-clip que não merece muita atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr6RdL8w2I/AAAAAAAAANA/tVbAFD29Ge8/s1600-h/meditate22.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr6RdL8w2I/AAAAAAAAANA/tVbAFD29Ge8/s200/meditate22.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231769094943720290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso haja uma grande confusão de pensamentos fluindo, apenas "olhe" essa confusão. Não tente controlar seus pensamentos, deixe que eles venham da maneira que vierem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espere nada de especial da sua meditação: fogos de artifício explodindo diante de você, deuses e iluminados desfilando, flores de lótus ou luzes maravilhosas. As imagens que surgem podem ser apenas produto da atividade mental, truques da mente para distraí-lo. Portanto, continue apenas observando como outro pensamento qualquer. Não se envolva com a beleza ou beatitude delas. Se elas forem mais que um produto da mente, você saberá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática contínua você será capaz de manter a mente em branco e ouvir a voz de sua intuição que também é um atributo do observador passivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.yogasite.com.br/yogasite/meditaca.htm"&gt;Yogasite&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-988269816443267942?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/988269816443267942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=988269816443267942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/988269816443267942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/988269816443267942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/08/meditao.html' title='Meditação'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJr4ZInJeiI/AAAAAAAAAMo/yxtBq1UcfAQ/s72-c/meditate.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-6374017902196909000</id><published>2008-08-06T11:25:00.009-03:00</published><updated>2008-08-06T11:59:56.229-03:00</updated><title type='text'>Paramahansa Yogananda, um guru imortal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm226oeZSI/AAAAAAAAAL4/s1oanlErFuA/s1600-h/yogananda0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm226oeZSI/AAAAAAAAAL4/s1oanlErFuA/s400/yogananda0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231413496735753506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paramahansa Yogananda&lt;/span&gt;  foi o primeiro grande mestre da Índia a viver no Ocidente por um longo  período (mais de trinta anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi o último de uma sucessão de três grandes mestres indianos (Mahavatar Babaji,  Lahiri Mahasaya  e Swami Sri Yukteswar), tendo a missão  de trazer para o  ocidente a  redentora  mensagem  e técnica de kriya yoga através da Self-Realization Fellowship.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excepcional autodidata, explica com clareza  em seu  livro,  "Autobiografia de Um Iogue", as leis sutis, mas definidas,  pelas  quais os verdadeiros iogues realizam milagres e atingem o autodomínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vida e Obra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramahansa Yogananda  nasceu em 5 de janeiro de 1893, com o nome de Mukunda Lal Gosh, no norte da Índia, na cidade de Gorakhpur, nos contrafortes das montanhas do Himalaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm2-t_cyDI/AAAAAAAAAMA/xoibcnDxaHc/s1600-h/yogananda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm2-t_cyDI/AAAAAAAAAMA/xoibcnDxaHc/s200/yogananda1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231413630781409330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde os primeiros anos, ficou evidente que sua vida estava marcada por uma destinação divina. Segundo os que lhe eram mais íntimos, mesmo em criança, a profundeza da sua percepção e experiência do mundo espiritual estava muito além do comum. Na juventude, ele procurou muitos sábios e santos da Índia, esperando encontrar um mestres iluminado que o guiasse em sua busca espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na Índia no dia 5 de janeiro de 1893, Paramahansa Yogananda dedicou sua vida a ajudar pessoas de todas as raças e credos a realizarem e expressarem com maior plenitude a beleza, nobreza e verdadeira divindade do espírito humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sua formatura pela Universidade de Calcutá em 1915, Sri Yogananda fez os votos formais como monge da venerada Ordem Monástica dos Swamis, da Índia. Dois anos depois, ele iniciou importantíssima obra, fundando uma escola "como viver", que desde então cresceu, transformando-se numa instituição composta de vinte e um estabelecimentos educacionais espalhados pela Índia, onde as tradicionais matérias acadêmicas são oferecidas juntamente com o treinamento em yoga e instruções sobre ideais espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1920, ele foi convidado a representar a Índia no Congresso Internacional dos Liberais Religiosos, realizado em Boston. Sua conferência nesse Congresso e subseqüentes palestras na Costa Leste dos Estados Unidos foram entusiasticamente acolhidas, e em 1924 ele partiu para uma turnê de conferências através do continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm3fLOfB-I/AAAAAAAAAMI/RDpuePtwDEE/s1600-h/yoganandablessing.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 180px; height: 171px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm3fLOfB-I/AAAAAAAAAMI/RDpuePtwDEE/s320/yoganandablessing.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231414188384913378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante as três décadas seguintes, Paramahansa Yogananda contribuiu de maneira profunda no sentido de criar no Ocidente uma percepção e apreciação mais agudas da sabedoria espiritual do Oriente. Em Los Angeles ele estabeleceu a Sede Internacional da Self-Realization Fellowship, uma instituição não sectária fundada por ele em 1920.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de suas obras escritas, das palestras e seminários realizados em suas longas viagens, e da criação de centros de meditação e templos da Self-Realization Fellowship, ele apresentou a milhares de buscadores da verdade a antiga ciência e filosofia da yoga, com os seus métodos de meditação universalmente aplicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm3xgvMW9I/AAAAAAAAAMQ/NWQsVMaZtWM/s1600-h/autobiog_yogananda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm3xgvMW9I/AAAAAAAAAMQ/NWQsVMaZtWM/s200/autobiog_yogananda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231414503396891602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Num artigo sobre a vida e obra de Sri Yogananda, o Dr.Quincy Howe Jr, professor de Línguas Antigas no Scripps College escreveu: "Paramahansa Yogananda trouxe ao Ocidente não apenas a perene promessa da realização de Deus, mas também um método prático por meio do qual os buscadores espirituais de todos os níveis sociais podem progredir rapidamente em direção àquela meta. Originalmente apreciada no Ocidente apenas em níveis elevados e abstratos, a herança espiritual da Índia é agora acessível como prática e experiência a todos que aspiram conhecer a Deus, não no além, mas aqui e agora... Yogananda colocou os métodos supremos de contemplação ao alcance de todas as pessoas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Incorruptibilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramahansa Yogananda  entrou em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mahásamádhi&lt;/span&gt; (a derradeira vez que um iogue abandona conscientemente seu corpo) em Los Angeles, na Califórnia, em 7 de março de 1952, após concluir seu discurso num banquete em homenagem a Sua Excelência Binay R. Sen, embaixador da índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande instrutor mundial demonstrou o valor da ioga (técnicas científicas para chegar à percepção de Deus como realidade) não apenas em vida, mas também na morte. Semanas após haver partido, sua face inalterada brilhava com o divino esplendor da incorruptibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. Harry T. Rewe, diretor do Cemitério de Forest Lawn, de Los Angeles (onde o corpo do grande mestre jaz temporariamente) enviou a SeIf‑Realization Fellowship uma carta com firma reconhecida, abaixo transcrita na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm3-l-dyQI/AAAAAAAAAMY/O2Y5bivm8mQ/s1600-h/yogananda_in_memorian.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm3-l-dyQI/AAAAAAAAAMY/O2Y5bivm8mQ/s320/yogananda_in_memorian.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231414728141424898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;"A ausência de quaisquer sinais visíveis de decomposição no cadáver de Paramhansa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Yogananda constitui o mais extra-ordinário caso de nossa experiência.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se as proteínas musculares e o fluxo sangüíneo não estivessem comparativamente livre de bactérias, a deterioração do corpo deveria ter-se iniciado a partir de seis horas após o óbito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nenhuma desintegração física era visível no corpo, mesmo vinte dias após a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O corpo estava sendo observado diariamente no Necrotério do Forest Lawn Memorial-Park, desde 11 de março de 1952, o dia dos últimos ritos públicos, até 27 de março de 1952, quando o urna de bronze foi lacrada com fogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Durante este tempo, nenhum indício de bolor revelava-se em sua pele e nenhum dessecamento (secagem) ocorreu nos tecidos orgânicos. Tal estado de preservação perfeita de um corpo, até onde vão nossos conhecimentos dos anais mortuários, é algo sem paralelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Funcionários do Forest Lawn viram o cadáver de Paramahansa Yogananda uma hora após sua morte no dia 7 de março de 1952. Ele foi então levado a Mount Washington, &lt;st1:personname productid="em Los Angeles" st="on"&gt;em  Los Angeles&lt;/st1:PersonName&gt;, onde muitos amigos se reuniram para contemplar seu corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Para a proteção da saúde pública, é aconselhável embalsamar um cadáver que será exposto durante vários dias à visitação. O embalsamamento do corpo de Paramhansa Yogananda foi feito vinte e quatro horas após seu falecimento. Na temperatura normal, a ação das enzimas dos intestinos causa a distensão dos tecidos na região abdominal, aproximadamente seis horas após a morte. Tal distensão não aconteceu em qualquer momento no caso de Paramhansa Yogananda. Quando nosso Necrotério recebeu o corpo para embalsamamento, este não apresentou nenhum sinal de deterioração física e nenhum odor de putrefação - duas ausências incomuns, quando se trata de uma morte que aconteceu vinte e quatro horas antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O corpo de Paramhansa Yogananda foi embalsamado na noite de 8 de março, com a quantidade de fluidos que é normalmente utilizada em qualquer corpo de tamanho semelhante. Nenhum tratamento incomum foi ministrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No caso de pessoas que são embalsamadas e exibidas para os amigos por um período de duas ou três semanas, é necessário, para uma boa apresentação, o embalsamador aplicar, na face e nas mãos do cadáver, uma emulsão cremosa para os poros, a qual temporariamente previne o aparecimento externo de fungos. No caso de Paramhansa Yogananda, nenhuma emulsão foi usada. Eram supérfluas, pois os tecidos de seu corpo não sofreram nenhuma transformação visível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Após o embalsamamento, na noite de 8 de março, o corpo de Paramhansa Yogananda retornou para a sede da Self-Realization Fellowship, &lt;st1:personname productid="em Mount Washington. Ao" st="on"&gt;em Mount Washington. Ao&lt;/st1:PersonName&gt; final dos ritos públicos, na tarde de 11 de março, foi fechada a tampa de vidro da urna de bronze e essa não foi mais removida. Seu corpo nunca mais foi tocado por mãos humanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A urna com o corpo foi levada aproximadamente às 10 horas da noite do dia 11 de março ao nosso Necrotério para observação diária. A razão deste procedimento era a esperança dos dirigentes da Self-Realization Fellowship de que dois discípulos indianos de Paramhansa Yogananda poderiam chegar à Los Angeles algum tempo depois, quando então eles poderiam ser levados ao Necrotério para ver o corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em qualquer urna lacrada, na qual o ar não pode entrar nem sair, a umidade interna de um cadáver embalsamado forma rapidamente fungos brancos sobre a pele. Isso não ocorreria se um creme protetor fosse utilizado, o que não tinha sido feito. Uma das características da proteína muscular é quebrar os aminoácidos em ácidos de ptomaína. Quando os ácidos de ptomaína ficam ativos, deterioram rapidamente os tecidos. O corpo de Paramhansa Yogananda estava aparentemente destituído de qualquer impureza pela qual poderiam se converter proteínas musculares em ácidos de ptomaína. Seus tecidos permaneceram intactos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ao receber o corpo de Paramhansa Yogananda, os funcionários do cemitério esperavam observar, através da tampa de vidro do caixão, os costumeiros e progressivos sinais de decomposição física. Nossa admiração crescia à medida que os dias passavam sem trazer qualquer mudança visível no corpo &lt;st1:personname productid="em observação. O" st="on"&gt;em observação. O&lt;/st1:PersonName&gt; corpo de Paramhansa Yogananda permanecia evidentemente num estado fenomenal de imutabilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No final da manhã de 26 de março, observamos uma leve pequena mudança: o aparecimento na ponta do nariz de uma mancha marrom, de um quarto de polegada de diâmetro. Esta pequena mancha indicava que o processo de dessecamento (secagem) poderia estar finalmente começando. Porém, nenhum fungo visível apareceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Durante todo este tempo, as mãos permaneceram em seu tamanho normal, não revelando nenhum sinal de enrugamento ou encolhimento nas pontas dos dedos - local onde a desidratação é rapidamente observada. Os lábios, que esboçavam um leve sorriso, continuavam firmes. Nenhum odor de decomposição emanou de seu corpo em qualquer momento. Embora a urna estivesse fechada com uma pesada tampa de vidro, ela não estava hermeticamente selada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Qualquer odor do corpo, se existisse, teria sido percebido imediatamente pelas pessoas que estivessem por perto. A natureza volátil destes odores faz-se que seja impossível não percebê-los, salvo em raras circunstâncias, que não se fizeram aplicar neste caso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando foi confirmado que os dois discípulos da Índia não viriam mais para a América antes de 1953, os dirigentes da Self-Realization Fellowship concordaram, no dia 27 de março de 1952, em que o sepultamento do ataúde de Paramhansa fosse providenciado. A tampa de vidro interna foi então lacrada com fogo na parte mais baixa da urna; a volumosa cobertura de bronze foi colocada em cima e fixada com um selador e parafusos. O processo de selagem por fogo foi realizado nos dias 27 e 28 de março. O caixão foi removido no dia 28 de março de 1952 para uma cripta no mausoléu de Forest Lawn Memorial-Park, permanecendo lá até que um lugar definitivo para o corpo fosse providenciado pela Self-Realization Fellowship.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A aparência física de Paramhansa Yogananda em 27 de março, pouco antes de colocar-se a tampa de bronze no ataúde, era a mesma de 7 de março. Ele parecia, em 27 de março, tão cheio de frescor e intocado pela corrupção, como na noite de sua morte. Em 27 de março, não havia, em absoluto, motivo para se afirmar que seu corpo sofrera qualquer desintegração física visível. Por estas razões, declaramos novamente que o caso de Paramhansa Yogananda é único em nossa experiência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em 11 de maio de 1952, durante uma conversa por telefone entre um funcionário do Forest Lawn e um dirigente da Self-Realization Fellowship, foi trazida pela primeira vez toda esta história surpreendente. Previamente, o dirigente da Self-Realization Fellowship não sabia dos detalhes, pois ele não tinha estado em contato com o Diretor Mortuário, apenas com o Departamento Administrativo de Forest Lawn. No interesse da verdade, estamos felizes em apresentar este relato escrito para publicação na [revista] Self-Realization Magazine."&lt;/p&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm6EFc-YXI/AAAAAAAAAMg/5eDVEma74P0/s1600-h/yogananda2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm6EFc-YXI/AAAAAAAAAMg/5eDVEma74P0/s200/yogananda2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231417021513490802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Poemas de Yogananda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Samadhi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Levantados os véus de luz e sombra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Evaporada toda a bruma de tristeza,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Singrado para longe todo o amanhecer de alegria transitória,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desvanecida a turva miragem dos sentidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor, ódio, saúde, doença, vida, morte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Extinguiram-se estas sombras falsas na tela da dualidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tempestade de maya serenou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a varinha mágica da intuição profunda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Presente, passado, futuro, já não existem para mim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somente o Eu sempiterno, onifluente, Eu, em toda parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Planetas, estrelas, poeira de constelações, terra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Erupções vulcânicas de cataclismos do juízo final,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A fornalha modeladora da criação,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Geleiras de silenciosos raios X, dilúvios de elétrons ardentes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pensamentos de todos os homens, pretéritos, presentes, Futuros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toda folhinha de grama, eu mesmo, a humanidade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cada partícula da poeira universal,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Raiva, ambição, bem, mal, salvação, luxúria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo assimilei, tudo transmutei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No vasto oceano de sangue de meu próprio Ser indiviso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Júbilo em brasa, freqüentemente abanado pela meditação,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cegando meus olhos marejados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Explodiu em labaredas imortais de bem-aventurança,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Consumiu minhas lágrimas, meus limites, meu todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu és Eu, Eu sou Tu,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Conhecer, o Conhecedor, o Conhecido, unificados!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palpitação tranqüila, ininterrupta, paz sempre nova,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eternamente viva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deleite transcendente a todas as expectativas da imaginação,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beatitude do samadhi!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem estado inconsciente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem clorofórmio mental sem regresso voluntário,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samadhi amplia meu reino consciente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para além dos limites de minha moldura mortal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até a mais longínqua fronteira da eternidade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde Eu, o Mar Cósmico,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Observo o pequeno ego flutuando em Mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ouvem-se, dos átomos, murmúrios móveis;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A terra escura, montanhas, vales são líquidos em fusão!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mares fluidos convertem-se em vapores de nebulosas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Om sopra sobre os vapores, descortinando prodígios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais além,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oceanos desdobram-se revelados, elétrons cintilantes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até que ao último som do tambor cósmico,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Transfundem-se as luzes mais densas em raios eternos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De bem-aventurança que em tudo se infiltra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da alegria eu vim, para a alegria eu vivo, na sagrada alegria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dissolvo-me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oceano da mente; bebo todas as ondas da criação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os quatro véus do sólido, líquido, gasoso, e luminoso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Levantados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, em tudo, penetro no Grande Eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Extintas para sempre as vacilantes, tremeluzentes sombras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das lembranças mortais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imaculado é meu céu mental – abaixo, à frente e bem acima;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eternidade e Eu, um só raio unido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pequenina bolha de riso, eu,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Converti-me no próprio Mar da Alegria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Copyright© Self Realization Fellowship. All Rights Reserved.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paramahansa Yogananda - (Portuguese)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Minha Chegada à Antiga-Nova Terra da América&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memórias adormecidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De amigos outra vez a encontrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;saudaram-me - a mim, viajante de além mar -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois sentiam que eu viria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;À terra dos Peregrinos para a ela prestar culto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A praia adormecida é só um vulto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desfeita a luz do dia, seus contornos distantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desmaiam sob estrelas cintilantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A brisa sopra forte sob o céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Idéias inesperadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me invadem de esperança em tropel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Suaves, doces, ricamente trabalhadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O corvo triste da melancolia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pousou na minha mente. A alma ele queria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A fim de minhas forças vencer pelo receio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então eu vislumbrei multidões e, no seu meio,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alegre contemplei diáfanos amigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que agora vinham para estra comigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em jubiloso clamor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim foi dissipado todo o meu temor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Copyright© Self Realization Fellowship. All Rights Reserved.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paramahansa Yogananda - (Portuguese)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quando eu for Somente um Sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Venho para falar Dele a todos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De como guardá-lo no peito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E da disciplina que atrai Sua graça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ti, que me pediste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guiar-te à presença do meu Bem-amado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com minha silenciosa mente te advertirei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou falarei contigo, através de um doce e expressivo olhar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sussurrarei baixinho com a voz do meu amor,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou te alertarei em voz alta quando te afastares Dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas quando eu me tornar apenas uma lembrança,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou imagem mental, ou voz silenciosa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando nenhum apelo terrestre revelar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu paradeiro no espaço insondável,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando nenhuma leve súplica ou ordem severa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trouxer de mim uma resposta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sorrirei na tua mente quando estiveres certo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E quando errares, chorarei através de meus olhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fitando-te veladamente na escuridão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E chorarei através de teus olhos talvez;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E murmurarei através de tua consciência,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E raciocinarei contigo usando da tua razão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E amarei todos através do teu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando não mais puderes me falar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lê meus "Sussurros da Eternidade";&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por meio deles, falarei contigo eternamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Incógnito, andarei a teu lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Protegendo-te com braços invisíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E assim que conheceres o meu Bem-amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ouvires a Sua voz no silêncio,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Reconhecer-me-ás novamente, mais tangível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do que me conheceste na Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas quando eu for somente um sonho para ti,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Voltarei para te lembrar que também não passas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De um sonho do meu Bem-amado Celestial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E quando souberes que és um sonho, como agora eu sei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estaremos despertos Nele para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Copyright© 1995 Self Realization Fellowship. All Rights Reserved.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paramahansa Yogananda - "When I Am Only a Dream" (Portuguese)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das profundezas do sono,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao subir a escada em espiral do despertar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murmuro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;És o alimento, e ao romper o jejum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;da separação noturna entre nós,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sinto o teu sabor e digo mentalmente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não importa onde eu vá, o farol de minha mente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sempre se volta sobre Ti,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E no fragor da batalha da atividade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;meu silencioso grito de guerra é sempre:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se ruidosas tornentas de provas gritam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a inquietação uiva junto a mim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abafo seus ruídos cantando em voz alta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando a mente tece sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com os fios da memória,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nesse tecido mágico faço estampar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todas as noites, quando o sono é mais profundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minha paz em sonhos chama: Alegria! Alegria! Alegria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a alegria vem cantando sempre:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Despertando, comendo, trabalhando, sonhando, dormindo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Servindo, meditando, cantando, amando divinamente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minha alma sussurra o tempo todo, sem que ninguém ouça:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus! Deus! Deus!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Copyright© Self Realization Fellowship. All Rights Reserved.&lt;br /&gt;Paramahansa Yogananda - "God! God! God!" &lt;/span&gt;(Portuguese)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.yogananda.com.br/"&gt;Yogananda.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-6374017902196909000?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/6374017902196909000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=6374017902196909000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6374017902196909000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/6374017902196909000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/08/paramahansa-yogananda-um-guru-imortal.html' title='Paramahansa Yogananda, um guru imortal'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJm226oeZSI/AAAAAAAAAL4/s1oanlErFuA/s72-c/yogananda0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-5882911583821778154</id><published>2008-08-05T09:49:00.004-03:00</published><updated>2008-08-05T09:55:16.472-03:00</updated><title type='text'>Os Ritos Maçônicos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJhNNir34mI/AAAAAAAAALo/JZUzlc4Hx80/s1600-h/masonic_bu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJhNNir34mI/AAAAAAAAALo/JZUzlc4Hx80/s320/masonic_bu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231015862235292258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Maçonaria é uma instituição fraternal iniciática, composta por homens que congregam ideais construtivistas como a Fraternidade, a Igualdade e a Liberdade. Na maçonaria exerce-se a caridade que é um dos seus princípios. Seus ensinamentos são tradicionalmente transmitidos por meio de suas simbologias, alegorias e analogias. Sobre a sua origem temos uma grande discussão: alguns acreditam que a maçonaria descende das Sociedades Iniciáticas do Antigo Egito, outros dos Antigos Construtores Medievais, e tem alguns que reivindicam a origem aos Cavaleiros Templários. A Maçonaria denominada simbólica, possui 3 graus de extrema importância que formam a base de seus ensinamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensinamentos maçônicos são muito profundos, mas cabe ao verdadeiro maçom decifrá-los, os que conseguem descobrem "grandes verdades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se denomina de rito maçônico um conjunto sistemático de cerimônias e ensinamentos maçônicos. Esses variam de acordo com o período histórico, conotação, objetivo e temática dada pelo seu criador; os ritos hoje mais difundidos no mundo são: O rito de York, O rito Escocês Antigo e Aceito, O rito Francês ou Moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Ritos e suas características&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adonhiramita:&lt;/span&gt; Criado pelo Barão de Tschoudy, ilustre escritor, em Paris, França, no ano de 1766. De caráter místico e cerimonial, atualmente só está em funcionamento no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brasileiro:&lt;/span&gt; Rito que se originou em 1878 em Recife, com o primeiro movimento maçônico brasileiro, ficou adormecido até que em 1976 por iniciativa de Lauro Sodré, Grão Mestre, deu o caráter de regular, legítimo e legal para o rito. Este sofreu ainda atualizações, para a sua forma atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escocês Antigo e Aceito:&lt;/span&gt; Derivou-se do Rito de Heredon. Em 1º de Maio de 1786 foram fixadas as regras e seus fundamentos, composto até hoje de 33 graus. Atualmente é o rito mais difundido nos USA e nos países latinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escocês Retificado:&lt;/span&gt; Este Rito maçônico é inspirado na história e nas tradições dos Cavaleiros Templários. Ele surgiu em 1778 em Lyon em França e deve sua origem a um Rito da Alemanha chamado Estrita Observância Templária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrita Observância:&lt;/span&gt; Criado em 1764 pelo Barão Hund, com fundamento nas antigas "Ordens de Cavalaria". Era composto originalmente de 12 graus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Francês ou Moderno:&lt;/span&gt; A história deste rito se inicia em 1774, com a nomeação de uma comissão para se reduzir os graus, deixando apenas os simbólicos. No princípio houve uma forte oposição, então a comissão decidiu deixar 4 dos principais graus filosóficos. Com o decorrer do tempo, lojas adotaram o rito e hoje em dia é muito praticado na França e nos países, que estiveram sob sua influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heredom ou Perfeição: &lt;/span&gt;Iniciado em Paris, no ano de 1758. Foi o antepassado do Rito Escocês Antigo e Aceito e não passa de uma sua variante. Na década de 1840 confundia-se com o Rito Escocês, coexistindo, em diplomas, as duas terminologias. Tem 25 graus, com os mesmos títulos e características dos primeiros 25 graus do Rito Escocês, com a exceção dos 20, 21, 23 e 24, onde se registravam variações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;York (ou Real Arco):&lt;/span&gt; Acredita-se ter sido criado por volta de 1743. Foi levado à Inglaterra por volta de 1777. Inicialmente foi composto de 4 graus, hoje possui 13 e atualmente é o rito mais difundido no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mizraim ou Egípcio: &lt;/span&gt;Acredita-se ter surgido na Itália em 1813, e em seguida foi levada à França por Marc, Michel e Joseph Bédarride. Mizr significa Edito em hebraico, e seus divulgadores afirmam ser derivado dos Antigos Mistérios Egípcios; possuem 90 graus, dividido em quatro classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mênphis ou Oriental:&lt;/span&gt; Foi introduzido em Marselha(França) pelos Maçons Marconis deNégre e Mouret, no ano de 1838; esse rito dirige seus ensinamentos como o de Mizraim para a tradição Egípcia, compõe-se de 92 graus, dividido em 3 séries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mênphis-Mizraim:&lt;/span&gt; Rito criado com a reunião dos ritos de Mênphis e Mizraim em 1899 no Grande Oriente da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mizraim-Mênphis: &lt;/span&gt;Rito criado com a reunião dos dois ritos, com conotação mais voltada ao Mizraim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adoção:&lt;/span&gt; Criado pelo grande Cagliostro na França em 1730, e reconhecido pelo Grande Oriente da França em 1774; trata-se de um rito de temática egípcia, voltado para mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Schröeder: &lt;/span&gt;Criado por Frederick Louis Schoröeder, em 1766 na Alemanha, com a idéia de a Maçonaria conter apenas a sua características fundamentais iniciais, sem nenhum acréscimo. Estudou muito as origens maçônicas para compor este rito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Swenderborg: &lt;/span&gt;Criado em 1721 pelo Sueco Emmanue lSwenderborg, grande iluminista, teósofo, filósofo, psicólogo, e físico, e estudioso dos mistérios maçônicos desenvolveu este rito com oito graus, e deu origem posteriormente aos ritos denominados de Iluministas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.hermanubis.com.br/"&gt;www.hermanubis.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-5882911583821778154?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/5882911583821778154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=5882911583821778154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5882911583821778154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5882911583821778154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/08/os-ritos-manicos.html' title='Os Ritos Maçônicos'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJhNNir34mI/AAAAAAAAALo/JZUzlc4Hx80/s72-c/masonic_bu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-5543127190824801647</id><published>2008-08-01T18:29:00.007-03:00</published><updated>2008-08-01T18:54:42.787-03:00</updated><title type='text'>O Arquétipo do Graal</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por Rosane Volpatto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOBfq9xEnI/AAAAAAAAAK4/duwAwNF0zNc/s1600-h/graal1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 182px; height: 273px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOBfq9xEnI/AAAAAAAAAK4/duwAwNF0zNc/s320/graal1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229665973416563314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De todos os mitos celtas, o Mito do Graal é o mais fecundo em quanto suas proporções, suas variantes e suas interpretações. Em sua origem,o Graal e a lenda que o rodeia procede de um tema celta de "vingança por sangue". Não obstante, pretender que a Busca do Graal é só uma narração de vingança, há autores que atribuem essa "busca" há uma espécie de iniciação à realeza e à soberania. Já outros, a vêem na regeneração do País do Graal por um Cavaleiro eleito, como uma espécie de ritual de fecundidade. Enquanto que Jessie Weston, em uma série de obras discutíveis, mas apaixonantes, emitiu a hipótese de que os elementos do Cortejo do Graal tinham todos um valor simbólico e ritual, e que, a lança que sangra representa o princípio masculino, o Graal, ou seja, a taça, representa o princípio feminino. Seria pois, a união dos princípios que devolveria ao País do Graal, devastado e estéril, sua riqueza e fertilidade de antigamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simbolismo sexual do Graal é indiscutível: é uma taça e, como tal, é a imagem do seio que despensa alimento. Por analogia, é um continente, e seu conteúdo, na versão cristianizada, é o sangue de Jesus. Por isso, é fácil deduzir que o Graal, mais do que a imagem do seio, representa o útero da Deusa Mãe, que dá vida a todas as criaturas do Mundo, a condição de ser fecundada. Sabemos que o País do Graal é estéril, está devastado e que esperam o cavaleiro eleito que deve devolver a fertilidade perdida. Como o Rei Pescador tem um ferimento que afetou suas partes viris, portanto, a taça do Graal como "útero materno", só poderá ser fecundado por um homem eleito. Por analogia, Jesus seria esse eleito, mas qual foi o útero que Ele fecundou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, "O Código da Vinci" de autoria de Dan Brown, não é um "insulto à inteligência", como muitas pessoas já se referiram à obra, mas sim, mais uma das muitas interpretações cabíveis no que se refere a "taça do Graal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Graal é pois, incontentavelmente um símbolo "Feminino" e a "Busca" que o cavaleiro empreende para encontrar o Graal, é uma busca de feminilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo de várias versões de sua lenda, nos permitirá constituir um dossiê a favor dessa opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cortejo do Graal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No romance Perceval ou "Le Conte du Graal", Chrétien de Troyes, descreve que o jovem guerreiro encontra um velho aleijado (foi ferido na coxa e tornou-se impotente), pescando à beira de um rio. Mandado a um castelo cercado de terras estéreis a fim de passar a noite, Parsifal descobre que seu anfitrião é o pescador. Então uma estranha procissão acontece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As tochas iluminavam a sala com tal claridade que não se podia encontrar um alojamento alumbrado com mais brilho. Enquanto conversam à vontade, aparece um criado que sai de uma sala próxima, carregando uma lança de brancura deslumbrante...Uma gota de sangue pendia da ponta da lança e escorria até a mão do criado que a levava...Então, aparecem outros dois criados, homens muito belos, carregando cada um em sua mão um lustro de ouro niquelado, em cada lustro brilhavam a ao menos dez círios. Depois apareceu um graal entre as mãos de uma bela e gentil donzela, que seguia os criados. Quando entrou com o Graal, se expandiu pela sala uma claridade tão grande que os círios empalideceram como as estrelas ou a lua quando sai o sol. Atrás dessa donzela vinha outra, levando um ábaco de prata. O Graal que ia adiante era do ouro mais puro; tinha pedras preciosas encrustadas, as ricas e mais variadas que existam na terra ou no mar; nenhuma gema podia comparar-se com o Graal." (Tradução francesa de Lucien Foulet, pp. 75-75).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cortejo faz referência a três elementos: o Graal, a lança e o ábaco. O Graal era transportado por uma mulher, assim como o ábaco, e esse último é de prata, o Graal é de ouro, ou ao menos tem o aspecto de ouro e brilha como o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lança que goteja sangue é um dos objetos mais maravilhoso da "busca celta", apesar da interpretação cristã tardia, pois trata-se da lança que teve Lug, que não perdia nenhuma batalha se a tivesse em suas mãos. É a "Lança de Assal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é a lança do herói irlandês Celtchar, filho de Utechar, personagem bastante estranho que aparece em certas epopéias secundárias do Ciclo de Ulster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celtchar, foi ferido por Cet, filho de Maga e tornou-se impotente. Na narração de "A Morte de Celtchar, filho de Utechar", a maulher de Celtchar, Brig Bretach, o engana com Blai Briuga. Celtchar então, mata o amante, enquanto ele se encontra na mansão real jogando xadrez com Conchobar e Cuchulain. Afunda a lança através do corpo tão bem que uma gota de sangue foi parar sobre o tabuleiro do xadrez. Essa gota de sangue é importante, pois o lugar onde cai permite saber quem, se Conchobar ou Cuchulain, quem deve assumir a vingança contra Celtchar, pois este havia violado o direito de asilo e hospitalidade da mansão real. Finalmente, Celtchar é condenado a limpar o Ulster de três pragas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira das pragas é Conganches mac Dedad, irmão de Curoi, que assola o país e contra o qual as lanças e as espadas não surgem efeito. Celtchar arruma para casar com Conganches, sua filha, que curiosamente se chama Niam (Céu). Niam pergunta ao marido se há alguma maneira de poder matá-lo. Ele responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Devem cravar pontas de vermelho vivo nas plantas de meus pés e em minha tíbias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com conhecimento desse segredo, o pai de Niam consegue matar Conganches. Celtchar ataca a segunda praga, que é um cão infernal que consegue matar mediante uma artimanha. Finalmente, a terceira praga, também um terrível cão, será fatal para Celtchar. Ele consegue matar o cão, porém ao retirar a lança do animal e brandi-la, uma gota de sangue do cão cai da lança ao chão e mata Celtchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da gota de sangue no extremo da lança aparece aqui com tanta insistência que não é possível ver uma simples coincidência. Existe no "Cortejo do Graal" uma reminiscência dessa misteriosa história de Celtchar, ou qualquer história do mesmo gênero? Com certeza. Não só o tema do cão infernal, uma espécie de Cérbero que se expande pelo país dos vivos para devastá-lo, faz pensar na desolação do país do Graal, assolado e estéril, assim como o personagem de Celtchar, ferido em suas partes sexuais e vítima de sua própria lança, está em relação ao Rei Pescador, ferido no mesmo lugar e que ordena a famosa lança com uma gota de sangue em seu extremo no Cortejo do Graal. Finalmente, existe uma história de vingança sanguinária, como no Graal primitivo. Enquanto o nome da filha de Celtchar, Niam, diz muito sobre as relações que unem Celtchar com o Outro Mundo, como o Rei Pescador, e não é impossível que a filha do rei, a portadora do Graal, que se converterá mais tarde na "Buscadora" cisterciense na mãe de Galaad, o sábio, seja o mesmo personagem mitológico que essa Niam, filha de Celtchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Graal Cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das narrações mais antigas do País de Gales, que representa a tradição britânica antes da separação dos bretões, nos apresenta uma história da Cabeça Cortada que é bem conhecida, é a história de Bran o Bendito, personagem mitológico considerado como um dos numerosos aspectos do Rei Pescador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A expedição a Irlanda organizada por Bran e os bretões, a fim de vingar afronta a sua irmã Branwen e recuperar o caldeirão mágico que ressuscita os mortos, acaba em um desastre. Bran, ferido no pé por uma lança envenenada, pede aos sete sobreviventes bretões que cortem sua cabeça e a levem consigo. Assim o fazem. Os sete sobreviventes em companhia de Branwen, atracam em Hardlech e se instalam aí. Começaram a prover-se de alimentos e bebidas em abundância e se puseram a comer e beber. Três pássaros passaram a cantar um canto que deixava sem valor tudo que tinham ouvido antes. Essa cena durou sete anos e depois partiram até Gwales, em Penvro. Ali se instalaram em uma grande sala com a cabeça de Bran exposta. Pelos muitos sofrimentos que houvessem visto, por muitos que houvessem padecido pessoalmente, não recordavam nada, nem nenhuma outra pena do mundo. Passaram oitenta anos de tal forma que não recordavam um tempo melhor, nem mais agradável em toda sua vida. Não estavam cansados; ninguém deles notava que o outro houvesse envelhecido em todo o tempo desde que chegaram. A companhia da cabeça não resultava mais penosa que quando Bendigeit Vran estava vivo. Depois desses oitenta anos, abrem uma porta, em seguida recuperam a memória, e também o cansaço e o sofrimento, e vão cumprir o último desejo de Bran: enterraram sua cabeça na Colina Branca, em Londres." (Joseph Loth, Mabinogion, I, pp. 142-149)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história tem muitas analogias com o Cortejo do Graal. Para começar, aparece o caldeirão que ressuscita os mortos. Não conseguindo recuperá-lo, Bran entrega sua cabeça a seus companheiros, como uma espécie de substituto do caldeirão. Bran é ferido no pé por uma lança envenenada e como o Rei Pescador, se converte em impotente para governar, pois é um Rei Ferido. Enquanto a vingança, é clara: a expedição se havia organizado para vingar a afronta sofrida por Branwen. Quando os sobreviventes, em companhia de Branwen, expõe a cabeça no local onde se encontram, perdem a noção do tempo, não envelhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça desempenha a mesma função do Graal: procura alimento e bebida e impede de envelhecer. Assim alcançam um paraíso comparável a Terra das Fadas, tantas vezes descritas na literatura irlandesa, onde não existe a morte, o sofrimento, nem a enfermidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça, em resumo, lhes restitui o paraíso que haviam perdido ao nascer, o que demonstra claramente uma função materna, feminina, e dita função se vê reforçada pela presença dos pássaros de Rhianonn, e também com a presença de Branwen, cujo nome significa "Seio Branco", e que muito bem poderia ser a portadora da cabeça e portanto, a portadora do Graal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narração é um dos aspectos do arquétipo primal do Graal. Os autores da Idade Média tinham conhecimento dessa lenda da cabeça cortada de Bran, pois a encontramos em obras que se referem aos cavaleiros do rei Arthur e a Busca do Graal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Graal Pedra Filosofal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parzival (Wolfram d'Eschenbach): "Tudo aquilo com que se alimentam, lhes vêm de uma pedra preciosa, que, em sua essência, é toda pureza. Se não conheceis, os direi seu nome: se chama Lapsit exillis. Mediante a virtude da dita pedra, a fênix se consome e se transforma em cinzas, porém das cinzas renasce a vida: graças a essa pedra a fênix realiza sua muda para reaparecer com todo seu brilho, mais belo do que nunca. Não há homem enfermo que, em presença dessa pedra, não está seguro de escapar da morte durante toda a semana que segue ao dia em que a tenha visto. Quem a vê, cessa de envelhecer. A partir desse dia em que essa pedra lhes aparece, todas as mulheres e todos os homens recuperam a aparência que tinham na época em que estavam em plenitude de forças. Se estiverem em presença da pedra durante duzentos anos, não morreriam: só seus cabelos se tornaram brancos. Essa pedra outorga tal vigor ao homem que seus ossos e sua carne recuperam de pronto sua juventude. Também recebe o nome de Graal...Cada sexta-feira santa (uma paloma) lhe dá a pedra a virtude de proporcionar as melhores bebidas e os melhores manjares...No paraíso não há nada mais delicioso...A pedra, ainda, procura para seus guardiães, caça de todo tipo" (Tradução francesa de Ernest Tonnelat, II, pp. 36-37)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOFhO3YGzI/AAAAAAAAALY/qfFnCgJLtio/s1600-h/grail3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOFhO3YGzI/AAAAAAAAALY/qfFnCgJLtio/s200/grail3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229670398279818034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Wolfram, em sua narração, considera o Graal como sendo uma grande esmeralda e sobre essa esmeralda há um poder que é trazido cada sexta-feira santa por uma paloma, algo que, simbolicamente, significa que a dita pedra possui um poder espiritual, ou de origem espiritual. Uma vez mais, o Graal é um recipiente, aqui na forma de um prato de esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma outra lenda célebre de outra pedra mágica na tradição irlandesa, que se trata da "Pedra de Fal", que é a Pedra da Soberania. A Pedra Fal encontrava-se em Tara e quando um homem deveria ascender à realeza, ela gritava de maneira que todo mundo podia ouvi-la. Essa pedra não só poderia se comparar ao Graal, mas também desempenha um papel na própria busca do Graal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o rei Arthur funda a Távola Redonda, Merlim, o Encantador, lhe dá o seguinte conselho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"A direita de meu senhor o rei, sempre haverá um assento vazio em memória de Nosso Senhor Jesus Cristo, nada se poderá colocar ali, para não correr o perigo de ter a mesma sorte de Moisés, que foi engulido pela terra, exceto o melhor cavaleiro do mundo, que conquistará o Santo Graal e conhecerá seu sentido e verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trata, pois, do Assento Perigoso, sobre o qual só deve sentar-se o Eleito. Quando Percival se sentou nele, imediatamente a pedra, debaixo do assento se dividiu, e gritou num tom de angústia que a todos pareceu que o mundo ia precipitar-se num abismo. Percival era indigno de sentar no assento e ao sentar-se nele, causou a enfermidade do Rei Pescador. E, o Rei Pescador só podia ser curado por aquele que levasse a cabo as aventuras do Graal: então a pedra voltaria a soldar-se. O caráter de Percival era demasiadamente pagão para ser o Herói do Graal. Então se prepara a entrada de Galaad o Puro, de tradições celtas. Assim, na versão completamente cristianizada do mito senta-se Galaad (filho de Elaine e Lancelot) no Assento Perigoso, sem que nada se suceda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Busca do Graal é uma luta sangrenta entre os membros da comunidade para apropriar-se da soberania, sendo dita soberania a Mulher, a Rainha ou Deusa, imagem simbólica da Mãe toda poderosa cujos filhos somos todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sabemos o sentido profundo dessa busca que enfrentam os homens pela possessão da Mulher, e também o sentido que convêm dar a "Soberania".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Graal Cristão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período cristão, a cabeça cortada, os caldeirões e as pedras filosofais se transformam no cálice ou prato que Jesus Cristo utilizou na última ceia para instituir o sacramento da eucaristia. Embora as aplicações anteriores não se percam completamente, agora estamos diante de um posicionamento paternalista, que irá sepultar todas as qualidades femininas do Graal e sua associação com a Deusa, ou seja, sua atenção passará do terreno material para o espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJODe5e8lcI/AAAAAAAAALI/LrUSq_muVXQ/s1600-h/grail2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJODe5e8lcI/AAAAAAAAALI/LrUSq_muVXQ/s200/grail2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229668159157212610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Graal passa para as mãos masculinas de José de Arimatéia, não é mais carregado por sua portadora original. Arimatéia é um homem rico que se encarregou do corpo de Jesus depois da crucificação e encarregado de o sepultar. Num cálice recolheu algumas gotas do sangue sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Santo Graal, possui propriedades milagrosas e confere a seus proprietários um vínculo especial com Deus. Foi construída uma mesa para depositá-lo, em memória da mesa da última ceia. Os parentes e amigos de José de Arimatéia o transportaram à Britânia, aos vales de Avalon, que poderiam estar localizados em pleno coração de Sommerset, a futura localidade de Glastonbury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lenda assim, está claramente entroncada com as origens da abadia de Glastonbury, embora suas fontes e inter-relações permaneçam obscuras. Passou depois a diversos protetores do Graal, descendentes de José de Arimatéia, que viveu em um misterioso castelo chamado Corbenic. O Graal, embora oculto, conferiu à Britânia um lugar privilegiado na cristandade, e serviria de veículo de uma visão especial ou revelação à qual teria acesso o buscador que a merecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos do rei Arthur, o encarregado da custódia do Graal era Pelles, que em dado momento decide que chegou a hora para nascer um novo merecedor do Graal. Deveria ser um cavaleiro perfeito da estirpe de José, ou como o próprio Pelles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelles tinha uma filha, Elaine e quando Lancelot chega a Corbenic, é o próprio Pelles, que entorpecendo-o com uma poção mágica, o faz acreditar que tem um encontro amoroso com Guinevere e não com sua filha. Assim, Elaine concebe um filho, que se chamará Galaad e será o cavaleiro mais perfeito que possa-se imaginar. É ele que ocupará o Assento Perigoso na Távola Redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Graal tinha passado da Britânia a um país distante, Sarras. Galaad, se dirige para lá, acompanhado por Percival e de Bors, um primo de Lancelot. É em Sarras onde alcança a visão suprema...e morre. Nenhum dos outros conseguiu. O final da procura está repleto de dor e, quando se alivia a dor porque já passou tudo, Camelot já não voltará a ser o que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iniciação ao Graal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas lendas arturianas dos séculos cristãos, está clara a iniciação que é retratada na procura do Santo Graal. Conta-se que todo aquele que saía a sua procura, tendo encontrado o castelo do Graal, tinha que passar por um certo teste. Se assim fizesse, o Rei Pescador seria curado e as Terras Desoladas tornar-se-iam férteis outra vez. P teste consistia em perguntar o que significavam as maravilhas que via, quando os objetos sagrados eram expostos, e a quem o cálice do Graal servia. Se não perguntasse, o castelo, o rei, o Graal, tudo se dissolveria como um sonho e as terras permaneceriam estéreis, até que ele ou um outro pudesse alcançar o castelo novamente, quando haveria uma segunda chance de fazer a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOEIHbIiII/AAAAAAAAALQ/NIECbcj5F4k/s1600-h/percival.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOEIHbIiII/AAAAAAAAALQ/NIECbcj5F4k/s200/percival.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229668867273951362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando, Percival pela primeira vez alcançou o castelo do Graal, ficou tão dominado pelo terror e admiração, causado pela misteriosa procissão do Graal e da Lança e com seus seguidores que não perguntou sobre eles. Gawain, da mesma maneira, foi dominado pelo sono no momento crítico, de maneira que também não perguntou o seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vemos que é a compreensão que liberta a paralisia da inconsciência. Ver as imagens do inconsciente não é o bastante. Ao menos que entendamos seu significado permanecemos espiritualmente crianças, sujeitos ao feitiço do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inconsciente é uma presença poderosa e contínua. Toda a vida existe a partir dessa noite interior e fecunda sobre tudo o que fazemos, pensamos e sentimos. Somos todos cálices que contêm tesouros. No entanto, aspectos desses tesouros são mais escuros e mais perigosos do que nos permitimos imaginar. Quando o inconsciente se ilumina, suas forças escuras nos libertam. No entanto, é precisamente nesse limiar que cada indivíduo é guardião e sujeito da própria transformação. A maçaneta está do lado interno da porta, mas cabe somente a nós ter coragem para abri-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terra Desolada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida atualmente teria alcançado uma paralisação. E assim, inesperadamente, o excesso de bem caiu em seu oposto e tornou-se o excesso do mal. Essa condição de estagnação corresponde a condição do mundo na lendas do Graal, onde a doença do Rei Pescador se reflete em seu país, transformando-o na Terra Desolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terra Desolada é o retrato de um grande número de indivíduos como também de nações ocidentais em geral. A atitude nacional em relação à vida, com sua tentativa de controlar a natureza em toda sua criação e destruição, resultou numa unilateridade que caiu em seu oposto. Todos os valores emocionais não considerados acumularam-se no inconsciente, enquanto a atitude consciente tem se tornado seca e insatisfatória por causa da ausência daqueles elementos que foram drasticamente eliminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a energia emocional, confinada no inconsciente pode explodir violentamente em nossa vida ordenada cotidiana. S assim fizer irá derrubar as amarras do seguro e do familiar, construídos pelo costume e convenção. Quando tal erupção ocorrer, uma grande inundação afetará não somente um indivíduo, mas comunidades inteiras, talvez até nações. Esse dilúvio, ao invés de rejuvenescer a vida nacional, ameaçará remover todos os limites estabelecidos pelo homem e arrastará o mundo de volta ao caos original, a partir do qual todas as civilizações humanas foram construídas a tão alto preço. Não faltam indicações, atualmente, de que as marés estão subindo no inconsciente, tanto dos indivíduos como das nações. Se essas marés irromperem violentamente, um dilúvio pode uma vez mais devastar o mundo, obliterando as realizações da civilização humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bibliografia consultada:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hadas y Elfos - Édouard Brasey&lt;br /&gt;La Mujer Celta - Jean Markale&lt;br /&gt;Diccionario de Las Hadas - Katharine Briggs&lt;br /&gt;El Gran Libro de la Mitologia - Diccionario Ilustrado de Dioses, Heroes y Mitos - Editora Dastin; Madrid&lt;br /&gt;Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi&lt;br /&gt;Livro Mágico da Lua - D. J. Conway&lt;br /&gt;Explorando o Druidismo Celta- Sirona Knight&lt;br /&gt;O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino&lt;br /&gt;O Amor Mágico -Laurie Cabot e Tom Cowan&lt;br /&gt;Hadas - Jesus Callejo&lt;br /&gt;Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May&lt;br /&gt;Diccionario Espasa - J. Felipe Alonso&lt;br /&gt;A Deusa Tríplice - Adam Mclean&lt;br /&gt;La Mythologie Celtique - Y. Brékillen&lt;br /&gt;La Reine et le Graal - C. Méla&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.rosanevolpatto.trd.br/graal.html"&gt;site da autora&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-5543127190824801647?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/5543127190824801647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=5543127190824801647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5543127190824801647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/5543127190824801647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/08/por-rosane-volpatto-de-todos-os-mitos.html' title='O Arquétipo do Graal'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJOBfq9xEnI/AAAAAAAAAK4/duwAwNF0zNc/s72-c/graal1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-2303403599393608126</id><published>2008-07-31T15:07:00.005-03:00</published><updated>2008-08-01T18:00:40.030-03:00</updated><title type='text'>Maçonaria - A Iniciação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJIAx6zgxSI/AAAAAAAAAKw/X0jH6AtZGD4/s1600-h/initiation_low.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJIAx6zgxSI/AAAAAAAAAKw/X0jH6AtZGD4/s320/initiation_low.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229242974929470754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por Pedro Neves&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciação nada mais é que a recepção que é praticada por aquele que é candidato a se associar a uma Loja Maçônica, uso o termo associar de acordo com as leis civis existentes em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma maçonaria sem base iniciática nada mais é que uma sociedade filantrópica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessária que haja uma morte metafórica e simbólica, assim tal a fênix que renasce das cinzas, o novo associado se desnuda de suas paixões, vaidade e intransigência, o que nos leva ao pensamento do Filósofo e filólogo Nietzsche, em seu livro Zaratustra, "É preciso haver morte para que surja o super-homem; ele indica a necessidade da superação de si mesmo e com isso aponta para uma nova maneira de sentir, pensar, avaliar" e é esta a diferença entre o iniciado e o não iniciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma maiêutica (parto), termo usado pelo filósofo Sócrates, para uma nova vida que se descortinará na vida do iniciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciação é o primeiro passo e é necessário para se ingressar na escalada maçônica, muitos passam pelo processo de iniciação e não prosseguem na busca de novos conhecimentos e aperfeiçoamento, isto é abandonam por qualquer motivo a ordem maçônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matemáticos e filósofos constataram que nós somos números e símbolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simbolismo representa a base, o fundamento de toda a maçonaria do mundo, ou seja, universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iniciado tem que aprender gradativamente os símbolos e alegorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem seja incapaz de compreender os símbolos se achará sempre na posição de não iniciado e que entrando em um templo maçônico, mesmo lendo um livro, revista, a mídia eletrônica ou outra fonte de pesquisa referente à maçonaria, observa toda uma série de objetos, que lhe parece familiar, mas não entende o seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Símbolo = Figura, marca, qualquer objeto físico que apresenta um significado convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegoria = Forma figurada de um pensamento, ficção ou metáfora que na expressão tem um significado e no sentido, outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Viagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi dito que o homem, para se tornar maçom, tem que ser submetido às provas que constam nos Rituais e é necessário que se cumpra as partes ritualística, que por sua vez são conhecidas por viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato está cego, por esta razão não enxerga o que se passa a sua volta, ele faz um trajeto sempre conduzido por um Ir.,experiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolicamente, os caminhos são cheios de obstáculos, que ele candidato terá que superá-los, estes caminhos, representam os perigos em sua vida, bem ele venceu esta primeira fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra viagem, tão importante quanto a primeira, ele encontrará novos desafios, trovões, tempestades, ruídos de espadas e termina com um lavar de mãos, significando que ele está em parte purificado, por esse elemento da natureza que é a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantos obstáculos que foram superados a seqüência é fazer um trajeto mais tranqüilo e silencioso, ele enfrenta agora outra purificação, o elemento da natureza é o fogo, que serve para ativar bem o coração no candidato o amor aos seus iguais, a fraternidade e a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas provas representam no candidato o seu renascimento e morte para os seus preconceitos, erros e ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/948665"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/948665&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Email do autor: neves.pedro@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-2303403599393608126?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/2303403599393608126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=2303403599393608126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2303403599393608126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2303403599393608126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/07/maonaria-iniciao.html' title='Maçonaria - A Iniciação'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJIAx6zgxSI/AAAAAAAAAKw/X0jH6AtZGD4/s72-c/initiation_low.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-2689863851630922439</id><published>2008-07-30T10:46:00.012-03:00</published><updated>2008-07-30T14:27:50.622-03:00</updated><title type='text'>Zen</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1XgyyRiI/AAAAAAAAAJw/RiB5d3VLLcg/s1600-h/zen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1XgyyRiI/AAAAAAAAAJw/RiB5d3VLLcg/s320/zen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228808214177531426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zen&lt;/span&gt; é o nome japonês da tradição C'han, surgida na China e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayana. Foi ou é cultivado sobretudo na China, Japão, Vietnam e Coréia. A prática básica do Zen na versão japonesa e monástica é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa a levar o praticante à "experiência direta da realidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Zen japonês monástico, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans. Actualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Allan Watts, inglês que se notabilizou por sua divulgação do Zen, este, em sua forma original chinesa, não se encontra mais na China, e o que de mais próximo se pode conhecer desta versão original é encontrado em formas de Arte tradicionais do Japão, que tenham sido cultivadas e transmitidas segundo esta tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1iurGMrI/AAAAAAAAAJ4/z_kPBVU41Bg/s1600-h/zenlotuz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1iurGMrI/AAAAAAAAAJ4/z_kPBVU41Bg/s200/zenlotuz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228808406881940146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as escolas budistas, o Zen remete suas raízes ao budismo indiano. A palavra zen vem do termo sânscrito dhyana, que denota o estado de concentração típico da prática meditativa. Na China, esse termo foi transliterado como channa, e logo reduzido à sua forma mais curta, chan (禪). Daí para o coreano como sŏn (선), e finalmente para o japonês como zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os relatos tradicionais, o estilo de prática Zen foi levado da Índia à China pelo monge indiano Bodhidharma (em japonês, Daruma), por volta do ano 520 d.C. Embora a historicidade desse relato tenha sido colocada em dúvida por estudiosos modernos, a história (ou lenda) de Bodhidharma é a metáfora fundamental do Zen sobre o cerne de sua prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo conta o Registro da Transmissão da Lâmpada, um dos mais antigos textos do Zen, Bodhidharma chegou à China pelo território da Dinastia Liang e, devido à sua fama de sábio, foi imediatamente convocado à corte do famoso Imperador Wu-ti. O imperador, que havia apoiado enormemente o budismo na China, perguntou a Bodhidharma sobre o mérito que havia ganhado por apoiar o budismo, esperando que esse mérito lhe garantisse uma boa vida em sua encarnação seguinte. Bodhidharma, porém, respondeu: "Nenhum mérito". O imperador, enraivecido, perguntou então: "Quem é esse que está diante de mim?" (em linguagem atual, algo como "Quem você pensa que é?") Bodhidharma respondeu: "Não sei". Aturdido, o imperador concluiu que Bodhidharma devia ser louco, e o expulsou da corte. Um dos ministros então perguntou ao imperador: "Vossa Majestade Imperial sabe que é esta pessoa?" O imperador disse que não sabia. O Ministro disse: "Ele é o Bodhisattva da Compaixão, portador do Selo do Coração de Buda"". Cheio de arrependimento, o imperador quis chamar Bodhidharma de volta, mas o ministro advertiu que ele não voltaria nem mesmo se todos os chineses fossem buscá-lo. Outras pessoas, porém, ficaram intrigadas com sua resposta e o seguiram até a caverna aonde ele havia ido viver. Lá, se tornaram seus discípulos, e descobriram que Bodhidharma era o herdeiro espiritual de Mahakashyapa, um dos grandes discípulos de Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os ensinamentos tradicionais, Bodhidharma não sabia responder porque sua verdadeira natureza, assim como a verdadeira natureza de todas as coisas, estava além do conhecimento discursivo, de definições e de palavras. É a esta experiência direta da realidade que aspira o Zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mahakashyapa, de quem Bodhidharma era herdeiro espiritual e sucessor, havia ele mesmo tido essa experiência, e se iluminado. Segundos os sutras, Mahakashyapa foi o único discípulo de Buda a compreender seu Discurso do Lótus, em que Buda, sem dizer nada, apenas levantou uma flor. Era a realidade imediata, além das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de treinar seus discípulos por muitos anos, Bodhidharma morreu, deixando seu aluno Huike (em japonês, Daiso Eka) como sucessor. Huike foi o Segundo Patriarca do Zen, e também deixou uma linha de sucessão da qual pouco se sabe, até chegar a Huineng (em japonês, Daikan Eno, 638-713), o Sexto e último Patriarca. Huineng, um dos maiores mestres da história do Zen, participou de uma famosa disputa quando sucedeu seu mestre: um grupo de monges recusava-se a aceitá-lo como patriarca, e propunha outro praticante, Shenxiu, em seu lugar. Sob ameaças, Huineng foi obrigado a fugir para um templo no sul da China; no final, apoiado pela maioria dos monges, foi reconhecido como patriarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas décadas depois, porém, a contenda foi ressucitada. Um grupo de monges, dizendo-se sucessor de Shenxiu, enfrentou um outro grupo, a Escola do Sul, que se apresentava como sucessora de Huineng. Depois de debates acalorados, a Escola do Sul acabou prevalecendo, e seus rivais desapareceram. Os registros dessa disputa são os mais antigos documentos históricos fiéis sobre a escola Zen de que dispomos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, monges coreanos foram à China para estudar as práticas da escola de Bodhidharma. Quando chegaram, o que encontraram foi uma escola que já havia desenvolvido identidade própria, com fortes influências do Taoísmo, e que já era conhecida pelo nome Chan. Com o tempo, o Chan acabou se estabelecendo na Coréia, onde recebeu o nome Seon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, monges chegavam de outros países da Ásia para estudar o Chan, e a escola foi se espalhando pelos países vizinhos. No Vietnã, recebeu o nome Thien, e, no Japão, ficou conhecida como Zen. Através da história, essas escolas cresceram de maneira independente, tendo desenvolvido identidades próprias e características bastante diferentes umas das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1uLRR-SI/AAAAAAAAAKA/Iy9xmvEJJeI/s1600-h/zenmonk.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 126px; height: 202px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1uLRR-SI/AAAAAAAAAKA/Iy9xmvEJJeI/s200/zenmonk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228808603536849186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Práticas e ensinamentos do Zen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral, os ensinamentos do Zen criticam o estudo de textos e o desejo por realizações mundanas, recomendando, antes, a dedicação à meditação (zazen) como forma de experimentar a mente e a realidade de maneira direta. No entanto, o Zen não chega a ser uma doutrina quietista -- o mestre Chan chinês Baizhang (em japonês, Hyakujo, 720-814), por exemplo, dedicava-se ao trabalho braçal em seu monastério e tinha por lema um ditado que ficou famoso entre os praticantes de Zen: "Um dia sem trabalho é um dia sem comida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o Zen tem uma longa tradição de trabalho meditativo, desde atividades braçais até as mais refinadas, como caligrafia, ikebana e a famosa cerimónia do chá -- além de artes marciais, com as quais o Zen sempre esteve ligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas práticas, porém, estão bem fundamentadas nas escrituras budistas, principalmente nos sutras Mahayana compostos na Índia e na China, em particular o Sutra da Plataforma de Huineng, o Sutra do Coração, o Sutra do Diamante, o Lankavatara Sutra e o Samantamukha Parivarta, um capítulo do Sutra do Lótus. A grande influência do Lankavatara Sutra, em particular, levou à formação da filosofia "apenas mente" do Zen, na qual a consciência em si mesma é a única realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zen não é um estilo de prática intelectual ou solitário. Templos e centros de prática congregam sempre um grupo de praticantes (uma sangha), e conduzem atividades diárias e retiros mensais (sesshins). Além disso, o Zen é tido como um estilo de vida, e não apenas como um conjunto de práticas ou um estado de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zazen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Zen, experimentar a realidade diretamente é experimentar o nirvana. Para experimentar a realidade diretamente, é preciso desapegar-se de palavras, conceitos e discursos. E, para desapegar-se disso, é preciso meditar. Por isso, o zazen ("meditação sentada") é a prática fundamental do Zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB2CRvLVeI/AAAAAAAAAKI/7ddVfXnP2fs/s1600-h/zazen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB2CRvLVeI/AAAAAAAAAKI/7ddVfXnP2fs/s200/zazen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228808948870239714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao meditar, o praticante senta-se sobre uma pequena almofada redonda (o zafu) e assume a postura de lótus, a postura de meio lótus, a postura burmanesa ou a postura de seiza. Unindo as mãos um pouco abaixo do umbigo (fazendo o mudra cósmico), ele semicerra suas pálpebras, pousando a vista cerca de um metro à sua frente. Na escola Rinzai, os praticantes sentam-se virados para o centro da sala. Na escola Soto, sentam-se virados para a parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o praticante "segue sua respiração", contando cada ciclo de inspiração e expiração, até chegar a dez. Então o ciclo recomeça. Enquanto isso, sua única tarefa é manter uma mente relaxada, aberta, concentrada mas sem tensão, e estar presente no "agora" do momento, sem se deixar levar por pensamentos ou ruminações. Quando isso acontece, ele volta a se concentrar na contagem. Os praticantes mais experientes, cujo poder de concentração (samadhi) é maior, podem abster-se de contar ou seguir sua respiração. Fazendo assim, eles estarão praticando o tipo de zazen chamado shikantaza, "apenas sentar-se".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração de um período de meditação varia de acordo com a escola. Embora o período tradicional de meditação seja o tempo que uma vareta de incenso leva para queimar (de 35 a 40 minutos), escolas como a Sanbo Kyodan recomendam a seus alunos que não meditem por mais de 25 minutos por vez, pois a meditação pode tornar-se inerte. Na maioria das escolas, porém, os monges rotineiramente meditam entre quatro e seis períodos de 30-40 minutos todos os dias. Quanto a leigos, o mestre Dogen dizia que cinco minutos diários já eram benéficos -- o que importa é a constância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os retiros (sesshins) mensais, porém, as atividades são intensificadas. Com duração de um, três, cinco ou sete dias, a rotina dos retiros prevê de nove a 12 períodos de 30-40 minutos por dia, ou até mais. Entre cada período de zazen, os praticantes "descansam" fazendo kinhin (meditação andando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O professor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB2QHgPeTI/AAAAAAAAAKQ/uk1mmtfs-l4/s1600-h/zazen3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB2QHgPeTI/AAAAAAAAAKQ/uk1mmtfs-l4/s200/zazen3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228809186641410354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como o Zen dá relativamente pouca importância à palavra escrita, o papel do professor é muito importante para o treinamento do praticante. De um modo geral, um professor de Zen é uma pessoa ordenada em qualquer escola que tenha recebido permissão para ensinar o Dharma a outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte central de toda a tradição Zen é a noção de transmissão do Dharma, ou seja, a idéia de que há uma linhagem ininterrupta de mestres que, a partir de Buda, transmitiram e receberam os ensinamentos e atingiram pelo menos algum grau de realização. Essa noção se originou da famosa descrição do Zen feita por Bodhidharma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma transmissão especial, fora das escrituras;&lt;br /&gt;Sem depender de palavras ou letras;&lt;br /&gt;Apontando diretamente à mente humana;&lt;br /&gt;Contemplando a sua própria natureza e atingindo o estado de Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um professor é reconhecido oficialmente como tendo atingido um certo grau de realização e é admitido à linhagem de mestres, diz-se que ele "recebeu a transmissão do Dharma". Desde pelo menos a Idade Média, essa transmissão, "de mente a mente", "de mestre a discípulo", tem tido um papel fundamental em todas as escolas de Zen. Durante a cerimônia de transmissão, o novo professor é presenteado com uma carta genealógica que mapeia toda a linhagem, de Buda até ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos honoríficos ligados a professores que receberam a transmissão do Dharma incluem: na China, Fashi e Chanshi; na Coréia, Sunim e Seon Sa; no Vietnã, Thay; e, no Japão, Osho ("sacerdote"), Sensei ("professor") e Roshi ("professor mais velho"). De um modo geral, fala-se em um "mestre Zen" apenas em referência a professores de renome, especialmente os medievais ou os antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB2kOQUMXI/AAAAAAAAAKY/1GJRpyoLluY/s1600-h/buddha_halo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB2kOQUMXI/AAAAAAAAAKY/1GJRpyoLluY/s200/buddha_halo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228809532051042674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A iluminação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Zen, a iluminação é geralmente chamada de satori ou kensho. O kensho é o primeiro vislumbre, por assim dizer, da verdadeira natureza da realidade e de si mesmo, é mais breve e pouco profundo. O satori, por sua vez, é uma experiência mais profunda e duradoura, em que o praticante tem uma experiência intensa da Natureza de Buda, e vê sua "face original".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata, porém, de uma experiência visionária. Embora algumas pessoas suponham que a experiência de iluminação deva levar quem a experimente a universos de luz intensa, ou coisa que o valha, o depoimento dos mestres Zen contradiz essa hipótese. Perguntado sobre como sua vida era antes e como ficou depois do satori, um mestre Zen moderno respondeu: "Agora meu jardim parece mais colorido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na iluminação, o praticante não é arrebatado a nenhum outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra suposição comum é que, sendo iluminado, o fluxo de pensamentos pára, e o praticante fica como um espelho polido, refletindo a pura realidade sem pensamentos que o atrapalhem. Pelo contrário, os pensamentos não param -- o que ocorre é que o praticante abre mão deles, deixa-os passar, esquece deles, e esquece de si mesmo. Quando o Quinto Patriarca, Hongren (em japonês, Daiman Konin, 601-647), decidiu escolher quem o sucederia, propôs a seus discípulos que tentassem captar a essência do Zen em um poema; o autor do melhor poema seria seu sucessor. Quando receberam a notícia, os monges já sabiam quem seria o vencedor: Shenxiu, o aluno mais antigo de Hongren. Ninguém se deu ao trabalho de competir com ele. Apenas esperaram, e Shexiu escreveu seu poema e o pendurou na parede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este corpo é a árvore de Bodhi.&lt;br /&gt;A alma é como um espelho brilhante.&lt;br /&gt;Toma cuidado para que sempre esteja limpo,&lt;br /&gt;não deixando o pó se acumular sobre ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os monges gostaram. Com certeza Hongren também iria gostar. Entretanto, no dia seguinte havia outro poema pendurado ao lado, que alguém havia pregado durante a noite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bodhi não é como uma árvore.&lt;br /&gt;O espelho brilhante não brilha em parte alguma:&lt;br /&gt;Se nada há desde o princípio,&lt;br /&gt;Onde se acumula o pó?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monges ficaram assombrados. Quem teria escrito aquilo? Depois de algum tempo, descobriram: o autor do poema era Huineng, o cozinheiro do monastério. E, percebendo sua realização, foi a ele que Hongren estendeu seu manto e sua tigela, fazendo de Huineng o Sexto Patriarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ensinamentos radicais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das histórias tradicionais do Zen descrevem mestres usando estranhos métodos de ensino, e muitos praticantes de hoje tendem a interpretar essas histórias de maneira excessivamente literal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, muitos ficam indignados quando ouvem histórias como a do mestre Linji, fundador da escola Rinzai, que disse: "Se você encontrar o Buda, mate o Buda. Se você encontrar um Patriarca, mate o Patriarca." Um mestre contemporâneo, Seung Sahn, também ensina a seus alunos que todos precisamos matar três coisas: matar nossos pais, matar o Buda e matar nosso professor (no caso, o próprio Seung Shan). No entanto, é claro que nem Linji nem Seung Sahn estavam falando de maneira literal. O que eles queriam dizer era que precisamos "matar" nosso apego a professores e coisas externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando visitam templos ou centros de prática Zen, os iniciantes que leram muitas dessas histórias e esperam encontrar professores iconoclastas normalmente se surpreendem com a natureza conservadora e formal das práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Textos Zen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB29tPAQ4I/AAAAAAAAAKo/BWAZbFzCZfc/s1600-h/ensinamentos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB29tPAQ4I/AAAAAAAAAKo/BWAZbFzCZfc/s320/ensinamentos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228809969863771010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Parábola de Buda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Ao atravessar um campo, um homem encontrou um tigre.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fugiu a sete pés, com o tigre atrás dele.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;À sua frente encontrou um precipício em que acabou por cair.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas conseguiu agarrar-se à raiz de uma velha videira&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e ali ficou pendurado, com o tigre a cheirá-lo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tremendo de medo, olhou para baixo e viu outro tigre, lá longe em baixo,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que o esperava, cheio de apetite.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só mesmo a videira lhe estava a salvar a vida.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas apareceram dois ratos, um branco e outro preto,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que pouco a pouco começaram a roer a raiz da videira.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi só nesse momento que se apercebeu que,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mesmo ao pé da raiz, estava um morango apetitoso.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agarrando-se à videira com uma mão, colheu o morango com a outra.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nunca um morango lhe coube tão bem!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Temperamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um estudante de Zen foi ter com Bankei e queixou-se:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, Tenho um temperamento ingovernável. Como posso curá-lo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tens uma coisa muito estranha, replicou Bankei. Mostra-me lá então isso que tens.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Neste preciso momento não lhe posso mostrar, respondeu o outro.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acontece inesperadamente!..., respondeu o estudante.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Então, concluiu Bankei, não deve ser a tua verdadeira natureza.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se fosse, podias mostrar-me em qualquer altura.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando nasceste não o tinhas e não foram os teus pais que to deram.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pensa nisso.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A estrada enlameada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tanzan e Ekido caminhavam juntos numa estrada enlameada. Caía ainda uma chuva forte. Junto a um cruzamento da estrada, encontraram uma bela moça que não conseguia atravessar porque não queria sujar o belo kimono de seda que trazia.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Anda moça, disse Tanzan imediatamente. E, carregando-a nos seus braços, atravessou-a para o outro lado da zona mais enlameada.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A partir daí, Ekido ficou calado todo o caminho que percorreram até à noite. Ao chegarem ao templo onde ficariam a pernoitar, Ekido não conseguiu se conter e disse a Tanzan:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Nós os monges não nos aproximamos de mulheres. Especialmente se são jovens e bonitas. É perigoso. Porque fizeste aquilo?&lt;br /&gt;- Eu deixei a moça lá atras, disse Tanzan. Tu ainda estás a carregá-la?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Tudo é melhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando Banzan passeava num mercado, ouviu uma conversa entre o carniceiro e um cliente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Dê-me o melhor bocado de carne que tem, disse o cliente.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Na minha loja tudo é o melhor, respondeu o carniceiro.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não encontrará aqui nenhum bocado de carne que não seja o melhor!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao ouvir estas palavras, Banzan tornou-se um iluminado.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O meu coração arde como fogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soyen Shaku, um mestre Zen, disse um dia: "Os meus olhos são frios como cinzas mortas, mas meu coração arde como o fogo". Eis as regras que praticava em cada dia da sua vida:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De manhã, antes de se vestir, acenda incenso e medite.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coma a intervalos regulares e deite-se a uma hora regular.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coma sempre com moderação e nunca até ficar plenamente satisfeito.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Receba as suas visitas com a mesma atitude que tem quando está só.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E, quando está só, mantenha a mesma atitude que tem quando recebe visitas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preste atenção ao que diz e, o que quer que diga, pratique-o.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando uma oportunidade chegar, não a deixe passar,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas pense sempre duas vezes antes de agir.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se deixe perturbar pelo passado. Olhe para o futuro.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A sua atitude deve ser a de um herói sem medo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas o coração deve ser como o de uma criança, cheio de amor.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao retirar-se, ao fim do dia, durma como se tivesse entrado no seu último sono.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E, ao acordar, deixe a cama para trás,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;instantaneamente,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como se tivesse deitado fora um par de sapatos velhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adaptado de artigo original publicado na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zen"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078708244943899278-2689863851630922439?l=antigasabedoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/feeds/2689863851630922439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078708244943899278&amp;postID=2689863851630922439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2689863851630922439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078708244943899278/posts/default/2689863851630922439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antigasabedoria.blogspot.com/2008/07/zen.html' title='Zen'/><author><name>Filósofo Desconhecido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13747680540934737406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_K6vi8W-187Y/SAypSeZiERI/AAAAAAAAAG8/2DOnIUU4omE/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SJB1XgyyRiI/AAAAAAAAAJw/RiB5d3VLLcg/s72-c/zen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078708244943899278.post-1432110132052134719</id><published>2008-07-29T17:31:00.012-03:00</published><updated>2008-07-30T14:51:16.590-03:00</updated><title type='text'>H. P. Blavatsky - O Aprendizado Oculto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SI-DgcHbcxI/AAAAAAAAAJo/v4wO1rF528M/s1600-h/sinnett.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SI-DgcHbcxI/AAAAAAAAAJo/v4wO1rF528M/s200/sinnett.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228542285726839570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por Alfred P. Sinnett&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos de H.P.B., enquanto esteve no ashram do Mestre, no Tibet, pertencem ao treinamento esotérico, preparando-a para o futuro papel, quando ela voltasse ao mundo exterior. Seu treinamento oculto, a preparação dos seus diversos corpos para atuar como transmissores de comunicações dos Mahatmas para o mundo muito ocupado dos homens, levou anos. Os fenômenos que ela produziu e as experiências pelas quais passou enquanto esteve na Rússia entre 1859 e 1863 são prova disso. Quando este treinamento oculto começou está indicado numa citação pelo autor em seu livro Incidentes da Vida de Madame Blavatsky: "Para tomar isto claro e inteligível devo explicar: ela nunca fez segredo de que tenha sido, desde a infância e até mais ou menos 25 anos, uma poderosa médium, embora depois desse período, devido ao regular treinamento psicológico e fisiológico, foi levada a perder esses dons perigosos e cada traço de mediunidade fora de sua vontade ou de seu direto controle foi superado." A idade, então, na qual seu definido treinamento nas mãos do Mestre começou foi aos 25 anos e esta é a época de sua segunda visita à Índia, de 1855 a 1857. Quando, sem dúvida, foi intensificado e acelerado. Porém, dessa fase não teremos conhecimento até que, por nossa vez, a experimentemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, temos o próprio testemunho de H. P. B.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estava novamente na casa de M. K., sentada em um canto sobre uma esteira e ele andando no aposento com sua roupa de equitação e M. M. estava falando a alguém à porta. Não posso me lembrar... Pronunciei em resposta à uma sua pergunta a respeito de uma tia falecida. Ele sorriu e disse: Que inglês engraçado você usa!' Então eu me senti envergonhada, ferida em minha vaidade e comecei a pensar (imagine você, em meu sonho ou visão qual seria a exata reprodução &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SI-BUHlM_ZI/AAAAAAAAAJI/RZfXH-cH8ns/s1600-h/Helena_Petrovna_Blavatsky4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 142px; height: 165px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SI-BUHlM_ZI/AAAAAAAAAJI/RZfXH-cH8ns/s320/Helena_Petrovna_Blavatsky4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228539875032890770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;do que acontecera, palavra por palavra, há 16 anos). Agora que estou aqui e falando nada mais do que inglês em linguagem verbal fonética posso talvez aprender a falar melhor do que Ele. Esclarecendo, como o M. M., eu também usava inglês, que sendo bom ou mau é o mesmo para ele, dado que não o fala, mas entende cada palavra que digo fora de meu cérebro e eu consigo entendê-Lo - como? Nunca poderia dizer ou explicar mesmo que me matassem, mas eu o consigo. Com D.(jwal) K.(ul) eu também falo inglês e ele também fala melhor do que o Mahatma K. H. Voltando, então, ao meu sonho, três meses depois, como me parecia naquela visão, eu estava de pé diante do Mahatma K. H., perto do velho edifício demolido para o qual Ele olhava. Como o Mestre não estava em casa eu passei para Ele umas poucas sentenças que eu estava estudando em Senzar no quarto de sua irmã e pedi-lhe que me dissesse se eu as havia traduzido corretamente e lhe dei um pedaço de papel com as referidas sentenças escritas em inglês. Ele o tomou e leu, e corrigindo a interpretação que eu fizera, leu-as do começo ao fim, dizendo: `Agora seu inglês está se tornando melhor. TENTE PEGAR FORA DE MINHA CABEÇA O POUCO QUE CONHEÇO DO IDIOMA'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele colocou a mão em minha testa na região da memória e, esfregando os dedos nela, senti mesmo a insignificante dor e um calafrio que já tinha experimentado e desde aquele dia ele fez o mesmo com minha cabeça diariamente, por cerca de dois meses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito desses poderes e em vista de suas cartas a irmã Vera (Mme. Jelihowsky), ela escreveu certa vez: "Não tenha medo que eu esteja louca. Tudo o que posso dizer é que "alguém" positivamente me inspira - mais do que isso, alguém entra em mim. Não sou eu quem fala ou escreve. É "algo" dentro de mim, meu elevado e luminoso Ser que pensa e escreve por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me pergunte, minha amiga, o que experimento, porque não lhe poderia explica-lo claramente. Eu mesma não sei. A única coisa que sei, agora quando estou perto de atingir a velhice, é que me tornei uma espécie de depósito para o conhecimento de outra pessoa... esse "alguém" vem, me envolve em uma nuvem densa e de repente me separa de mim mesma e então não sou mais eu, Helena Petrovna Blavatsky, mas uma outra pessoa, alguém forte, poderoso, nascido em uma região totalmente diferente do mundo; e quanto a mim mesma, é quase como se estivesse adormecida ou como que inconsciente - não em meu próprio corpo, mas alo lado, mantida ligada somente por um fio que me conecta a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De qualquer modo, algumas vezes eu vejo e ouço tudo completamente claro; estou perfeitamente consciente do que meu corpo está dizendo ou fazendo ou, afinal, o seu novo possuidor. Posso entender e recordar tudo tão bem que depois posso repetir e até escrever suas palavras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma carta escrita à citada irmã, ela informa que estava aprendendo a sair do seu corpo e ofereceu fazer-lhe uma visita em Tiflis, cidade onde esta residia, "num piscar de olhos". Isso tanto assustou quanto divertiu a irmã que respondeu não -seria necessário, que não se incomodasse, ao que ela replica em outra carta: "Do que você tem medo? Nunca ouviu falar de aparições de "duplos"? Eu quero dizer, meu corpo pode estar quieto, dormindo na cama e não importaria mesmo se estivesse esperando o meu retorno já na condição de desperto - o corpo estaria em uma condição de idiota inofensivo. E não há do que se admirar, a luz de Deus estaria ausente dele, voando para você; e, então, retornaria e uma vez mais o templo estaria iluminado pela Divindade. Mas isso, desnecessário dizer, somente no caso de o fio interligante não ser quebrado. Se você gritasse como uma louca o fio ficaria rompido... Amém, então, para a minha existência! Eu morreria instantaneamente..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa carta a outra pessoa, Mine. Jelihowsky informou: "Na primavera de 1878 aconteceu uma coisa estranha à Helena. Tendo se levantado e começado a trabalhar numa manhã como usualmente, subitamente perdeu a consciência e não a recuperaria senão cinco dias depois. Tão profundo era o seu estado de letargia que poderia ter sido cremada, não fosse a chegada de um telegrama de seu Mestre com a seguinte mensagem: `Nada receie. Ela não está morta, nem doente, mas precisa de um repouso. Ela está com estafa excessiva`.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Prof. Rawson, em um artigo chamado "As Duas Mme. Blavatsky", disse: "Não tenho dúvidas de que Mine. Blavatsky teve conhecimento de muitos, senão de todos os ritos, cerimônias e instruções praticados entre os Druzos do Monte Líbano, porque ela me fala de coisas que somente são conhecidas pelos poucos favorecidos que têm sido iniciados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ainda à estada na casa do seu Mestre, há o seguinte episódio: ela havia passado vários anos sem dar notícias suas à família na Rússia e todos estavam até convencidos de que teria morrido. Porém, em 11 de novembro de 1870 sua tia, Mme. Fadeef, assim escreve: "Aconteceu quando minha sobrinha estava do outro lado do mundo e ninguém de fato sabia onde estava. Todas as pesquisas resultaram infrutíferas, causando-nos preocupação. Estávamos preparados para aceitar sua morte quando uma carta dele (O Mestre), a quem vocês chamam Koot Humi, foi trazida da mais incompreensível e misteriosa maneira a minha casa por um mensageiro de aparência asiática, que desapareceu ante meus olhos. Esta carta que me solicitava não ter receio e informava que ela estava em segurança, ainda a tenho em Odessa (o original está arquivado em Adyar, na sede internacional da S. T. - nota do tradutor). Ela mostra no canto esquerdo inferior do envelope, escrito em russo: "Recebida em Odessa em 7 de novembro sobre Helinka (apelido familiar de H. P. B.), provavelmente do Tibete. A carta redigida em francês, manuscrita pelo M. K., tem a seguinte tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Honrada e Muito Nobre Senhora Nadyejda Andreewna Fadeef - Odessa. - Os nobres parentes de Mme. H. Blavatsky não devem se afligir por motivo algum. Sua filha e sobrinha não deixou este mundo de modo algum. Está viva e deseja fazer saber àqueles a quem ama que está bem e muito feliz, no desconhecido e distante recanto que ela escolheu para si mesma. Ela esteve muito doente, mas não está mais; sob a proteção do Senhor Sangyas, ela encontrou devotados amigos que a guardam física e espiritualmente. As senhoras de sua casa podem, portanto, permanecer tranqüilas. Antes de 18 luas, ela voltará a sua família".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SI-BocIfokI/AAAAAAAAAJQ/LNSXRag9478/s1600-h/secretdoctrine.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_K6vi8W-187Y/SI-BocIfokI/AAAAAAAAAJQ/LNSXRag9478/s200/secretdoctrine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228540224147006018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Doutrina Secreta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1888, foi publicada em Londres a grande obra de H. P. Blavatsky. Ela possui dois temas chave: a) Cosmogênese, b) Antropogênese, tendo como centro teórico as "Estâncias de Dzyan". Estas Estâncias foram traduzidas de um antigo manuscrito chamado "O Livro de Dzyan" e Blavatsky também usou alguns comentários escritos em chinês, tibetano e sânscrito. Estes textos de filosofia esotérica descrevem o surgimento do Universo e o aparecimento do homem, no planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Livro de Dzyan", segundo a escritora (Blavatsky não se considera a autora da obra A Doutrina Secreta), está intimamente relacionado com o Livro dos Preceitos de Ouro (fonte dos textos de A Voz do Silêncio) e com os "livros de Kiu-te", que são uma série de tratados do budismo esotérico conforme nos mostra David Reigle no livro The Books of Kiu-te or the Tibetan Buddhist Tantras (Editora Wizards). Em seu treinamento no Tibet, Blavatsky teve acesso a estes tratados, diretamente ligados à tradição espiritual mais antiga do Oriente e que foram preservados e comentados pelo budismo Mahayana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande lama Tsong-Kha-pa (1357-1419), ao reformular o budismo Kadampa, reorganizando-o como a escola Gelugpa, fez uma série de compilações e comentários aos principais textos da mais genuína tradição espiritual. Blavatsky dava muita importância às obras de sua autoria, especialmente os "Lam Rim" - amplos tratados onde eram usadas as principais fontes, autores e escolas anteriores, com especial destaque ao pensamento de Nagarjuna, Asanga e Atisha. E foi em mosteiros Gelugpas que Blavatsky memorizou, estudou e recebeu instruções orais que mais tarde serviriam de base para comentários e esclarecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Dzyan, que é um termo tibetano, significa Meditação. Ele está vinculado à palavra sânscrita Dhyana, e tem relações com o termo Zen. Às vezes também é escrita "Dzyn", o que significa Sabedoria. E tem, também, uma identidade com a palavra Jnana (Sabedoria). Assim, A Doutrina Secreta é uma obra que tem no seu contexto e o espírito ¡nana e "meditativo". São idéias para serem meditadas, refletidas, investigadas, pensadas, pesquisadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o resultado de um grande esforço e trabalho de quatro anos de Blavatsky procurando ofertar para os estudantes, especialmente os ocidentais, um instrumento para se buscar uma aproximação à sabedoria oriental e aos significados profundos da simbologia universal. É um desafio para a mente do estudante e possui significados cada vez mais profundos, na medida em que se tenta compreender o espírito dos slokas (sutras) e fazemos uma conexão entre as diferentes tradições filosóficas e simbólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1884, saiu na revista, The Theosophist a notícia de que Blavatsky iria escrever uma outra grande obra, ampliando a anterior Isis sem Véu. Durante os anos de 1884 e 1885 ela dedicou-se a escrever. No início de 1886, escrevendo ao seu colega de estudos Alfred Sinnett, disse-lhe que "a cada manhã" surgia uma nova revelação e um novo cenário. A obra se ampliava em relação ao plano inicial e precisou reescrever várias vezes alguns dos seus capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 1886, remeteu da Europa (onde estava escrevendo) para a índia (Madras) o que seria o volume 1. Mas, em 1887 resolveu escrevê-lo novamente, com "acréscimos, retificações, cortes e substituições", pois o material se ampliava. Ela recebia ajuda, tanto dos seus amigos e colegas de estudos da filosofia esotérica, quanto auxílio de seus instrutores orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1887, Blavatsky esteve bastante doente, à beira da morte, tendo recebido uma visita incomum: um dos seus Instrutores tibetanos esteve com ela e deu-lhe, segundo suas próprias palavras, a seguinte opção: "ou morrer, libertando-me (do corpo doente), ou continuar viva para terminar A Doutrina Secreta...". Tendo se recuperado, manteve seu contínuo esforço descrito como de imensa dedicação na tentativa de concluir esta obra, que ela considerava como a sua grande contribuição a todos os sinceros estudantes da tradição sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primavera de 1887, foi residir em Londres, onde tinha um grupo de estudantes que a auxiliava na revisão dos textos e na confirmação das centenas de referências e citações que a obra fazia, pois a biblioteca e os livros pessoais de Blavatsky não passavam de 20 volumes, incluindo dicionários. Após esses perseverantes esforços, a Doutrina Secreta foi publicada, simultaneamente em Londres e Nova Iorque, no final do mês de outubro de 1888. As palavras finais de Blavatsky foram: "esta obra é dedicada a todos os verdadeiros teosofistas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra mostra a unidade original de todas as religiões, dando bastante destaque ao simbolismo universal - fruto da linguagem comum existente em um passado remoto. A Doutrina Secreta foi a primeira grande tentativa, no Ocidente, de se publicar as chaves para o estudo das diferentes tradições, a partir de fragmentos da filosofia esotérica. Segundo suas palavras, o primeiro passo. consistia em "derrubar e arrancar pela raiz as árvores venenosas e letais da superstição, do preconceito e da ignorância presunçosa". O estudante da sabedoria esotérica deve perder inteiramente de vista as personalidades, crenças dogmáticas e as religiões particulares, e investigar o que existe de comum e essencial em todas as tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No prefácio da primeira edição era dito: "esta obra não é a Doutrina Secreta em sua totalidade; contém apenas um número selecionado de fragmentos dos seus princípios fundamentais". Como dissemos anteriormente, o centro da obra são "As Estâncias de Dzyan", que ela comentou, ampliando as relações do simbolismo, fazendo correlações com as diferentes religiões, filosofias e idéias científicas da época. Tanto as "estâncias" quanto as ampliações não foram expostas como alguma revelação, mas sim encerram ensinamentos que se podem encontrar nos milhares de volumes que formam as escrituras das antigas religiões asiáticas e das primitivas religiões e filosofias herméticas ocidentais. O que Blavatsky procurou fazer foi uma brilhante síntese, mostrando que há uma unidade nessas antigas tradições. Ao mesmo tempo que indicava um horizonte bem mais amplo para as idéias relativas à Cosmologia e sobre a história da raça humana, desde uma imemorial idade até os tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários dos seus alunos deram depoimentos sobre esta magna obra. A seguir destacamos alguns deles, para sugerir o universo desta renomada publicação: Annie Besant - "O valor de A Doutrina Secreta não está em seus materiais considerados isoladamente, mas na i
